miniaturadaimagem|No Vale Histórico, é comum cidades históricas cercadas de montanhas e natureza, o que atrai turistas de diversas localidades O Vale histórico do estado de São Paulo, situado no extremo leste paulista, é a região onde as serras da Bocaina e da Mantiqueira se tocam e se confundem. Suas cidades possuem como características marcantes casarios e palacetes da época colonial, alguns do início do século XVIII.

Esta região chegou a ser a mais rica do Brasil durante o ciclo do café, sendo sua principal cidade Bananal (que foi a cidade mais rica do Vale do Paraíba e por muito tempo a mais rica da Província de São Paulo), que entre 1822 e 1888, alcançou o título de maior produtor de café em 1850.

A decadência chega quando a cultura do Café passa a ser desenvolvida no oeste Paulista, suplantando o Vale do Paraíba como maior produtora de café. Esta decadência é retratada em Cidades Mortas, livro de autoria de Monteiro Lobato.

Cidades e Municípios A região é composta pelos municípios da Subregião de Cruzeiro, da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte: MunicípioÁreaPopulaçãoPIBIDH-MArapeí156,902.46030,970,680Areias305,233.89640,000,697Bananal616,4310.993113,000,758Cruzeiro305,7082.5711.343,760,788Lavrinhas167,067.31167,520,768Queluz249,3913.606104,930,766São José do Barreiro570,684.14448,390,727Silveiras414,786.33961,730,721 Com exceção de Cruzeiro, Lavrinhas e Queluz, os quais geograficamente são localizados no Vale do Paraíba paulista e cortados pela rodovia Presidente Dutra, todos os outros municípios são atendidos pela SP-68, conhecida como Rodovia dos Tropeiros, a qual funcionou durante muitos anos como caminho para a ligação entre as cidades de Rio e São Paulo.

Arapeí:

A Localidade de Arapeí teve sua origem na 9ª Sesmaria de Bananal, constituindo um dos pontos do Caminho Novo criado para escoar a produção do Brasil colônia.

Em 1783, o governo colonial traçou o objetivo de povoar o Caminho Novo de ligação para o Rio de Janeiro e para as Minas Gerais. Com isso, o Capitão-Mór Manoel da Silva Reis recebeu a missão de distribuir, a pessoas de sua confiança, 13 sesmarias criadas na região. A 9ª sesmaria, no rio Bananal, foi destinada a João Barbosa de Camargo.

O povoado, então denominado Alambari, atingiu seu apogeu no Ciclo do Café (século XVIII), época em que teve relevante papel na vida do Vale do Paraíba, integrando o poderio econômico dos Barões do Café de Bananal.

Com a queda de produtividade nos cafezais da região no final do século XIX, passou a basear sua economia na pecuária leiteira.

Após a proclamação da República, o povoado foi elevado à condição de Distrito, com o nome Alambari, pelo decreto nº 169, de 15 de maio de 1891, subordinado ao município de Bananal.

Em 1º de outubro de 1892 a Lei Estadual nº 112 extinguiu o Distrito, anexando sua área ao território de Bananal.

Na primeira metade do século XX contribuiu decisivamente para a economia do município, diversificando fontes de produção agrícola (exportação de 2 milhões de cruzeiros, moeda da época, em verduras, frutas e legumes), produção de leite (120 mil litros por mês), exportação de carvão vegetal (20 mil sacos por mês), fabricação de tecidos (média de 1.200 metros de tecidos de algodão por dia) e extração de madeira.

Em 30 de novembro de 1944, já com seu nome atual, Arapeí passou a Distrito de Bananal por força da Lei Estadual nº 14.334.

Ao final da década de 40, suas riquezas naturais e históricas, além de suas características econômicas, foram descritas em texto de Ruy Barbosa D´Avila para a publicação “Poliantea de Bananal”, de Alcides Peixoto:

“ARAPEÍ - (…) Contando com 150 casas, aproximadamente e uma população urbana de 800 a 1.000 habitantes, oferece, entretanto no momento, perspectivas de progredir, o que já vem se evidenciando desde que, elevada à categoria de vila, dotou-se de um Grupo Escolar, Cartório de Paz, Subprefeitura e Subdelegacia de Policia. Concorreu grandemente para reanimar a iniciativa particular que instalou, no perímetro urbano, uma fábrica de tecidos, já em funcionamento, operando com 150 teares e aguardando oportunidade para ser ampliada.

