Palma é um bairro do município gaúcho de Santa Maria, no Brasil. Localiza-se no leste da cidade, no distrito da Palma, sendo o único bairro deste distrito.
O bairro Palma possui uma área de 95,18 km² que equivale a 100% do distrito da Palma que é de 95,18 km² e 5,31% do município de Santa Maria que é de 1791,65 km².
História O nome do bairro é uma homenagem à "Sesmaria da Palma", como era chamada a fazenda do Major Tancredo Penna de Moraes devido a haver grandes quantidades de folhas de palmeiras no local. Começou a ser povoado a partir de partilhas da fazenda Palma, e, com a criação da atual RSC-287, em meados do século XX intensificou o seu crescimento populacional. Hoje, tem um razoável crescimento populacional e condições socioespaciais de um maior desenvolvimento.
A ocupação do solo remonta para a época da colonização portuguesa no Brasil, onde se tem, na ocasião, criado a sesmaria da Palma e então a fazenda Palma. Mais tarde veio a colonização italiana na região, e que no bairro tem um grande destaque até os dias atuais onde a predominância é de descendentes italianos oriundos, possivelmente e principalmente, da Quarta Colônia de Imigração Italiana devido a sua vizinhança com esta. Outro destaque é a presença de população negra no bairro, descendentes de escravos da Fazenda Palma, que receberam uma parcela de terras de seus donos e que neste lugar vivem seus descendentes. Recentemente esta comunidade foi reconhecida como quilombo, denominado Comunidade Arnesto Penna Carneiro.
Em 1808 Manoel Fernandes Penna veio de Portugal para o Brasil da cidade de Ribeira de Pena, em Alto Trás-os-Montes.Jornal A Razão. Série turismo nos distritos. Daí a origem do sobrenome, que foi colocado para homenagear a sua terra natal. Ele recebeu em forma de sesmaria, uma grande extensão territorial que tinha como divisa o município de Restinga Seca de um lado e o município de Silveira Martins do outro, que deu origem ao atual bairro. Ele atuava como Guarda-Mor do Governo e se instalou com a família na cidade. O seu filho, José Fernandes Penna, em 1858, construiu uma casa, nesta fazenda, que recebeu o nome de Fazenda Palma. Ela possui uma arquitetura clássica portuguesa que até hoje é mantida pela família, com o objetivo de preservar a história da família e do local. Em 2003 a casa foi restaurada por seu morador pertencente à quinta geração dos Penna, mantendo, inclusive, os marcos das portas que foram feitos pelo escravos. Em seu interior, vários objetos e mobiliários são guardados com carinho, como peças de tafonas, pilões e mobílias como a de um quarto feita em 1930, na Escola de Artes e Ofícios da Escola Hugo Taylor, da RFFSA.
Na década de 1990, territórios do bairro foram alvos de localidades vizinhas da Quarta Colônia de Imigração Italiana que almejavam emancipação do município a que pertence. Porém, Palma por não ter laços histórico-culturais, e nem físicos, com estas localidades, como tem com o município de Santa Maria ao qual pertence nunca teve interesse concreto em se unir com aqueles. Em 1963, Silveira Martins, então distrito de Santa Maria fez uma tentativa de emancipação, na qual ficaria com todo o atual Palma, e de fato, pela Lei Estadual nº 5.057 de 1965 foi criado o município de Silveira Martins que englobava todo o atual Palma. Na época a metade oeste do bairro fazia parte do então distrito de Silveira Martins. Moradores do local, atentos aos fortes laços histórico-culturais da localidade com o município no qual está inserido (Santa Maria), e descontentes com o futuro da localidade, impetraram um mandato judicial que acabou por derrubar a lei que criava o Município de Silveira Martins. Silveira Martins consegue emancipação novamente em 1987, dessa vez sem Palma.Aos 125 anos, Quarta Colônia quer reencontrar seus caminhos.
Em 1997 com a criação do distrito da Palma, o bairro Palma passa a ter identidade mais forte e mais ativa no desenvolvimento de Santa Maria, e além disso, a RSC-287 dá ao bairro um excelente acesso ao centro da cidade, bem como a outros bairros. É local de passagem para quem vai à Quarta Colônia, Cachoeira do Sul, Santa Cruz do Sul, Porto Alegre; gerando um ótimo bairro onde investir em comércio às margens desta rodovia.
