As preguiças-gigantes ou preguiças-terrícolas são um grupo de mamíferos pré-históricos que habitaram as Américas. Cientificamente são classificados dentro da superordem Xenarthra e relacionados com as preguiças atuais, que são arborícolas.

O grupo é constituído por seis famílias e 88 géneros, todos extintos. As preguiças-gigantes surgiram no Oligocénico e extinguiram-se há cerca de 10 000 anos atrás. Há evidências de que uma pequena população tenha sobrevivido nas ilhas de Hispaniola e Cuba até cerca de 1500 a.C.

Apesar do nome, nem todos os membros do grupo das preguiças-gigantes eram de grandes dimensões. O registo fóssil indica que as primeiras formas a surgir eram relativamente pequenas, de tamanho comparável às preguiças atuais, sendo a evolução para o gigantismo progressiva. No fim do Pliocénico, início do Plistocénico, esta tendência inverteu-se no sentido da redução de tamanho talvez por pressões ecológicos. Nas Caraíbas, muitas espécies tornaram-se variáveis anãs, numa adaptação a ambiente insular e condições tropicais também observada, por exemplo, em proboscídeos (Stegodon) ou hominídeos (Homo floresiensis).

As preguiças-gigantes surgiram no Oligocénico, na região da atual Patagónia, e desenvolveram-se na América do Sul. Com o estabelecimento do istmo do Panamá, as preguiças migraram para Norte, chegando ao atual estado do Yukon, no Canadá. miniaturadaimagem|263x263px|Couro preservado de Mylodon, exibido no Museu de La Plata, Argentina.|alt=Uma fotografia do couro preservado de um Mylodon, nao tem um formato especifico, é deforme com um buraco nela, é grande e nela se observam pelos com aparencia macia. A anatomia das preguiças-gigantes é conhecida com bastante detalhe, graças a centenas de exemplares bem conservados encontrados em cavernas e nos poços de betume de La Brea, na Califórnia. Alguns exemplos encontram-se tão bem preservados que incluem tecidos fossilizados ou partes da pelagem de cor avermelhada, como os encontrados no famoso sítio paleontológico conhecido como Cova do Milodonte, no Chile .

Um pequeno grupo, de 5 espécies da familia Megatheriidae, pertencentes ao gênero Thalassocnus, é considerado tendo habito de vida semi-aquático, vivendo próximo à ambientes marinhos.

Os hábitos alimentares das preguiças-gigantes são igualmente bem conhecidos através do estudo dos seus coprólitos (fezes fossilizadas) e respectivo conteúdo vegetal. Sabe-se assim que estes animais eram exclusivamente herbívoros e que preferiam folhas e ramos de árvores. Eram, no entanto, bastante flexíveis e, em épocas de escassez, podiam consumir plantas desérticas, incluindo cactos.

A primeira tentativa de reconstrução anatómica de um conjunto de fósseis foi realizada em 1796 e o resultado foi interpretado por Georges Cuvier como uma forma de preguiça-gigante, que o naturalista classificou como Megatherium americanum.

Diversos museus de história natural pelo mundo apresentam exemplares de preguiças-gigantes em suas exposições, na América do Sul podendo ser vistos, por exemplo, nas exposições do Museu de La Plata, Argentina e Museu Nacional do Rio de Janeiro.

Alguns gêneros e familias A taxonomia das preguiças-gigantes é complexa e polifilética, sendo alguns grupos mais próximos das preguiças atuais que de outras famílias de preguiças-gigantes.

Eremotherium; Glossotherium. Lestodon; Megalonyx; Megatherium; Mylodon; Nothrotheriops; Paramylodon; Scelidotherium

Ligações externas Preguiças terrícolas Semelhança em tamanho aos Ursos

Ver também

Lista de mamíferos pré-históricos Pilosa

Referências

Categoria:Pilosa Categoria:Primeiras aparições do Eoceno Categoria:Mamíferos pré-históricos da América do Norte

hu:Földi lajhár