León Ferrari (Buenos Aires, 3 de setembro de 1920 — Buenos Aires, 25 de julho de 2013) foi um artista conceitual argentino. Segundo The New York Times, era um dos cinco artistas plásticos mais provocadores e importantes do mundo. Arte Spain, 7 de janeiro de 2008. Os pilares de sua obra foram as guerras, todas as formas de intolerância e a religião.
Biografia
Pintor, gravador, escultor, artista multimídia, inicia seu trabalho como escultor na Itália, onde residiu por três anos, com sua família. Em 1946 começou a pintar retratos e a desenhar quadros de flores, embora nunca tendo cursado formalmente uma escola de belas artes.
Graduou-se em engenharia na Universidade de Buenos Aires em 1947.
Em 1955, realiza exposição individual na Galeria Cariola, em Milão. Em 1960, começa a fazer esculturas de arame e aço inoxidável e, dois anos depois, produz desenhos caligráficos e colagens. Em 1965, engaja-se no movimento cultural e político do Instituto di Tella de Buenos Aires e abandona a produção abstrata.
Entre 1968 e 1969, participa dos eventos Tucuman Arde e Malvenido Rockefeller, em Buenos Aires.
En 1976, durante a ditadura militar na Argentina, exilou-se na cidade de São Paulo, época em que retoma a produção de esculturas de metal. Em 1977, passa a fazer esculturas sonoras em barras metálicas e interessa-se por novos meios expressivos, incentivado pela convivência com Regina Silveira (1939) e Julio Plaza (1938 - 2003). Realiza obras em videotexto, microfichas, arte postal, cria livros de artista e trabalha com litografia.
Em 1982 viajou para a Argentina. Regressaria definitivamente ao seu país em 1991.
Em 1995 obteve a bolsa Guggenheim.
thumb|left|La Civilización Occidental y Cristiana.
Com sua obra mais conhecida, La Civilización Occidental y Cristiana ganhou o Leão de Ouro da 52ª Bienal Internacional de Arte de Veneza, em 2007.
Ganhou o prêmio de melhor exposição do ano, em 1983, da Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA. No ano seguinte volta a residir em Buenos Aires. Passa a utilizar também o meio digital em suas proposições, como em Electronicartes, 2002/2003. Em paralelo às atividades em artes visuais, publica livros como Nosotros no sabíamos, em 1976; Cuadro Escrito, em 1984; Exégesis, em 1993, e La Bondadosa Crueldad, em 2000. Nesse ano, recebe o Prêmio Costantini.
Obteve o Prêmio Konex (menção honrosa), em 1992 e 2002. Em 2012 recebeu o Konex de Platina na categoria Arte Conceitual: Quinquênio 2002-2006 e o Konex de Brilhante, concedido ao artista mais destacado da década, na Argentina.
Em 25 de março de 2012, ao se completarem 35 anos do sequestro, assassinato e desaparecimento de Rodolfo Walsh, o Espacio Memoria y Derechos Humanos inaugurou a instalação Carta Abierta a la Junta Militar, a partir de uma idea de León Ferrari. A obra, que foi montada no Bosque de Eucaliptos, em frente ao casino dos oficiais da antiga ESMA, é composta por quatorze paineis de vidro com a transcrição completa da Carta Abierta de Walsh. 25 de julho de 2013..
Considerado o maior artista plástico da Argentina, Ferrari foi um crítico ferrenho da Igreja Católica e da ditadura militar na Argentina, o que é evidente em grande parte da sua produção. Chegou a ser chamado de "blasfemo" por papa Francisco, à época em que este era o Arcebispo de Buenos Aires.
Faleceu em Buenos Aires, sua cidade-natal, aos 92 anos, em decorrência de um câncer. Opera Mundi, 25 de julho de 2013.
Ligações externas Sítio oficial Documentos sobre León Ferrari no arquivo digital do Projeto de Documentos do ICAA, Museum of Fine Arts, Houston Biografia no UOL
Categoria:Artistas da Argentina Categoria:Naturais de Buenos Aires