A Torre Hearst é um arranha-céus de escritórios localizado no bairro de Midtown Manhattan na cidade de Nova Iorque, Estados Unidos. É a sede mundial do conglomerado midiático Hearst Communications, abrigando várias das suas publicações e empresas de comunicação. A Torre Hearst consiste em duas seções com uma altura máxima de 182 metros e uma área de escritório de mais de 79000 m2 espalhados em 46 pisos acima do solo. Os seis andares inferiores do empreendimento formam o Edifício de Revistas Hearst, projetado por Joseph Urban com a George B. Post & Sons e originalmente finalizado em 1928. Acima desta construção está a Torre Hearst, projetada por Norman Foster em parceria com a Adamson Associates e finalizada em 2006.

O magnata William Randolph Hearst adquiriu o terreno em meados da década de 1920 para construir um teatro, acreditando que a área se tornaria o próximo grande distrito de entretenimento da cidade, mas mudou de ideia e decidiu construir uma sede para suas revistas. O edifício original foi projetado para ser a base de uma torre maior, porém as dificuldades econômicas da Grande Depressão frustraram esse empreendimento. Uma proposta de expansão na década de 1940 também fracassou. A Comissão de Preservação de Marcos da Cidade de Nova Iorque designou a fachada do edifício original como um marco da cidade em 1988. A Hearst considerou expandir a estrutura novamente na década de 1980, finalmente erguendo a torre nos primeiros anos da década de 2000.

O edifício está localizado na esquina da Oitava Avenida com a Rua 57, próximo do Columbus Circle, com a entrada principal estando na avenida. A estrutura do Edifício de Revistas Hearst é revestida com pedra calcária fundida com seis pilones com agrupamentos esculturais. A seção da Torre Hearst acima tem uma fachada de vidro e metal arranjada como uma grade diagonal que também exerce a função de sistema estrutural. Os espaços de escritório originais do Edifício de Revistas Hearst foram substituídos por um enorme átrio durante a construção da torre e que hoje abriga áreas comerciais, uma cafeteria e outros espaços. O empreendimento é certificado como um edifício sustentável como parte do programa de Liderança em Energia e Projeto Ambiental.

Local A Torre Hearst está no limite entre os bairros de Hell's Kitchen e Midtown Manhattan da cidade de Nova Iorque, Estados Unidos. Está dois quarteirões ao sul do Columbus Circle, sendo delimitado pela Rua 56 ao sul, a Oitava Avenida ao leste e a Rua 57 ao norte. O edifício está de frente ao Central Park Place ao norte, 3 Columbus Circle ao nordeste e Torre Random House ao leste. Está um quarteirão ao sul do Deutsche Bank Center e do 2 Columbus Circle. A base do edifício possui três endereços: Oitava Avenida 951–969, Rua 56 Oeste 301–313 e Rua 57 Oeste 302–312. O terreno é quase um quadrado de metros quadrados e mede 60,96 por 61,21 metros. Entradas para a estação 59th Street–Columbus Circle do Metrô de Nova Iorque ficam na base.

A Torre Hearst e o Edifício de Revistas Hearst estão localizados próximos de um antigo eixo artístico ao redor de uma seção de dois quarteirões da Rua 57 entre a Sexta Avenida e a Broadway. O eixo se desenvolveu entre o final do século XIX e início do século XX, após a inauguração do Carnegie Hall na Sétima Avenida em 1891. A área tinha a sede de várias organizações, como a Sociedade Americana de Belas Artes, o Clube Lotos e a ASCE Society House. O Edifício de Revistas Hearst estava localizado fora do eixo artístico, mas sua proximidade dele foi um fator na escolha deste local. O eixo artístico foi praticamente substituído no século XXI pelo Billionaires' Row, uma série de arranha-céus de luxo perto da extremidade sul do Central Park.

