Casa Verde Média é uma denominação de bairro situada no distrito da Casa Verde, na Zona Norte do município de São Paulo. Integra a área administrada pela Subprefeitura da Casa Verde/Limão/Cachoeirinha. A denominação é empregada pela administração pública e pela imprensa e corresponde a um dos bairros originados do parcelamento do antigo Sítio da Casa Verde, ao lado da Casa Verde Alta e da Casa Verde Baixa.Registros municipais relacionam a Casa Verde Média principalmente ao eixo formado pela Avenida Engenheiro Caetano Álvares, pela Avenida José de Brito de Freitas e pela Rua Belisário Campanha.
História Sua formação histórica relaciona-se ao antigo Sítio da Casa Verde, propriedade rural registrada desde o século XVII e associada inicialmente a Amador Bueno. As terras passaram posteriormente ao militar e professor José Arouche de Toledo Rendon, cuja família foi relacionada à consolidação do topônimo Casa Verde. As versões mais difundidas atribuem o nome às chamadas “moças da casa verde”, descendentes de Rendon vinculadas a uma residência pintada dessa cor. A Prefeitura, entretanto, registra controvérsia sobre a localização da casa, que poderia estar no sítio situado na margem direita do rio Tietê ou na antiga Travessa do Colégio, na região central da cidade.
A transformação das propriedades rurais em área urbana intensificou-se em 1913, quando os herdeiros da família Rudge iniciaram o loteamento do antigo sítio e venderam o primeiro terreno em 21 de maio. O empreendimento recebeu inicialmente a denominação Vila Tietê, mas o nome não se consolidou entre os moradores, que continuaram utilizando Casa Verde. O crescimento do loteamento foi favorecido pela construção de uma ponte de madeira sobre o Tietê em 1915 e pela chegada do bonde em 1922. Em 1928, a Lei estadual nº 2.335 criou o distrito de paz da Casa Verde, abrangendo terras situadas na margem direita do rio. A eletricidade chegou ao bairro em 1937, enquanto a ponte de madeira foi substituída pela atual estrutura de concreto em 1954. miniaturadaimagem|Mapa do bairro em 1931. Mapa do bairro em 1931.
O reconhecimento da Casa Verde Média como denominação territorial aparece em documentos públicos posteriores. Em 1986, um decreto do Governo do Estado de São Paulo declarou de utilidade pública terrenos situados no bairro para a implantação de estruturas do sistema de esgotos sanitários da bacia do Córrego Mandaqui pela Sabesp. O documento associou a ocupação do bairro à bacia hidrográfica do Mandaqui e registrou a expansão das redes de saneamento pelas áreas intermediárias da Casa Verde.
A Avenida Engenheiro Caetano Álvares constitui um dos principais eixos de circulação da região, articulando a Casa Verde Média com outros bairros da Zona Norte. A Avenida José de Brito de Freitas e a Rua Belisário Campanha complementam essa rede viária e são utilizadas por linhas municipais de ônibus. Em 2025, uma alteração temporária promovida pela SPTrans envolveu sete linhas que circulavam por essas três vias, com ligações aos terminais Casa Verde e Parque Dom Pedro II, às regiões da Lapa e de Pirituba e às estações Santana, Barra Funda e Vila Madalena do Metrô de São Paulo.
A ocupação contemporânea reúne edificações residenciais e atividades comerciais ou de serviços concentradas nos corredores viários. Um levantamento publicado pela Folha de S.Paulo em 2015 registrou na Avenida José de Brito de Freitas um empreendimento residencial com 91 unidades, classificado no segmento médio do mercado imobiliário, indicando a continuidade do processo de adensamento e verticalização do bairro. Apesar da utilização recorrente do nome Casa Verde Média em documentos públicos e endereços, dados de população, área territorial e indicadores socioeconômicos são normalmente divulgados para o distrito da Casa Verde, não permitindo sua atribuição isolada ao bairro.