Basij (também Bassij ou Baseej; , literalmente "Mobilização"), também Basij-e Mostaz'afin, ("Mobilização dos Oprimidos")", oficialmente, Nirouye Moqavemate Basij ("Força de Resistência Basij")AEI Outlook Series: What Do Structural Changes in the Revolutionary Guards Mean? é uma milícia paramilitar voluntária fundada por ordem de Ayatollah Khomeini em . Os Basij são (ao menos em teoria)Basij Militia. NYT.com June 19, 2009 subordinados a, e recebem suas ordens de, Guardas Revolucionários Iranianos e o Líder Supremo Ayatollah Khamenei. No entanto eles também foram descritos como "um grupo aliado dissoluto de organizações" incluindo "muitos grupos controlados por cléricos locais."

Ayatollah Khamenei descreve os Basij como "a maior esperança da nação Iraniana" e "uma árvore imaculada".http://english.khamenei.ir//index.php?option=com_content&task=view&id=781&Itemid=4

Consistindo iranianos jovens que se voluntariam para unirem-se a esta milícia, geralmente em troca de benefícios oficiais, os Basij são mais percebidos pela sua lealdade ao líder supremo Khamenei. Mas atualmente os Basij servem como uma força auxiliar, engajada em atividades como segurança interna além de aplicar leis, dar serviço social, organizar cerimônias públicas e religiosas, e mais otimamente policiando a moral e suprimindo reuniões dissidentes.Molavi, Afshin, The Soul of Iran, W.W. Norton, (2005), p.88, 316-318 Possuem uma organização local em quase toda cidade iraniana.Molavi, Afshin, The Soul of Iran, W.W. Norton, (2005), p.88

Desde , Mohammad Reza Naqdi é o comandante Basij, substituindo Hossein TaebHosein Taeb Iran Rises. August 30th, 2009. accessed 23-September-2009Iran’s unfinished crisis. Nazenin Ansari, 16 - 09 - 2009 A milícia muito presente e reativa contra os protestos que ocorreram imediatamente após a eleição presidencial no irã em 2009 e nos meses que se seguiram.

Historia Origens O líder revolucionários Ayatollah Ruhollah Khomeini emitiu um decreto fundando os Basij como "uma grande milícia de pessoas", em . Ele é reportado afirmando que "um país com 20 milhões de jovens deve ter 20 milhões de fuzileiros ou um exército com 20 milhões de soldados; tal país nunca será destruído." miniaturadaimagem|Voluntários Basij durante a Guerra Irã-Iraque

Durante a Guerra Irã-Iraque dezenas de milhares de jovens Basij foram mortos no campo de batalha. Acreditando ser mártires sagrados e cantando canções sobre a Batalha de Carbala, na qual imame Huceine morreu a morte heroica, os basij limparam campos minados como "ondas humanas" para que os soldados maduros e experientes pudessem avançar sobre o inimigo.Jon Lee Anderson: "Understanding The Basij". June 19, 2009 Os Basij reportadamente marcharam batalha adentro marcando sua esperada chegada ao paraíso usando "chaves do paraíso" feitas de plástico ao redor de seus pescoços. Reporta-se que próximo a 1984 o governo iraniano distribuiu ‘Chaves do Paraíso‘ douradas de plástico para os soldados; lhes foi dito que tais chaves ‘abririam os portões do Paraíso‘ onde 72 ‘houri’ (virgens celestiais) esperavam os mártires de campo de batalha.

A tática de ondas humanas foi implementada da seguinte maneira: As crianças e jovens adolescentes escassamente armados tinham que se mover continuamente avante em setas perfeitamente retas. Não importava se eles sentiam-se como forragens de canhão para fogo inimigo ou se detonavam as minas com seus corpos. O importante era que os Basij continuavam a se mover para frente sobre os destroços rasgados e mutilados de seus camaradas caídos, indo para a morte onda após onda. “Eles vêm em direção às nossas posições em imensas hordas com seus punhos balançando,” um oficial Iraquiano reclamou no verão de 1982. “Você pode abater a primeira onda e depois a segunda. Mas em algum ponto os corpos estão empilhados na sua frente, e tudo que você quer é gritar e atirar sua arma longe. Afinal de contas estes são seres humanos.”Citado em: Erich Wiedemann, Mit dem Paradies-Schlüssel in die Schlacht, no: Der Spiegel, no. 31/1982, p. 93.Na primavera de 1983 os Basij tinham treinado mais de 2,4 milhões de Iranianos no uso de armas e enviaram 450.000 ao fronte.Hiro, Dilip, Iran under the Ataytollahs, Routledge and Kegan, 1985, p.237