Circundada por montanhas de aspectos pitorescos, detém junto a elas propriedade agrícolas, pastoris e industriais de apreciável monta como “Haras Santa Anita”, “Haras Guanabara”,, Fazendas “São Luiz”, “Caxambú”, “São Francisco”, “Campo Alegre”, “Capitão Mór” e outras com suas quedas d´água, culturas diversas de cereais e hortaliças, além de outras propriedades mais afastadas que circunscrevem toda uma vastidão de reservas florestais.”

Por volta de 1950, a inauguração da rodovia Presidente Dutra esvaziou o tráfego da antiga rodovia Rio-São Paulo e relegou as localidades cortadas por ela a mais um período de adversidades econômicas.

Areias: miniaturadaimagem|Matriz de Sant'Ana em Areias Areias inicialmente foi Freguesia, criada em janeiro de 1748 com o nome de Santana da Paraíba Nova, que servia de pouso para os tropeiros que de São Paulo e Minas Gerais, iam para o Rio de Janeiro.

Os fundadores eram moradores de Resende, destacando-se entre eles o Padre Joaquim José da Silva e o Capitão-mor Gabriel Serafim da Silva.

São considerados como seus primeiros povoadores Joaquim Lopes Guimarães, Bento Leme de Camargo, João Ferreira de Souza Joaquim de Siqueira e Mota e Antonio de Vilas Boas e Silva.

Em 1801, ganhou a denominação de Distrito de Paz. E em 28 de novembro de 1816, a pedido dos moradores, D. João VI concedeu o título de Vila com o nome de Vila de São Miguel das Areias, constituindo-se o único Município paulista por ordenação deste Monarca, no entanto, substituiu a padroeira para São Miguel, em homenagem a seu filho, D. Miguel, muito embora o povo continuasse venerando e comemorando Santana. Elevada à categoria de cidade em 24 de março de 1857, passando a denominar-se Areias.

No ano de 1838, Areias pioneira na plantação de café chegava a produzir 100 mil arrobas tendo anexado ao seu território as Freguesias de São Bom Jesus de Bananal, São José do Barreiro e São João Batista de Queluz, que respectivamente se separaram de Areias em 1832, 1859 e 1842.

A cidade chegou a ser anexada á província do Rio de Janeiro, durante a Revolução de 1842, mas já em 1843 retornava a condição de cidade do Estado de São Paulo.

Apresentava também dois jornais: O Areiense e o Mosquito, que podemos encontrar anúncios, cujo conteúdo nos mostra certos aspectos do dia-a-dia.

Em 1857 foi alçada a Comarca que sediou no prédio erguido no ano de 1833 para abrigar a Câmara de Vereadores e Cadeia, local onde o Escritor Monteiro Lobato exerceu o cargo de Promotor Público do ano de 1907 a 1911.

O casario colonial da cidade revela sua pujança no século XIX, sendo de grande destaque a antiga Casa da Câmara e Cadeia e atual Casa da Cultura, a Igreja Matriz Senhora Sant’Ana que iniciou sua construção em 1792 e finalizou em 1874, o Hotel Solar Imperial que foi erguido em 1798 pelo Capitão-mor Gabriel Serafim da Silva e em agosto de 1822 serviu de pouso para Dom Pedro I durante a viagem na qual Proclamaria a Independência do Brasil e as belas fazendas históricas. miniaturadaimagem|Fazenda Resgate em Bananal Bananal:

Bananal é um dos 29 municípios paulistas considerados estâncias turísticas pelo estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Turística, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

Cruzeiro:

As rotas comercias estabelecidas pelos mineiros que demandavam aos Portos de Parati e Mambucaba fizeram surgir na região, então conhecida por Embaú, muitas roças dedicadas a fornecer produtos de abastecimento aos tropeiros. Nessa área, o sargento-mor Antônio Lopes de Lavra iniciou, em 1781, a construção da capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição do Embaú, concluída seis anos depois.

