Afonso Pires Gato (primeira metade do séc. XIII) foi um governador da Guarda, capital do Distrito da Guarda, Rico-homem e Cavaleiro medieval do Reino de Portugal.

Biografia De acordo com o registado nas Inquirições de 1258, sabe-se que Afonso Pires Gato foi criado numa quinta, situada nas cercanias da paróquia em São Salvador de Covas, actualmente uma freguesia do concelho de Vila Nova de Cerveira.

Crê-se que Afonso Pires, de alcunha «o Gato», foi tenente da Guarda em 1207 e em 1241.

De acordo com a historiografia moderna, crê-se que Afonso Pires Gato teria sido rico-homem de D.Sancho I. Com a subida ao trono de D. Afonso II terá passado, tal como o seu irmão, Fernão Pires (de alcunha «o Tinhoso»), para o partido dos opositores ao rei, os Sousas. Será de assinalar, para este efeito, que Afonso Pires era cunhado de João Garcia de Sousa e que essa ligação à família Sousa terá influído na sua tomada de partido.

O seu regresso à corte ocorre por torno do reinado de D.Sancho II, tendo servido de testemunha no acordo celebrado em 23 de Junho de 1223, entre D. Sancho II, como novo monarca, e as suas tias.

Afonso Pires Gato volta então a assumir o papel de tenente da Guarda, em 1241, substituindo deste modo Abril Pires de Lumiares, tio da sua mulher, o qual ocupara a tenência régia da Guarda de 1229 a 1241.

Património O património de Afonso Pires Gato dispersava-se pelas duas margens do Douro, com especial incidência para as zonas de Penaguião, e de Paiva, mas também nas terras da Guarda e de Seia.

Relações familiares Foi filho de Pedro Nunes Velho e de Maria Anes de Baião. Casou com Urraca Fernandes de Lumiares, filha de Fernão Pires de Lumiares e de Urraca Vasques de Bragança, filha de Vasco Pires de Bragança e de Sancha Pires de Baião, de quem teve:

Constança Afonso Gato, casou com Soeiro Pires de Azevedo, Alcaide de Alenquer e filho de Pero Mendes Azevedo. Teresa Afonso Gato, casou com Mem Soares de Melo, 1.º senhor de Melo. Guiomar Afonso Gato, casou com Pero Pais de Alvarenga, Alferes-mor de Afonso I de Portugal. Para além da descendência legítima, Afonso Pires Gato teve ainda um filho bastardo de Maria Gonçalves de Palmedia, cujo nome não ficou registado pelos livros de linhagens, embora a relação extraconjugal (barregania) tinha ficado lavrada nos livros de linhagens.

Especula-se que o filho bastardo, desta relação de barregania terá sido Estêvão Afonso Gato, provável pai de Lourenço Esteves Gato, o qual se notabilizou como cavaleiro de 1307 a 1308 e como taxador das igrejas de Entre-Douro-e-Minho de 1308 em diante.

Gayo, Manuel José da Costa Felgueiras, Nobiliário de Famílias de Portugal, Carvalhos de Basto, 2ª Edição, Braga, 1989. vol. V-pg. 514 (Gatos).

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