Mercenaries: Playground of Destruction é um jogo eletrônico de ação e aventura de 2005 desenvolvido pela Pandemic Studios e publicado pela LucasArts para PlayStation 2 e Xbox.
O jogo apresenta um ambiente de mundo aberto com elementos de furtividade e mecânica social baseada em reputação. É ambientado durante uma ação militar multinacional fictícia na Coreia do Norte. O jogador assume o controle de um dos três personagens mercenários e fecha contratos no país devastado pela escalada do conflito coreano para obter lucro e evitar uma guerra nuclear. Os críticos deram críticas favoráveis ao jogo, em particular elogiando seu foco no caos explosivo.
A sequência, Mercenaries 2: World in Flames, foi lançado em 31 de agosto de 2008 na América do Norte e em 5 de setembro de 2008 na Europa para PlayStation 2, PlayStation 3, Xbox 360 e Microsoft Windows.
Jogabilidade O jogador é despachado em um vasto ambiente de mundo aberto, livre para pegar missões, executar tarefas paralelas, coletar itens, roubar veículos ou empregar mecânica de jogo em exibição. Como a jogabilidade é definida em um mundo aberto, o jogador pode escolher fazer qualquer uma dessas atividades a qualquer momento. Na verdade, é possível destruir quase todos os edifícios e construções no mundo do jogo, incluindo os quartéis generais das facções inimigas ou aliadas. Os edifícios geralmente são restaurados após um longo tempo longe da área, quando o jogador morre ou quando se inicia o recarregamento do jogo. Além disso, o jogador pode causar destruição gratuita em muitos pequenos postos avançados e fortalezas ocupadas e restritas apenas aos membros de uma facção. No entanto, a destruição excessiva é desencorajada pela redução da disposição da facção atacada em relação ao jogador.
Existem cinco facções em guerra no jogo: as Nações Aliadas (abreviada como AN no jogo. É equivalente aos capacetes azuis da ONU), a Coreia do Sul (em conluio com a CIA), a Máfia Russa "Mercadores da Morte", a China e o Exército da Coreia do Norte comandado pelo antagonista do jogo, o ditador fictício do país, General Choi Song. A disposição das primeiras quatro facções é inicialmente neutra, embora dependendo das ações do jogador, elas possam ir de amigáveis para hostil se caso o jogador as ataquem. Uma vez que a facção norte-coreana é sempre hostil ao jogador e a todas as outras facções, o jogador está livre para atacar as forças da Coreia do Norte sem medo de penalidades. Na verdade, destruir veículos e forças militares da Coreia do Norte resultará em uma pequena recompensa adicionando créditos à conta do jogador, e consequentemente obtendo apoio de todas as facções.
Para voltar a favorecer uma facção ofendida, o mercenário deve concluir contratos para a facção. Se a facção for tão hostil que se recusa a dar contratos, o jogador deve primeiro conseguir alcançar e subornar o guarda do quartel general de tal facção. Outros métodos menos eficazes incluem coletar tesouros nacionais e projetos de interesse para cada facção, destruindo postos de megafone escondidos ou destruindo os monumentos do General Song. Esses recursos funcionam como um sistema de colecionáveis do jogo e adiciona status ao jogador. O jogador também pode obter favor de uma determinada facção ajudando esta a lutar contra outra durante a jogabilidade livre fora de missões. Ao ser testemunhado, as ações do jogador serão favorecidas pela facção que recebe a ajuda; entretanto, a relação com a outra facção rival irá despencar.
Um mercenário pode se disfarçar dirigindo o veículo de uma determinada facção, permitindo a infiltração de um posto avançado ou quartel general inimigo. No entanto, o disfarce torna-se ineficaz se os inimigos detectarem o mercenário entrando no veículo, se o jogador sair do veículo ou se o jogador se envolver em um comportamento inadequado (como buzinar, atropelar ou atacar tropas inimigas). O disfarce também é perdido se o jogador se deparar com um oficial inimigo, que invariavelmente verá através do disfarce.
O jogador pode realizar várias missões para diferentes facções, mas não é necessário completar todas as missões disponíveis. Uma missão envolve um ou vários objetivos que incluem roubo, entrega, recuperação ou destruição de certos itens ou veículos, assassinato de alvos e destruição de um acampamento, quartel, base militar ou fortaleza inimiga. Frequentemente, uma missão secundária fornece uma meta de bônus que pode ser concluída com dinheiro extra. As missões das Nações Aliadas são geralmente missões de táxi, escolta e defesa de aliados ou destruição de bases inimigas, enquanto as missões instruídas pela Máfia são um pouco mais orientadas para furtividade, e as missões da Coreia do Sul e da China geralmente fazem o jogador receber ordens de uma facção para prejudicar a outra. Uma missão pode perturbar outra facção, embora isso possa ser evitado até certo ponto se o jogador se engajar na missão furtivamente. A conclusão de uma missão recompensa o mercenário com dinheiro, aumento da relação com a facção e disponibiliza dicas sobre o Deck de 52 (Baralho de 52); ocasionalmente desbloqueia itens, veículos ou ataques aéreos.
Ao longo do jogo, o jogador tem a tarefa de caçar e "verificar" alvos importantes do regime de Song. A "verificação" envolve matar o alvo e tirar uma foto do cadáver, ou subjugar o alvo com granada de atordoamento e solicitar o envio de um helicóptero das Nações Aliadas para transportar o prisioneiro. Após cada "verificação", o jogador é premiado com "inteligência" e dinheiro, que geralmente é em dobro se o alvo for capturado vivo. No entanto, não é necessário "verificar" todos os membros de um naipe para progredir no jogo. O jogador deve ganhar apenas inteligência o suficiente, "verificando" os alvos antes que as Nações Aliadas dê ao jogador o contrato do Ás. O Ás, a figura mais importante em um naipe, (geralmente políticos, militares, cientistas ou comandantes do regime de Song) está localizado em uma área isolada, muitas vezes fortemente defendida, onde o jogador é despachado. O contrato Ás geralmente consiste em uma variedade de objetivos obrigatórios e opcionais que podem ser acessados em várias rotas, antes que o Ás esteja disponível para "verificação". Depois que o Ás é "verificado", o jogador é transportado de volta para a região principal para caçar outro naipe de alvos.
