Polidectes foi rei da cidade-Estado grega de Esparta de 830 a.C. até 800 a.C. ano da sua morte. Pertenceu à Dinastia Euripôntida.

Ele sucedeu a seu pai Êunomo,Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 3.7.2Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Licurgo, 1.4 e foi sucedido por seu filho Carilau, ou por seu irmão Licurgo, que reinou até Carilau nascer, quando Licurgo se tornou regente. Durante o seu reino, assim como durante o reinado do seu pai, Esparta viveu em paz.

Polidectes era filho da primeira esposa de Êunomo, e Licurgo, seu irmão mais novo, era filho da segunda esposa de Êunomo, Dionassa. O poeta Simonides, porém, colocava Licurgo uma geração antes: Licurgo seria filho de Prítanis, o pai de Êunomo.

Polidectes herdou o reino em um tempo de falta de lei e confusão em Esparta; seu pai, ao tentar separar um distúrbio civil, foi esfaqueado até a morte com uma faca de açougueiro.Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Licurgo, 2.3 Polidectes se tornou rei, mas morreu logo depois do seu pai.Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Licurgo, 3.1

Polidectes morreu quando sua esposa estava grávida, e foi sucedido por seu irmão mais novo Licurgo.Éforo de Cime, citado por Estrabão, Geografia, Livro X, Capítulo 4, 19 Licurgo declarou que reinaria apenas até o nascimento do bebê, e, se ele fosse menino, ele seria o rei, e ele se tornaria guardião.

A esposa de Polidectes, porém, propôs a Licurgo eliminar o bebe, com a condição de que Licurgo se casaria com ela em seguida; Licurgo, que detestava a mulher, fingiu aceitar, mas pediu que ela não usasse drogas abortivas, para não causar mal à sua saúde, mas esperasse o nascimento da criança que ele mesmo se livraria dela.Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Licurgo, 3.2 Licurgo deu ordens aos seus homens que, assim que nascesse o bebê, se ele fosse menina, fosse deixado com a mãe, mas, se fosse menino, fosse levado à sua presença.Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Licurgo, 3.3 Quando o bebê foi-lhe entregue, durante uma refeição com os magistrados de Esparta, Licurgo ergueu o bebê, declarando "Um rei nasceu para vocês, homens de Esparta!" e chamou-o de "Carilau" (em grego: Χαρίλαος), significando "Alegria do Povo".Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Licurgo, 3.4

Licurgo, porém, foi alvo de inveja, especialmente dos amigos e parentes da rainha-mãe; Leônidas, irmão da rainha-mãe, disse que sabia que Licurgo se tornaria rei, semeando a suspeita de que, se alguma coisa acontecesse com o rei, Licurgo seria o responsável.Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Licurgo, 3.5

Temendo ser acusado de plotar contra o sobrinho, Licurgo fugiu para Creta,Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Licurgo, 4.1 voltando quando Carilau já estava governando; neste momento ele trouxe as leis da nova constituição de Esparta.

Ver também Reis de Esparta

Árvore genealógica baseada em Éforo de Cime, Pausânias e Plutarco:

Categoria:Reis de Esparta Categoria:Gregos do século IX a.C.