miniaturadaimagem|307x307px|João-Adão II, o atual monarca, em 2025 A linha de sucessão ao trono liechtensteinense é regida pelas leis da Casa de Liechtenstein, que estabelecem a primogenitura absoluta para toda a descendência principesca nascida após agosto de 2026, na sequência das alterações às leis da Casa aprovadas nesse ano.
Regras de sucessão Em 1606, o primeiro príncipe de Liechtenstein, Carlos I, e os seus irmãos mais novos, Maximiliano e Gundakar, assinaram um pacto de família, no qual acordaram que a chefia da família seria transmitida segundo a primogenitura agnática ao herdeiro da linha mais antiga. A família continuou a reger-se por diversos estatutos até 1993, ano em que se considerou que algumas das disposições estavam desatualizadas e deviam ser alteradas. O estatuto foi revogado a 26 de outubro e a nova lei da Casa foi publicada a 6 de dezembro. Nos termos dessa lei, o direito de suceder ao trono do Liechtenstein estava reservado aos descendentes patrilineares do sexo masculino do príncipe João I José nascidos de pais casados entre si, excluindo-se a descendência resultante de casamento para o qual o soberano não tivesse dado o seu consentimento. Na ausência de descendentes masculinos patrilineares elegíveis, o soberano dispunha do direito de adotar um herdeiro presuntivo. Ficava expressamente estabelecido que, caso um membro da família principesca adotasse um príncipe já integrado na linha de sucessão, a posição do adotado nessa linha não seria alterada.
Em 2004, o chefe de Estado, João-Adão II, respondeu publicamente às críticas de um comité das Nações Unidas, que manifestara preocupação com a exclusão das mulheres da linha de sucessão, afirmando que a regra era anterior ao próprio Estado. Até 2026, não existia qualquer via pela qual uma mulher pudesse suceder ao trono do Liechtenstein.
A lei da Casa previa igualmente a possibilidade de renúncia aos direitos de sucessão.
Lei da Casa Principesca de 2026 A 15 de agosto de 2026, o príncipe herdeiro Aloísio anunciou que «uma decisão de grande importância para a nossa Casa, que foi discutida no seio da família, sob várias formas, ao longo de décadas» obtivera, a 12 de agosto, a maioria de dois terços dos membros da família com direito de voto exigida para o efeito.
Segundo as novas normas da Casa, todas as descendentes do sexo feminino da Casa Principesca passam a dispor dos mesmos direitos de participação nas matérias reguladas pela lei da Casa que os descendentes do sexo masculino. Além disso, a sucessão ao trono passa da primogenitura com preferência masculina para a primogenitura absoluta. Tal significa que, no futuro, o primeiro filho ou a primeira filha, independentemente do sexo, se tornará herdeiro ou herdeira do trono e, subsequentemente, príncipe ou princesa de Liechtenstein.
O príncipe herdeiro Aloísio declarou que estas alterações irão «assegurar que a responsabilidade pela Casa e pelo País caberá, no futuro, a quem tiver tido a melhor preparação para estas funções».
Linha de sucessão Atual monarca: João Adão II
Francisco José II de Liechtenstein (1906-1989) João Adão II de Liechtenstein (n. 1945) (1) Aloísio, Príncipe Herdeiro de Liechtenstein (n. 1968) (2) José de Liechtenstein (n. 1995) (3) Jorge de Liechtenstein (n. 1999) (4) Nicolau de Liechtenstein (n. 2000) (5) Maximiliano de Liechtenstein (n. 1969) (6) Alfonso de Liechtenstein (n. 2001) Constantino de Liechtenstein (1972-2023) (7) Moritz do Liechtenstein (n. 2003) (8) Benedito do Liechtenstein (n. 2004) (9) Filipe Erasmo de Liechtenstein (n. 1946) (10) Alexandre do Liechtenstein(n. 1972) (11) Venceslau de Liechtenstein (n. 1974) (12) Rodolfo do Liechtenstein (n. 1975) (13) Karl Ludwig de Liechtenstein (n. 2016) (14) Nicolau de Liechtenstein (n. 1947) (15) José Emanuel do Liechtenstein (n. 1989) (16) Leopoldo de Liechtenstein (n. 2023)
Referências
Categoria:Política de Liechtenstein Liechtenstein