Andry Nirina Rajoelina (Antsirabe, 30 de maio de 1974) é um empresário, DJ e político malgaxe, que foi presidente de Madagáscar de 2009 a 2025. Anteriormente, foi presidente de Madagáscar de 2009 a 2014 e de 2019 a 2025.(em português) Rajoelina assume governo provisório de Madagascar após renúncia do presidente, G1, 17 de março de 2009.(em inglês) Madagascan president hands power to military, CNN.com, 17 de março de 2009. Antes foi o administrador da capital, Antananarivo, e chegou ao poder após um golpe de Estado protagonizado pelo exército contra o presidente Marc Ravalomanana, em meio a uma longa crise de distúrbios ao longo de 2009.
Início na política Antigo empresário e disc-jockey, introduziu-se na política em 2007, ao se apresentar como administrador municipal de Antananarivo. Ganhou as eleições com 63% dos votos e levou a cabo uma política populista. Em 2009, converteu-se no principal líder opositor, encabeçando as manifestações contra Ravalomanana.
Golpe de Estado de 2009
O exército invadiu a residência presidencial em 16 de março. Ainda que Ravalomanana não se encontrasse em sua residência, decidiu apresentar sua renúncia e ceder o poder ao militar Hyppolite Ramaroson. O exército declarou seu apoio a Rajoelina, visto que lhe entregou o poder do país.(em inglês) Military backs Madagascar rival, BBC.com, 17 de março de 2009. Rajoelina prometeu convocar novas eleições em 24 meses, além de não permitir que o poder permaneça nas mãos dos militares. A União Africana condenou o golpe de Estado, rechaçando qualquer acesso ao poder de forma anticonstitucional. Neste sentido, assinala-se que a Constituição do país determina um mínimo de 40 anos de idade para chegar à presidência, tendo Rajoelina menos que essa idade.
COVID-19
Em abril e maio de 2020, o presidente Rajoelina chamou a atenção da mídia quando lançou uma "cura" não testada para o coronavírus chamada "Covid-Organic". O chá de ervas foi desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Aplicada de Madagascar (MIAR) usando artemisia e outras ervas de origem local. Os militares distribuíram lotes de "Covid-Organic" ao público. Vários países africanos, incluindo Tanzânia, Libéria, Guiné Equatorial e Guiné-Bissau compraram o chá de ervas. No entanto, a Academia Nacional de Medicina de Madagascar (ANAMEM) manifestou seu ceticismo, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que não havia provas de cura para o coronavírus no momento do lançamento da Covid-Organic. A União Africana procurou testar a eficiência técnica do chá de ervas.
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