miniaturadaimagem

A Rumex acetosa, comumente conhecida como azedinha, é uma planta do género Rumex que cresce no Norte da Península Ibérica.<>. Quanto à sua tipologia fisionómica, trata-se de uma planta hemicriptófita.

A azedinha é uma planta alimentícia não convencional (PANC), comumente consumida pelos gregos, romanos e egípcios e comercializada em alguns mercados europeus. Atualmente, ela é consumida no Brasil e cultivada por pequenos produtores e em hortas domésticas, em locais onde o clima é ameno. O seu nome popular provém do seu sabor ácido, graças a ele, a azedinha pode substituir o limão em algumas preparações de saladas, característica que confere a ela o popular nome de “salada pronta”.

Nome científico Etimologia Quanto ao nome científico desta espécie:

O nome genérico, Rumex, provém do latim rŭmex, rumǐcis, já registado por Plínio, o Velho:

O epíteto específico, acetosa, também provém do latim e significa "de folhas ácidas".En Epítetos Botánicos Nomes comuns Além de azedinha, dá ainda pelos seguintes nomes comuns: azeda-brava, erva-vinagreira ou vinagreira (não confundir com as espécies Phytolacca americana e Hibiscus sabdariffa, que consigo partilham este nome comum).

Cultivo É uma planta fácil de cultivar, flora de Maio a Setembro e pode colher-se entre os meses de Abril e Junho.

Usos Graças ao seu sabor peculiar, usa-se como condimento na elaboração de vários pratos, cozida ou em saladas. A sopa de azedas é um prato popular em vários países europeus. Apresenta efeitos diuréticos. Devido ao elevado conteúdo de Vitamina C considera-se antiescorbútica.

Uso histórico Com base no expendido por Plínio, o Velho, na sua obra «Naturalis Historia», no livro XX, no capítulo LXXXV, dedicado especificamente a esta planta, ficamos a saber que os romanos antigos usavam esta planta para confeccionar teríagas contra a aguilhoada de escorpiões. «The wild varieties are a cure for the stings of scorpions, and protect those who carry the plant on their person from being stung» Na mesma época, confeccionava-se um decocto da raiz da azeda, demolhada em vinagre, que era usado como elixir para tratar da icterícia «A decoction of the root in vinegar, employed as a gargle, is beneficial to the8 teeth, and if drunk, is a cure for jaundice.». A semente, por seu turno, era usada em preparados destinados a acalmar as maleitas do estômago. «The seed is curative of the most obstinate maladies of the stomach.»

Quando misturada com banha era usada para fazer um unguento usado para ajudar a sarar as escaras da escrófula. «Mixed with grease, this plant is very efficacious for scrofulous sores»

Propriedades A acidez da azeda deve-se ao bioxalato de potassa (5 a 9%), popularmente designado de sal-de-azedas, que é além de ser um dos principais responsáveis pelas suas qualidades medicinais, também é uma substância usada na confecção de preparados anti-nódoas. Contém vitamina C (80 mg/100 g), quercitrina, vitexina e derivados antraquinónicos como a emodina e taninos.Dr. Berdonces i Serra. Gran Enciclopedia de las Plantas Medicinales ISBN 84 305 8496 X Outro componente de interesse é o resveratrol.

Benefícios na dieta Traz teores expressivos de potássio, magnésio e ferro. Por exemplo, verificaram que o teor de ferro e potássio da azedinha ultrapassam os teores encontrados em hortaliças tradicionais como a couve e o espinafre.

Contrapontos do seu uso na dieta Rica em ácido oxálico, a azedinha deve ser consumida com moderação, sobretudo para grupos específicos de indivíduos com problemas renais, reumatismo ou gota.

Características Planta de caule erecto, simples e estriado, que pode chegar a atingir até um metro de altura, distinguindo-se pela coloração avermelhada da base. As raízes são perenes, um pouco lenhosas e arraigam-se profundamente em solos húmidos.Castroviejo, S. (coord. gen.). 1986-2012. Flora iberica pág. 608. Real Jardín Botánico, CSIC, Madrid.

As folhas são lanceoladas, carnosas e comestíveis, se bem que com um sabor acre, como o nome da planta já indica. As folhas inferiores estão seguras por um pecíolo fino que se vai estreitando e diminuindo, até desaparecer, à medida que se passa para as folhas superiores. As flores são dióicas e figuram na parte superior do talo, formando ramalhetes de flores de cor avermelhada, que ao amadurecer se tornam purpúreas. A cepa, da qual brotam copiosas raízes sinuosoas, é pouco tuberosa. A planta tem dois sexos: macho e fêmea.

As sementes maduras são reluzentes e castanhas.

Distribuição A azeda encontra-se distribuída naturalmente pela Europa, mormente na orla Mediterrânica; na Ásia não tropical; no Norte de África e na Austrália. No Norte do continente americano figura como uma espécie neófita. Atualmente, ela é consumida no Brasil e cultivada por pequenos produtores e em hortas domésticas, em locais onde o clima é ameno.

Portugal Trata-se de uma espécie presente no território português, nomeadamente em Portugal Continental, mais concretamente, em todas as zonas do país, salvo o Sudeste meridional, o Sudoeste setentrional, o Sudoeste montanhoso e todas as zonas do Algarve, desde Barrocal algarvio ao sotavento.

Em termos de naturalidade é nativa da região atrás indicada.

Ecologia Privilegia os bosques húmidos e as zonas sombrias perto de cursos de água. Sendo certo que é capaz de prosperar tanto em solos secos como húmidos, prefere os solos ácidos (pH inferior a 7), ricos em ferro e com níveis moderados de fósforo.

Taxonomia A Rumex acetosa foi descrita por Carlos Lineu e mencionada na obra Species Plantarum 1: 337-338. 1753.

Variedades Rumex acetosa subsp. acetosa L. Rumex acetosa subsp. alpestris (Jacq.) A.Löve Rumex acetosa subsp. ambiguus (Gren.) A.Love Rumex acetosa subsp. arifolius (All.) Blytt & O.Dahl Rumex acetosa subsp. lapponicus Hiitonen Rumex acetosa subsp. pseudoxyria Tolm. Rumex acetosa subsp. thyrsiflorus (Fingerh.) HayekVariedades en Catalogue of life

Sinonímia Acetosa pratensis Mill. Lapathum acetosa (L.) Scop. Lapathum pratense Lam. Rumex acetosa subsp. biformis (Lange) Castrov. & Valdés Berm. Rumex acetosa subsp. planellae (Pau & Merino) Muñoz Garm. & Pedrol Rumex acetosa var. pratensis (Mill.) Wallr. Rumex biformis Lange Rumex ceretanicus Sennen Rumex hastifolius Sennen Rumex intermedius var. incanus Merino Rumex intermedius var. pilosus Merino Rumex intermedius var. platyphyllos Sennen & Pau Rumex planellae Pau & Merino in Merino Rumex platyphyllos (Sennen & Pau) Sennen Rumex pratensis Dulac Rumex rechingeri Sennen Rumex salae SennenSinónimos en Real Jardín Botánico

Ligações externas

Categoria:Polygonaceae Categoria:Plantas medicinais Categoria:Flora de Portugal Categoria:Hortaliças Categoria:Rumex