A órbita é uma cavidade do esqueleto da face em forma de pirâmide onde estão inseridos o bulbo do olho, músculos, nervos, vasos e o aparelho lacrimal. A parede superior é formada pelos ossos frontal e esfenóide; a parede medial pelo etmóide, esfenóide, lacrimal e frontal; a parede inferior ou assoalho pela maxila, zigomático e palatino; a parede lateral pelo processo frontal do zigomático e asa maior do esfenóide. O ápice da órbita fica no canal óptico, formado pela asa menor do esfenóide.MOORE, Keith. Anatomia orientada para clínica. 4ª ed. 2001. Editora Guanabara Koogan. Pgs. 804, 805, 808, 813, 815, 816.

A base que abre para a face possui quatro margens: margem superior: osso frontal margem inferior: ossos maxilar e zigomático margem medial: ossos frontal, lacrimal e maxilar margem lateral: ossos zigomático e frontal

Conteúdo A cavidade contém o bulbo do olho, o nervo óptico, os músculos extrínsecos do bulbo do olho, fáscia, nervos, vasos, gordura, glândula e saco lacrimais.

Músculos thumb|right|180px|Músculos da órbita. Pela imagem, é possível visualizar a forma piramidal da cavidade. Os músculos da órbita são responsáveis pela movimentação da pálpebra superior e do olho. São eles o músculo levantador da pálpebra superior, os quatro retos (superior, medial, inferior e lateral) e os dois oblíquos (superior e inferior).

Inervação Todos os músculos da órbita são supridos pelo nervo oculomotor, com exceção dos músculos oblíquo superior e reto lateral, supridos pelo nervo troclear e nervo abducente, respectivamente.

Além deles, passam pela órbita os nervos oftálmico, lacrimal, frontal, que suprem a pálpebra superior, fronte e escalpo, o nasociliar, e ciliares curtos.

Vascularização A órbita é suprida pelas artérias oftálmica e infraorbital. O sangue é drenado pelas veias oftálmica superior e oftálmica inferior.

Fratura As paredes medial e inferior são finas e podem ser fraturadas por golpe. O deslocamento das paredes pode causar um tipo de lesão chamada "fratura por explosão", podendo envolver os seios etmoidais e esfenoidais, em caso de fratura da parede medial, e o seio maxilar, em caso de fratura da parede inferior. A parede superior é mais resistente, mas é fina e um objeto pontiagudo pode penetrá-la, atingindo o lobo frontal do cérebro.

Uma fratura normalmente causa sangramento e, como consequência, aumento de pressão do olho e exoftalmia. Estruturas adjacentes podem ser afetadas e causar sangramento no seio maxilar, deslocamento dos dentes maxilares, fratura dos ossos nasais.

Categoria:Ossos da face e pescoço Categoria:Anatomia do olho humano