Se o jogador tentar deixar o mundo do jogo (deixando a Coreia do Norte), ele entrará efetivamente em uma área restrita onde a Força-Tarefa das Nações Aliadas têm poder aéreo supremo nessas áreas, com grande letalidade que serve como uma parede invisível para impedir o jogador de sair dos limites permitidos do jogo. Entrar nessas áreas imediatamente avisa os jogadores com uma mensagem de aviso (por um operador de rádio aliado não identificado ou por seu operativo de apoio, respectivamente) dizendo-lhes para saírem rápido da área não permitida. Optar por ignorar este aviso gera outra mensagem, informando que os aviões inimigos estão chegando. Isso é seguido por três caças que aparecem para disparar no jogador com uma grande salva de bombas que são impossíveis de sobreviver. Estas são áreas que geralmente circundam a província e demarcam os limites permitidos pelas limitações do jogo.
Mercenaries: Playground of Destruction contém skins desbloqueáveis como recompensa por completar certas tarefas no jogo. Por exemplo, pegar um certo número de Tesouros Nacionais permitirá jogar como um soldado chamado NK Elite. Alguns códigos de trapaça desbloqueiam vários personagens ocultos, como os líderes de cada facção. Por ser um jogo da LucasArts, também é possível destravar Indiana Jones e Han Solo como personagens jogáveis. No entanto, as diferenças entre as skins são apenas cosméticas e não terão nenhum efeito na jogabilidade ou nos atributos do personagem principal.
Sinopse Personagens Existem três personagens jogáveis em Mercenaries: Playground of Destruction: Christopher Jacobs, Jennifer Mui e Mattias Nilsson. Eles são suportados por uma personagem invisível não jogavel chamada Fiona Taylor, que é uma agente da ExOps (Operações Executivas) que trabalha fornecendo suporte técnico e informações ao mercenário sobre o contexto do jogo.
Os três mercenários são empregados pela ExOps durante o conflito da Coreia do Norte, mas apenas um personagem de escolha do jogador é despachado para a zona de guerra no início do jogo. Eles seguem o mesmo enredo e lidam de forma semelhante em termos de jogabilidade, mas cada um deles tem uma personalidade diferente, bem como pontos fortes específicos. Além disso, cada mercenário pode falar um idioma único além do inglês, para que o jogador possa entender as conversas de uma facção em particular lendo as legendas mostradas.
Os três personagens jogáveis em Mercenaries: Playground of Destruction são suficientemente distintos para tornar o jogo um tanto rejogável. Cada um tem uma força particular que alterará um pouco a estratégia do jogador, bem como uma proficiência linguística única que tornará compreensíveis as conversas paralelas de uma facção particular. Por exemplo, Jacobs, que entende coreano, é capaz de entender os sul-coreanos; Mattias sabe russo, e entende o que a máfia russa fala; e Jennifer, nascida em Hong Kong e, portanto, fluente em chinês, pode entender o exército chinês. E como todos eles sabem inglês, eles não têm nenhum problema em entender a AN, que sempre fala em inglês.
Chris Jacobs: (dublado por Phil LaMarr) é um ex- operador da Força Delta dos Estados Unidos. Ele parece ser uma personalidade confiante, com comentários muitas vezes humorísticos. Ele utiliza técnicas de combate convencionais do exército. Ele pode suportar mais danos de saúde do que outros e sabe a língua coreana.
Jennifer Mui: (dublada por Jennifer Hale) foi uma agente do MI6 antes de ingressar na ExOps. Ela é altamente eficiente em manobras furtivas durante os combates, pois não alerta os inimigos tão facilmente quanto outros mercenários. Nascida em uma família sino-britânica em Hong Kong, ela entende conversas em chinês.
Mattias Nilsson: (dublado por Peter Stormare) já foi um oficial de artilharia da Marinha sueca até se tornar um mercenário. Extremamente imprudente e obcecado por explosivos, utilizando técnicas mais agressivas e óbvias contra os inimigos. Nilsson usa seu movimento mais rápido a pé para dominar seus inimigos rapidamente. Ele é fluente em russo e, portanto, é capaz de entender conversas particulares da máfia russa.
Enredo O enredo fictício ambientado em um futuro próximo, apresenta uma Coreia do Norte prestes a ser reunificada pacificamente por meio de acordos políticos após anos de tensões entre os dois governos. O idoso presidente Choi Kim da Coreia do Norte começa a abraçar a "Política do Sol" da Coreia do Sul, reavivando as esperanças de reunificação pacífica dos dois países coreanos. No entanto, membros de alto escalão do Exército do Povo Coreano ficaram descontentes com a virada dos acontecimentos, temendo uma perda dramática de seu poder. Seu líder, o brilhante e implacável Choi Song, acredita que seu pai, o presidente Kim, estava perdendo de vista "o verdadeiro destino da Coreia do Norte". Song lidera um exército de insurgentes em uma cerimônia que celebra um roteiro para a reunificação da Coreia. Os líderes políticos democráticos da Coreia do Norte e do Sul são baleados e mortos, e Song teria matado deliberadamente seu próprio pai no processo.