O local, antes da construção do Edifício de Revistas Hearst, era chamado de lugar Hegeman. Dezesseis pessoas eram proprietárias do terreno, que em sua maior parte estava vazio, com exceção de um cinema a céu aberto e algumas lojas.

História William Randolph Hearst se mudou para Nova Iorque em 1895 e nas três décadas seguintes se tornou um magnata de revistas bem sucedido. Ele concebeu depois de sua chegada a criação de uma grande sede perto do Columbus Circle, acreditando que a área se tornaria o próximo distrito de entretenimento de Nova Iorque. Hearst comprou vários terrenos próximos do Columbus Circle entre 1895 e meados da década de 1920. Ele também acreditava que o Distrito dos Teatros se expandiria até o Columbus Circle e ficou interessado em teatros parcialmente por causa de sua amante, a atriz Marion Davies. Hearst contratou o arquiteto Joseph Urban para vários projetos de teatros no início do século XX e os dois se tornaram amigos próximos.

Inícios Hearst conseguiu no início de 1924 a opção de adquirir um local na Oitava Avenida entre as Ruas 56 e 57, próximo do eixo artístico da Rua 57. Ele adquiriu o título do terreno em abril. Hearst gradualmente adquiriu grandes terrenos próximos, porém não construiu nada nos locais. Otto Hermann Kahn, o diretor da Ópera Metropolitana, começou a planejar por volta da mesma época um novo teatro de ópera para substituir seu edifício existente, gastando três milhões de dólares em 1925 para comprar um terreno ao oeste do de Hearst. Os planos para o teatro de ópera na Rua 57 foram divulgados em janeiro de 1926, porém foram abandonados dois anos depois.

thumb|esquerda|260px|O Edifício de Revistas Hearst visto da esquina da Oitava Avenida com a Rua 57 Hearst, em conjunto com o teatro de ópera cancelado, originalmente planejou construir um edifício de escritórios e lojas de dois andares com um teatro de capacidade para 2,5 mil pessoas projetado por Michael Bernstein. Isto foi posteriormente alterado para um prédio de escritórios e teatro de seis andares projetado pelo arquiteto Thomas W. Lamb. As revistas de Hearst estavam planejadas para serem publicadas três quarteirões ao oeste, em um quarteirão delimitado pela Décima Primeira e Décima Segunda Avenidas e pelas Ruas 54 e 55. Entretanto, este local foi abandonado em agosto de 1926 e Hearst substituiu Lamb, contratando Urban para projetar uma sede para suas revistas no terreno da Oitava Avenida. A proposta de edifício era um arranha-céu e Hearst contratou a George B. Post & Sons, que tinha experiência na construção de arranha-céus.

As escavações para o edifício começaram em junho de 1927. Vários empreendimentos estavam sendo desenvolvidos na Oitava Avenida entre as Ruas 42 e 59, com os valores imobiliários crescendo duzentos por cento desde o início da década. Isto ocorreu parcialmente pelo desenvolvimento da Linha da Oitava Avenida do Sistema de Metrô Independente e por regras de zoneamento que permitiram arranha-céus naquela área. O Edifício de Revistas Hearst estava quase completo em janeiro de 1928, tendo custado dois milhões de dólares.

Edifício original Urban e Post elaboraram planos para um teatro de ópera no nível da rua e com capacidade para mil pessoas pouco depois do Edifício de Revistas Hearst ter sido finalizado, mais um auditório de seiscentos lugares no porão e uma data de finalização para 1929. A Hearst Corporation comprou o terreno abaixo do edifício em 1930 por 2,25 ou 2,5 milhões de dólares. Os planos para a torre acima do edifício foram parados por mais de uma década por causa da Grande Depressão logo depois do fim da construção. O New York Evening Journal, um dos jornais de Hearst, transferiu a propriedade do edifício para a Hearst Magazines em 1937 como parte de uma reorganização das propriedades da Hearst Corporation. O prédio foi avaliado na época em 3,253 milhões de dólares; Hearst estava devendo 126 milhões na época e assim vendendo seus ativos. Ele considerou tirar um empréstimo de 35,5 milhões, parte da qual seria usada para recomprar o Edifício de Revistas Hearst, mas acabou mudando de ideia.