Camobi, bairro vizinho, tem crescido continuamente e está se consolidando como um centro urbano. Casas baixas em construção já são raras de se ver em Camobi, ao invés disso, prédios residenciais substituem casas unifamiliares cada vez mais. Camobi passa portanto, por um processo de gentrificação. E, a população que antes via Camobi como um local rururbano, passa a vivenciar a solidificação de Camobi como um centro urbano. Essa população tem procurado locais nos arrabaldes para morar, como Palma, Arroio Grande e Pains.
Palma está passando por um processo lento de urbanização, isso se observa ao longo de vários trechos da RSC-287, nas ruas próximas a divisa com Restinga Sêca, na rua Valentim Afonso Bassan, na rua José Fernandes Penna, na Estrada dos Imigrantes e na rua do Radar. Por outro lado, observa-se na sua metade sul, principalmente na região próxima ao Arroio do Só uma forte ruralização dando espaço á extensas áreas de plantações.
Prédios históricos Capela de Santa TerezinhaHistória da Capela de Santa Terezinha thumb|direita|220px|O Centro Comunitário Santa Terezinha. A capela de Santa Terezinha foi construída e inaugurada no dia 15 de novembro de 1929. A primeira festa foi realizada dia 26 de abril de 1930, sendo que a cada três meses a capela era atendida pelo vigário João Iop, onde posteriormente as visitas passaram a ser mensais. Segundo os registros constantes no livro tombo da mitra diocesana, a doação do terreno para a construção da capela foi de: Francisco Augustinho Moro e esposa Josefina Brondani Moro e Jorge Celestino Pessoa e esposa Diamantina Carneiro Pessoa. As despesas da obra foram custeada por Carlos Alberto Ciocari, que foi ressarcido durante um período de dez anos, conforme as entradas da capela.
Segundo depoimentos da comunidade: A imagem de Santa Terezinha foi doada por Cícero Penna de Morais, o qual era devoto á santa. A imagem de Nossa Senhora do Socorro foi doada por Francisca Trevizan Ciocari, que na época também emprestou um Santo Antônio pequeno que tinha em casa, até que fosse comprado um maior, para preencher os três lugares do altar. Quanto ao sino, contam que era um pedaço de trilho da estrada de ferro pendurado na entrada da igreja. Já o Cemitério, pessoas mais vividas dizem que o terreno foi doado por Domingos Toniasso e cercado de arame, sendo que a primeira pessoa a ser enterrada foi Maria Parisati, a qual teve seus restos mortais transladados da Itália. Com relação ao salão de festas, tem-se a informação de que foi construído em três etapas, a primeira um salão aberto, posteriormente realizou-se uma ampliação com a cozinha e por ultimo ergueu-se o atual salão fechado.
Hoje a igreja de Santa Terezinha está toda reformada, através de doações de Neuza e Deoclides Morais, os bancos novos doados por Alfredo Colpo e o altar reformado com auxilio financeiro de todas as pessoas da comunidade e, no ano de 2012, o salão foi reformado.
Limites Limita-se com os bairros: Arroio do Só, Arroio Grande, Camobi e Pains, e, com os municípios de: Restinga Sêca e Silveira Martins.
