A XRE 300 é uma motocicleta on-off-road fabricada pela Honda. Começou ser produzida no Brasil em 2009, permanecendo em produção por 14 anos até ser substituída no final de 2023 pela XRE 300 Sahara, mais conhecida como Sahara 300, que embora herde o mesmo nome mais o nome Sahara da icônica Honda NX 350 Sahara dos anos 90 e tenha a mesma proposta, é uma moto completamente diferente. A moto ficou famosa por apresentar problemas mecânicos como vazamentos de óleo e trincas no cabeçote do motor, que os proprietários por muito tempo consideraram um erro de projeto, mas há controvérsias, uma vez que há vários relatos na internet de unidades com quilometragens muito superiores a 100 mil km que nunca apresentaram trinca no cabeçote. Entretanto, a montadora efetuou uma chamada de recall para correções de problemas estruturais em unidades produzidas entre os anos de 2014 e 2015.Honda anuncia recall das motos XRE 300 e CRF 230F Portal G1 - consultado em 21 de dezembro de 2016
História Revelada em junho de 2009 e chegando às concessionárias Honda em agosto do mesmo ano já como modelo 2010, a Honda XRE 300 surgiu como uma moto bastante moderna para a época e altamente versátil, para substituir dois modelos famosos que saíram de linha alguns meses antes: A Honda XR 250 Tornado e a Honda NX4 Falcon. A XRE 300 se destacava por possuir o sistema de injeção eletrônica PGM-FI, uma inovação necessária para atender o PROMOT 3, que entrou em vigor em 2009 e que tanto a Tornado quanto a Falcon, com seus carburadores, já não podiam atender. Ela herdou da Tornado a base estrutural (quadro, suspensões, balança, rodas), bastante robusta e apta para terrenos difíceis, e também o motor, que passou por um upgrade significativo, com mudanças que resultaram em cerca de 42 cc a mais, porém ao mesmo tempo em que se tornou mais potente (saindo de 23,3 cv para 26,1 cv) e mais forte (2,42 kgfm para 2,81 kgfm), se tornou ainda mais econômico, alcançando médias entre 25 e 30 km/l, podendo até ultrapassar 35 km/l nos modelos mais novos. Além disso, em relação à Tornado, a XRE contava com a vantagem de possuir freio a disco na roda de trás, além de também possuir uma versão com freios ABS combinados (sistema Combined ABS), que além da função clássica de impedir o travamento das rodas, ainda faz um equilíbrio melhor entre as frenagens, acionando um dos pistões do freio dianteiro quando o freio traseiro fosse acionado. Da Falcon, a XRE 300 herdou a aptidão para percursos rodoviários, com carenagens maiores, melhor nível de acabamento, banco mais ergonômico e em dois níveis, bagageiro de série (que tanto a Tornado quanto a Falcon não possuíam) e paralama dianteiro rente à roda, que favorece a aerodinâmica. Seu painel, bem completo para a época, era totalmente digital e possuía, além do velocímetro, conta giros, hodômetro total que vai de 0 a 999.999 quilômetros, dois hodômetros parciais que vão de 0.0 a 999.9 km, marcador de combustivel e relógio. Nota-se que a XRE, por ser basicamente uma Tornado mais forte e mais completa, e com roupa estradeira moderna, realmente foi feita para substituir ambos os modelos. E com a vantagem da injeção eletrônica, que entrega um consumo muito menor de combustível e funcionamento mais preciso.https://radicalnorte.wordpress.com/2009/06/03/a-nova-xre-300-subistitui-a-tornado-e-falcon/
Primeira geração (2010-2018) A primeira geração da XRE 300, também conhecida como XRE "bicuda", permaneceu no mercado por nove anos, mas passou por duas atualizações significativas. Até o modelo 2012, a moto permaneceu praticamente a mesma do lançamento, mudando apenas cores e grafismos, sendo movida somente a gasolina e com bomba de combustível externa. Seu consumo de combustível era bom para a época, geralmente na casa dos 26 km/l em média. Ela possuía uma válvula solenoide no lado esquerdo, próxima ao motor, que se conectava na tampa do cabeçote, e o cabeçote possuía uma vela grossa e válvulas de escape e admissão com diâmetros maiores, o que exigia manutenção frequente. Para o modelo 2010, as cores disponíveis eram preta, vermelha ou dourada, com carenagens laterais inferiores do tanque na cor cinza e adesivos com estilo "tribal" e o nome XRE 300. Para o modelo 2011, as cores preta e dourada permaneceram iguais às do modelo 2010, somente a vermelha foi substituída por uma vermelha mais escura, conhecida como cor de vinho. As carenagens laterais inferiores do tanque, ainda na cor cinza, tinham os mesmos adesivos da XRE 300 2010, porém com mudanças discretas de cor.https://www.motonline.com.br/noticia/cb-300r-e-xre-300-ganham-novas-cores/ O modelo 2012 teve mudanças mais relevantes nas cores e grafismos, com a cor preta sendo substituída por uma cor azul bastante escura, sendo quase preta, a cor dourada sendo substituída por uma cor verde semelhante à da Hornet e o retorno da cor vermelha do modelo 2010. As carenagens laterais inferiores do tanque passaram a ser na cor preta fosca, com adesivos diferentes cuja aparência sugere uma espécie de mapa digital, com um "X" que cruza o adesivo e que contém o nome XRE 300 no meio. Uma parte do grafismo tem a mesma cor da moto.https://bemquevi.wordpress.com/2011/12/16/xre-300-2012-com-novas-lindas-cores/