Na povoação que ao lado da capela se formou, os primeiros povoadores passaram a comercializar os produtos locais, logo aumentando o núcleo urbano. Assim, em 1846, foi criada a freguesia e elevada à categoria de Município, em 1871, com o nome de Conceição do Cruzeiro, invocando a Santa Padroeira e o antigo marco divisório, em forma de cruz, construído no alto da serra, entre São Paulo e Minas Gerais.

Nesse ano, 1871, a Ferrovia Dom Pedro II, atual Central do Brasil, atingiu a povoação próxima, Santo Antônio do Porto da Cachoeira

(Cachoeira Paulista ); o prolongamento do trecho Paulista, que iniciou-se a partir de São Paulo, passava a oito quilômetros de Conceição do Cruzeiro, não sendo possível alterar seu traçado. Assim, na fazenda Boa Vista, de propriedade de Manoel Freitas Novaes, a Ferrovia instalou uma estação, ao lado da qual se formou um segundo povoado, denominado Estação Cruzeiro.

Lavrinhas: miniaturadaimagem|Cachoeira da Pedreira em Lavrinhas. Atrai inúmeros turístas Lavrinhas é uma acolhedora e aprazível cidade do Vale Histórico do Paraíba, cercada de cachoeiras de águas cristalinas, azuladas e ao pé da Serra da Mantiqueira, localizada a leste do estado de São Paulo, a 215 km de São Paulo, 210 km do Rio de Janeiro e 8 km da cidade de Cruzeiro-SP.

Delimita-se com os municípios de Cruzeiro, Queluz e Silveiras, no estado de São Paulo e a cidade de Passa Quatro, em Minas Gerais. O município é cortado por vários rios, ribeirões e córregos, os principais são: Rio Jacu, Rio do Braço e Rio Paraíba do Sul, esse último, apresenta características de corredeiras. Cidade histórica, onde ocorreram vários confrontos na Revolução Constitucionalista de 1932 e que até hoje atrai turistas que são guiados aos locais das antigas trincheiras, hoje tem uma economia baseada na agricultura e pecuária é conhecida por possuir fontes de água mineral.

Recém inserida em 2017 no mapa do Turismo Brasileiro e compondo também a Região Turística Picos da Mantiqueira juntamente com a cidade de Cruzeiro-SP.

Na década de 60, com a extinção das matas locais, devido à exploração de carvão e lenha, uma nova atividade surgiu: a pecuária leiteira. Posteriormente, desenvolveu-se a exploração de bauxita e outros minérios, ocupando grande parte da mão de obra local, até os dias de hoje.

Nos últimos anos, com o desenvolvimento da indústria e do comércio, surgiram também alguns balneários, pesqueiros, pousadas, bares e lanchonetes que atraem pessoas de outras cidades da região para apreciar as belezas naturais da cidade, sendo as principais a Cachoeira da Pedreira, Poço Azul, Cachoeira do Major, Pedra da Mina e Pico Agudo.

O Turismo passou então a representar importante fonte de renda e de crescimento para o Município.

Recentemente o município começou a contar com uma Rampa de Voo Livre, atrativo turístico recém inaugurado, trata-se de uma rampa natural, com 876m de altitude e denominada Rampa do Jacu, por sua localização no bairro Capela do Jacu.

Lavrinhas conta hoje com sete bairros assim desenvolvidos: Centro, Pinheiros, Capela do Jacu, Jardim Mavisou e Village Campestre e ainda uma vasta zona rural onde se encontram os bairros Retiro dos Barbosa e Rio Claro. Localiza-se no estado de São Paulo, na região administrativa de São José dos Campos, no Vale do Paraíba Paulista, integrando o Circuito turístico “Caminhos do Rio Paraíba”.

Faz parte de duas importantes rotas, a Rota Franciscana (Religiosa – rota equilíbrio – Frei Galvão) e Estrada Real (maior rota turística do país. São mais de 1.630km de extensão, passando por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo).

Possui uma área total de quase 167 Km² e delimita-se com os municípios de Cruzeiro, Queluz e Silveiras, no estado de São Paulo e a cidade de Passa Quatro, no estado de Minas Gerais.