Descrição dos limites do bairro Ao Norte: Começa junto a nascente do Arroio Tafona, coincidente a linha de divisa intermunicipal, Santa Maria - Silveira Martins e, segue pela cumeeira dos morros do Rebordo do Planalto Sul-Brasileiro, sentido geral leste, passando pelos pontos de cotas altimétricas 475m, 471m, 470m, 478m, 468m até o ponto de cota altimétrica de 466m. Deste ponto segue em sentido sudeste, até a nascente do Arroio Porteirinha ou Araricá; Ao Leste: Da nascente do Arroio Porteirinha (ou Araricá), segue por este, à jusante, até sua confluência com o Rio Vacacaí-Mirim; Ao Sul: Da confluência do Arroio Porteirinha com o Arroio Rio Vacacaí-Mirim, segue à montante do Rio Vacacaí-Mirim, até encontrar a confluência com seu tributário, a Sanga do Banhado Grande; Ao Oeste: Da confluência da Sanga do Banhado Grande com o Arroio Rio Vacacaí-Mirim, segue por ela, à montante, até encontrar a ponte da linha férrea, Santa Maria - Restinga Seca; deste ponto, segue pela ferrovia, em sentido nordeste, até o cruzamento com a Rodovia Estadual RSC-287; deste ponto, deflete pela rodovia, em sentido leste, até encontrar a ponte sobre o Arroio Grande; deste ponto, segue pelo Arroio Grande, à montante, até encontrar o eixo da Rua Joaquim Pillon Neto, de coordenada UTM aproximada E 2437 e N 6711. Deste ponto, segue por esta rua até encontrar a ponte sobre o Arroio Tafona e, por este arroio, à montante, até sua nascente, ponto de limite de divisa dos Município de Santa Maria e Silveira Martins, início desta descrição.
Unidades residenciais
Demografia
thumb|direita|350px|Mapa do município de Santa Maria com as divisões em bairros. Em escalas de azul os bairros com predominância masculina e em escalas de rosa os bairros com predominância feminina. Observa-se que quanto melhor a infraestrutura e o acesso a ela mais convidativo o bairro é para a população feminina. E, reciprocamente, podemos reconhecer os bairros com melhor infraestrutura observando onde a população feminina está concentrada.
Segundo o censo demográfico de 2010, Palma é, dentre os 50 bairros oficiais de Santa Maria: O único bairro do distrito da Palma. O 46º bairro mais populoso. O 8º bairro em extensão territorial. O 46º bairro mais povoado (população/área). O 13º bairro em percentual de população na terceira idade (com 60 anos ou mais). O 29º bairro em percentual de população na idade adulta (entre 18 e 59 anos). O 35º bairro em percentual de população na menoridade (com menos de 18 anos). Um dos 11 bairros com predominância de população masculina. Um dos 30 bairros que não contabilizaram moradores com 100 anos ou mais.
Considerando que não houve modificação em seu território, ou essa mudança foi insignificativa, pode-se fazer uma comparação de sua evolução demográfica entre os anos de 2000 e 2010: O bairro teve contada a mesma população de 2000,Censos oficiais de 2010 e 2000. o que reflete que o bairro possui pouca especulação imobiliária, embora relativamente requisitado para moradia.
Distribuição populacional do bairro Total: 856 (100%) Urbana: 0 (0%) Rural: 856 (100%) Homens: 451 (52,69%) Urbana: 0 (0%) Rural: 451 (100%) Mulheres: 405 (47,31%) Urbana: 0 (0%) Rural: 405 (100%)
Infraestrutura Acesso O principal acesso se dá pela RSC-287, que liga todos os pontos do bairro ao Centro e demais municípios da metade leste do estado.
Centros Comunitários Associação Elisabetta Sanna de Solteiras, Idosas e Viúvas, sigla AESSIV, é uma entidade jurídica do direito privado de assistência social, cultural, beneficente e filantrópica, sem fins lucrativos, constituída de pessoas físicas que seguem os passos de Elizabetta Sanna. Foi fundada em 28 de novembro de 1998, e, é fundamentada nos princípios do carisma e da espiritualidade de São Vicente Palotti, fundador da União do Apostolado Católico - UAC. A lei municipal de Santa Maria, Lei nº 4595 de 17 de Setembro de 2002 considera de utilidade pública a Associação Elisabetta Sanna de Solteiras, Idosas e Viúvas por se enquadrar nas exigências de Lei específica, em relação a sua finalidade sócio-cultural-beneficente-filantrópica.Lei Municipal nº 4595 de 2002 que Considera de utilidade pública municipal a Associação Elisabetta Sanna de Solteiras, Idosas e Viúvas. A AESSIV situa-se à avenida Dezessete de Dezembro. Centro Comunitário de Santa Terezinha: Composto por um salão de festas, a Igreja Santa Terezinha, e, um cemitério. Localiza-se à Alameda Cândido Brasil Moro. Centro Comunitário de Santo Antônio: Composto por um salão de festas e uma igreja, a Igreja Santo Antônio.