A George B. Post & Sons preparou em 1945 planos para mais nove andares ao prédio. Esses planos foram submetidos ao Departamento de Edifícios da Cidade de Nova Iorque no ano seguinte, sendo estimado que a torre custaria 1,3 bilhões de dólares. Essa expansão nunca foi levada adiante e os motivos são desconhecidos. O Edifício de Revistas Hearst manteve a maior parte de sua arquitetura original pelo decorrer do século XX, porém as lojas no nível da rua foram substituídas em 1970.

A Hearst Corporation novamente começou a planejar uma torre acima do Edifício de Revistas Hearst no início da década de 1980. Uma restauração do prédio tinha sido completada recentemente. A Hearst Corporation adquiriu rapidamente várias companhias midiáticas como revistas, editoras e emissoras de televisão durante boa parte da década. A Comissão de Preservação de Marcos da Cidade de Nova Iorque começou em 1982 a considerar registrar o Edifício de Revistas Hearst como um marco. Mais discussões sobre o assunto ocorreram em 1987, com a comissão concedendo a designação de marco para a fachada do prédio em 16 de fevereiro de 1988. Isto significou que a Comissão de Preservação de Marcos precisaria aprovar quaisquer propostas de mudanças para o exterior do Edifício de Revistas Hearst. A firma de arquitetura Beyer Blinder Belle propôs no final da década de 1980 a construção de uma torre de vidros verdes com 34 andares, mas esta nunca foi construída.

Adição da torre O Edifício de Revistas Hearst era muito pequeno para acomodar todas as divisões da Hearst Corporation, mesmo sendo a sede da empresa. No início do século XXI ele abrigava os escritórios da revista Good Housekeeping, escritórios corporativos e a divisão de mídia da Hearst, enquanto as outras revistas da empresa eram publicadas em vários prédios próximos. A Hearst anunciou em 2000 planos para consolidar todas as suas divisões ao finalmente construir sua torre de escritórios. Os planos renovados para a torre foram parcialmente impulsionados pelo desenvolvimento de outras sedes de empresas midiáticas nos arredores, como o AOL Time Warner Center, o Edifício The New York Times e o Edifício Condé Nast. A Hearst supostamente conversou com a firma de arquitetura Polshek Partnership durante o processo de desenvolvimento.

thumb|250px|A Torre Hearst vista da Oitava Avenida A empresa anunciou em fevereiro de 2001 que tinha contratado o arquiteto Norman Foster para projetar a adição da torre. A escolha de Foster, após sua tentativa fracassada de projetar o Edifício New York Times, fez um arquiteto comentar: "Meu palpite é que a Hearst queria superar o Times". A empresa decidiu seguir com o projeto mesmo com os ataques de 11 de setembro daquele mesmo ano. Foster disse que a Hearst achou que "Se não fizermos nada, [os terroristas] venceram". Por conta dos ataques, Foster e a Hearst decidiram restringir o acesso de visitantes apenas a uma parte do átrio e relocar o núcleo da torre para ficar mais distante da rua. Outras partes do projeto também foram revisadas, mas a fachada de vidro foi mantida. A equipe de Foster desenhou mais de cem planos para a torre. Os planos para a construção da Torre Hearst foram submetidos em outubro, sendo aprovados pela Comissão de Preservação de Marcos no mês seguinte. A Hearst conversou com a comunidade para acalmar quaisquer possíveis preocupações, com a aprovação ocorrendo em menos de três horas. O único oponente foi o Conselho de Distritos Históricos, cujo diretor executivo afirmou que a torre "não responde à, respeita ou mesmo dialoga com o marco da sua base".