Deveres após o fim da guerra Depois da guerra, os Basij foram reorganizados e se tornaram gradualmente um dos "principais garantidores de segurança doméstica" do regime islâmico. Por 1988, o número de pontos de inspeção Basij diminuíram dramaticamente, mas eles ainda estava ativos no monitoramento das atividades pessoais dos indivíduos. Eles obrigam hijab, prendem mulheres por violar o código de vestimenta, prendem jovens por participar de festas de gênero misto ou por estar em público com membros do sexo oposto sem parentesco primário,Molavi, The Soul of Iran (2005), p.89

Em 1988 organizações universitárias Basij foram estabelecidas nos campi universitários para combater a "Ocidentalização" e as manifestações estudantis contrárias ao regime. Em uma entrevista com o Khabar Online em , o comandante da força IRGC, respondendo a uma pergunta sobre as manifestações de 2009, se na ocasião "as forças responsáveis por manter a segurança responderam inadequadamente ou de forma que a imagem dos Basij fosse manchada ou mal representada?". A resposta do comandante demonstra a sua visão do papel das forças para o regime: "Para que precisamos dos Basik? Nós precisamos dos Basij pela sua própria causa ou pela causa da revolução? Nós não precisamos que os Basij permaneçam inativos quando o regime está sob ataque".

A milícia Basij também age como um serviço de administração de desastres, sendo mobilizada no caso de terremoto ou outro desastre natural ou provocado por humanos. Pode complementar a aplicação da lei ao instalar pontos de inspeção de ruas em áreas urbanas, para interceptar materiais proibidos, e potenciais revoltas.

É tido que os batalhões Ashura foram criados em 1993, depois que manifestações contrárias ao regime eclodiram em várias cidades iranianas. As Brigadas Islâmicas foram feitas de ambas Guardas Revolucionárias e Basij, e por 1998 contavam 17.000.

Restabelecimento miniaturadaimagem|Milicianos Basij em 2013 Segundo o New York Times, depois das celebrações espontâneas após a conquista do Irã de uma vaga no Campeonato Mundial de futebol em 1998, e os manifestações estudantis em julho de 1999, o governo islâmico pressentiu que havia perdido o controle das ruas, e "reinventou" a milícia Basij para corrigir este empecilho. Oferecendo uma linha do tempo um pouco diferente, GlobalSecurity.org reporta que isto ocorreu durante a administração do Mahmud Ahmadinejad (eleito em 2005), que a milícia pareceu "estar recriando algum tipo de estabelecimento."

No final de setembro de 2005, os Basij enceram uma séria de exercícios de defesa urbana pelo país. Seu primeiro comandante anunciou a criação de 2.000 "batalhões Ashura" dentro da Basij, que terão como responsabilidade "controlar manifestações". Alguns especularam que a reinstalação da milícia Basij estava ligada "com preparações para uma possível inquietação civil."

O governo iraniano traçou inúmeros planos diferentes para manter a milícia Basij ativa. Nos quais está presente a ênfase em ideias como Basij de Desenvolvimento (Basij-e-Sazandegi). A agência de notícias Fars reportou: "Dentre as tarefas mais importantes dos Basij está impulsionar a segurança sem fim, fortalecer o desenvolvimento da infraestrutura, equipar bases, [e] aumentar o emprego," Hejazi acrescentou: Ele descreveu a proibição de vício e a promoção da virtude na sociedade como a "política divina" da milícia Basij.

