Mefistofele é uma ópera constituída de um prólogo, quatro atos e um epílogo, sendo uma única ópera completa do compositor e libretista italiano Arrigo Boito.

A estreia de Mefistofele aconteceu em 5 de março de 1868 no Teatro alla Scala de Milão, sob a batuta do próprio Boito. Depois de um fiasco na estreia, o autor imediatamente revisou a ópera, reduzindo sua duração e modificando a escala de algumas cenas. Reescreveu o quinto ato como um epílogo, adicionando o dueto "Lontano, lontano". O papel de Fausto, que era de um barítono, passou a ser atribuído a um tenor.

A estreia da versão revisada foi em Bolonha, no dia 4 de outubro de 1875, com sucesso imediato. Boito também fez uma revisão menor em 1876, que estreou em 13 de maio do mesmo ano, em Veneza. A primeira performance britânica ocorreu no Her Majesty's Theatre, em Londres, no dia 6 de julho de 1880. A estréia nos Estados Unidos ocorreu em 16 de novembro de 1880, em Boston.

A produção definitiva aconteceu em Milão, no dia 25 de maio de 1881. Personagens Helena de Troia - soprano Fausto - tenor Marguerita - soprano Marta - contralto Mefistófeles - baixo Nereu (somente na versão de 1875) - tenor Pantális (somente na versão de 1875) - contralto Wagner - tenor O astrólogo (somente na versão de 1868) - baixo

Sinopse Prólogo

O prólogo transcorre no céu, onde os querubins, as fadas celestiais e as almas santas cantam hinos ao Senhor. Mas entre eles está Mefistófeles, um espírito do mal. A ária de Mefistófeles requer pouca consideração, não precisando corais imensos e de uma emoção sublime que termina em êxtase.

Ato I A primeira cena transcorre em uma ponte de saída da cidade de Frankfurt. Sinos ressoam. Entre todo o alvoroço anda um monge de capuz. Chegam Fausto e Wagner. Acontecem danças frenéticas da população com uma clara essência melódica, o que faz Wagner se afastar do seu plano. Quando deixados sozinhos, Fausto fica vendo o entardecer, quando eles percebem o frade. Fausto adverte que ardem seus pés, como se estivessem em fogo.

A segunda cena acontece no gabinete de Faust, onde está aberto o evangelho. O frei continuou a se esconder no escuro. O frei se apresenta, Fausto, aterrorizado, e o frei (Mefistófeles) se revela como cavaleiro. Fausto ri e faz piadas. Mefistofele explica, em uma ária genial, de ritmo rápido e suntuoso, que é um espírito que sempre nega, que deseja a destruição. Então que acontece a ação, ele oferece ser o servo de Fausto, assim ele poderia ter todo o amor, riqueza e poder que quisesse. Fausto concorda e no fim da cena ele pergunta onde está a carruagem, riquezas e prazer, Mefistófeles diz apenas o suficiente para abrir seu manto e explodir. O final como sempre, é uma orquestração bizarra.

Ato II Agora nos encontramos no jardim de Margarita. Uma cena que não recorre a toda emotividade necessária. Apresenta apenas Margarita e Fausto, dois apaixonados que cantam seus amores e desejos, recordando seus desejos.

Depois, na segunda cena, Mefistófeles leva Fausto às montanhas, para a noite de Walpurgis, o Sabbat. É a cena mais bem sucedida da ópera. Mefistófeles pede para Fausto acelerar o passo, até que começam a aparecer bruxos e bruxas, que louvam Satanás. Fausto tem a visão de Margarita. Ato III A visão de Fausto era verdade. Margarita vive em uma melancolia, sua mente está em um estado de confusão e desespero. Ela foi presa por envenenar sua mãe enquanto dormia. Fausto apela a Mefistófeles para ajudá-los a fugir juntos. Eles entram na prisão. Margarita fica feliz ao ver Fausto mas horrorizada em ver Mefistófeles e reconhecê-lo como Diabo. Margarita implora por perdão divino. Ato IV Mefistófeles transporta Fausto até à Grécia Clássica. Helena de Troia e suas seguidoras estão aproveitando a luxúria e exotismo. Fausto está mais brilhante do que nunca, e consegue facilmente conquistar o coração da bela princesa. Ele declara seu amor e devoção para os outros.

Epílogo Voltando ao seu escritório, Fausto está velho, não reflete a realidade e ilusão que ele tinha. Ele sente que o fim da sua vida está perto, mas ele implora a vitória para Mefistófeles. Pegando em sua Bíblia, ele pede o perdão de Deus. Mefistófeles foi infeliz, desaparece e Fausto morre. Gravações selecionadas Nazzareno de Angelis, Antonio Melandri, Mafalda Favero, Giannina Arangi-Lombardi dirigida por Lorenzo Molajoli (Italian Columbia, 1931)

Cesare Siepi, Mario Del Monaco, Renata Tebaldi, dirigida por Tullio Serafin (Decca, 1959)

Norman Treigle, Plácido Domingo, Montserrat Caballé, dirigida por Julius Rudel (EMI, 1973)

Nicolai Ghiaurov, Luciano Pavarotti, Mirella Freni, Montserrat Caballé, dirigida por Oliviero de Fabritiis (Decca, 1982)

Ruggero Raimondi, José Carreras, Rosalind Plowright, Hildegard Behrens, dirigida por Claudio Abbado (Deutsche Grammophon, 1987)

Referências The New Kobbe's Opera Book editeda por Earl of Harewood e Antony Peattie. Ebury Press. London 1997. ISBN 0-09-181410-3 The New Grove Book of Operas editeda por Stanley Sadie. Macmillan Publishers Ltd. London 1996. ISBN 0-333-65107-3 The Viking Opera Guide editeda por Amanda Holden com Nicholas Kenyon e Stephen Walsh Penguin Group. London 1993. ISBN 0-670-81292-7

Ligações externas Mefistofele - libretto

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