Para o modelo 2013, ocorreram as primeiras atualizações.https://www.motorede.com.br/honda-xre-300-2013-agora-com-tecnologia-flex-e-mudancas-no-design/ A moto se tornou flex, podendo rodar com gasolina ou etanol, tendo um discreto aumento de desempenho quando abastecida com etanol, ao menos segundo a ficha técnica divulgada pela Honda. A bomba de combustível passou a ser interna, instalada dentro do tanque, que por sua vez, ganhou uma capacidade ligeiramente maior, passando de 12,4 litros para 13,6 litros. As carenagens laterais do tanque também passaram por mudanças, a válvula solenoide que ficava do lado esquerdo e próxima ao motor foi removida, a vela ficou mais fina e as válvulas passaram a ter diâmetros menores, eliminando a necessidade de manutenção frequente. Abaixo do painel, foi instalada uma luz redonda na cor âmbar que indica a presença de etanol no tanque e pisca em determinadas situações, como temperaturas baixas que podem dificultar a partida a frio. Para o modelo 2013, as cores disponíveis eram vermelha com adesivo em forma de X com degradê preto, com o nome XRE 300, branca com o mesmo adesivo, porém degradê vermelho e preta fosca com o mesmo adesivo da branca. Somente as carenagens tinham variação de cores, o tanque era sempre na cor cinza escuro e a carenagem inferior do tanque era sempre cinza.
No modelo 2014, um total de cinco cores estiveram disponíveis: Vermelha, branca, preta, azul e vermelha/branca. As duas últimas foram edições especiais, sendo a azul uma série limitada lançada em conjunto com séries limitadas da Honda CB 300R, Honda NXR 150 Bros, Honda CG150 Titan e Honda Biz 125, que possuiam cores e grafismos semelhantes, sendo que no caso da XRE o tanque e as carenagens principais dele eram azuis e as carenagens inferiores e as laterais traseiras eram brancas. Ela possuía adesivos diferenciados nas cores branca e vermelha.https://www.motorede.com.br/edicao-limitada-flexone-da-honda-traz-novas-versoes-da-titan-bros-xre-cb-300r-e-mais/ A vermelha/branca era a inédita e rara versão Rally, que teve apenas 815 unidades produzidas e foi inspirada na Honda CRF 450 Rally do Team HRC (Honda Racing Corporation). Ela se destacava por ser a primeira XRE a ter o "bico" dianteiro, a carenagem do farol e a capa do banco na cor vermelha, ao invés de preta, além de possuir grafismos exclusivos que estavam presentes também no tanque, que era branco, nas carenagens inferiores do tanque, que tinham uma cor cinza, e nas carenagens laterais traseiras, que eram brancas.https://www.motonline.com.br/noticia/edicao-especial-da-xre-300-celebra-retorno-da-honda-ao-rally-dakar/ Nas outras três cores, somente as cores do tanque e das carenagens superiores do mesmo podiam variar, assim como os adesivos, que eram idênticos aos do modelo 2013, sendo que na vermelha os adesivos eram prata, na branca eram prata e na preta, dourados. As carenagens inferiores do tanque e as laterais traseiras tinham a cor prata fosca.
No modelo 2015, mais mudanças de cor, com exceção da vermelha, que permaneceu exatamente igual à vermelha modelo 2014, devido ao sucesso de vendas da mesma. A branca tinha tanque e carenagens laterais traseiras na cor branca, porém com carenagens superiores e inferiores do tanque na cor preta fosca e o mesmo adesivo do modelo 2013, porém branco. A preta era quase igual à preta modelo 2014, sendo que ao invés da pintura ser brilhante, ela é fosca, e os adesivos são azuis.https://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/especial-publicitario/empresas-maggi/noticia/2014/10/honda-xre-300-modelo-2015-ganha-novas-cores-e-grafismos.html Por fim, o modelo Rally voltou, com grafismos alusivos à CRF 450 Rally de 2015. Oficialmente, sua cor é preta, mas também pode-se dizer que é vermelha, já que as carenagens superiores do tanque, o "bico" e a capa do banco são vermelhos. Porém a capa da ponteira do escapamento e as alças traseiras são pretas, o que a torna suficientemente preta. Além disso, ela possui grafismos que estão presentes em todas as carenagens (com exceção da do farol) e no tanque, com áreas pretas que imitam fibra de carbono, listras brancas e uma área vermelha no adesivo do tanque, que faz uma "continuação" da cor das carenagens do mesmo.https://motor1.uol.com.br/news/120857/honda-xre-300-2015-ganha-inedita-versao-rally/ No modelo 2015, somente a Rally tem, e sempre teve, freios ABS, o que a tornava consideravelmente mais cara e, de certa forma, exclusiva, enquanto nas demais cores, somente freios a disco. Foi uma mudança em relação aos modelos anteriores, nos quais a versão com ABS podia ter qualquer uma das cores disponíveis.