Junto com a polícia de manifestações iranianas e o Ansar-e-Hezbollah, a milícia Basij foi ativa nos anos recentes em suprimir demonstrações de estudantes no Irã. A milícia Basij às vezes é diferenciada da Ansar como sendo mais "disciplinada" e não espancando tanto, não sendo tão apressada para espancar manifestantes.Molavi, The Soul of Iran (2005), p.318 Outras fontes descrevem o Ansar-e-Hezbollah como parte do "vago grupo de organizações aliadas" que forma os Basij.

Alguns acreditam que a mudança de foco dos Basij de sua missão original de defender o Irã na guerra Irã-Iraque para seu interesse atual pela segurança interna levou a uma perda de prestígio e moral. De acordo com um "analista amadurecido" sem nome, citado pelo csmonitor.com, "Você define você mesmo pelos seus inimigos, e estes eram os super-poderes naquela época. ... Mas agora eles estão lutando contra pessoas jovens que colocam gel em seus penteados. Este é o inimigo. Então isto é humilhante, e de modo algum melhora a auto-estima deles."Iran's angry young adults erupt in political protest 16.6.2003

Protestos da eleição de 2009 Mir Hussein Moussavi, candidato presidencial da oposição em 2009, "condenou a violência praticada pelos Basij" durante protestos seguindo a eleição disputada, repreendendo os ataques da milícia basij aos manifestantes "com mangueiras, barras de ferro, bastões e às vezes com armas de fogo," `pouco antes da polícia aparecer.` As táticas usadas pelos Basij contra manifestantes nas eleições foram descritas envolvendo a escolha de "alvos nas bordas das multidões, perseguindo os vulneráveis e os retardários desatentos," atacando "disfarçadamente... atacando manifestantes enquanto eles voltam para suas casas em ruas escuras à noite," e também carregando "canivetes ou navalhas para usar contra manifestantes pelas suas costas."Will Iran's Basij stay loyal? By Jon Leyne 13 August 2009

Seguindos os protestos, Hojjatoleslam Hossein Taeb, comandante da milícia, "advertiu" os iranianos que os EUA estavam "contratando agentes e mercenários em um esforço de continuar suas conspirações para uma derrubada suave da República Islâmica," segundo a agência de notícias iraniana Fars.Basij Commander: US Hiring Agents for Soft Overthrow of Islamic Republic Taeb também afirmou que as manifestações contrárias ao regime "mataram oito membros Basij e machucaram outros trezentos."Police, Basij 'imposters' arrested in Iran PressTV, 29 Jun 2009Iran opposition says 72 died in post-poll unrest Reuters. Sep 3, 2009

Organização thumb|200px|Um policial (E) e um Basiji (D) prendendo um jovem iraniano em frente ao parlamento iraniano, 2009-06-24 A milícia Basij é composta por uma rede de trabalho quase decentralizada, com ramais em praticamente todas as mesquitas iranianas.The Use of Children as Soldiers in the Middle East and North Africa Region, Jordan Institute of Diplomacy, August 2001 - Internet Archive Estas mesquitas têm salas marcadas Paygah-e-Basij ou base Basij, "que servem como um tipo de clube islâmico, no qual estudantes leem o corão, organizam times esportivos e planejam viagens de campo."

Subgrupos da milícia Basij incluem a Basij Universitária, Basij Estudante, e os antigos grupos tribais incorporados à milícia Basij (conhecida também como Basij Tribal). Na Basij Estudante, membros do ensino fundamental são chamados Pretendentes (Puyandegan), e do ensino médio são chamados a Vanguarda (Pishgaman).Iran: Paramilitary Force Prepares For Urban Unrest, September 2005 GlobalSecurity.org

O comandante atual da milícia Basij é Mohammad Reza Naqdi, que substituiu Hossein Taeb em .Iran's Basij Force -- The Mainstay Of Domestic Security. January 15, 2009 Hossein Taeb foi nomeado comandante dos Basij em .

O primeiro comandante inicial, general Mirahmadi foi empossado formalmente em . O comandante de Tehran é Seyyed Mohammad Haj Aqamir. O primeiro comandante de Tehran, general Ahmad Zolqadr, foi empossado formalmente em ; o novo comandante Basij em Tabrizi, general de brigada Mohammad Yusef Shakeri, em .