A Engie, anteriormente GDF SUEZ () é um grupo empresarial francês, o segundo maior do mundo no ramo de energia, segundo a Global 500 2010 da revista Fortune. Atua na geração e distribuição de eletricidade, gás natural e energia renovável.
A Engie é também a maior empresa de serviços públicos do mundo, em volume de negócios,Energie indépendante : GDF SUEZ crée le « leader mondial ». Le Soir, 10 de agosto de 2010. e a maior produtora independente de energia do mundoRapprochement entre International Power et GDF SUEZ Energie International en vue de la création de New International Power. Comunicado à imprensa de 10 de agosto de 2010. desde que estabeleceu uma joint venture com a eletricitária britânica International Power, em 2010.GDF SUEZ devient du coup n°2 mondial de l'électricité derrière EDF. La Tribune, 10 de agosto de 2010
O grupo GDF SUEZ nasceu da fusão entre a Gaz de France e a SUEZ, em 22 de julho de 2008. É listado no mercado Euronext em Paris e Bruxelas e faz parte dos índices CAC 40 e BEL 20. No Brasil, controla a Tractebel (antiga Gerasul, e é líder do consórcio para construção da Usina Hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, em Rondônia, uma das principais obras do PAC.
História Fusão Gaz de France – Suez O projeto de fusão dos grupos Gaz de France e Suez foi anunciado publicamente dia 25 de fevereiro de 2006. Esse projeto foi a forma oficial de encarar a ameaça hóstil de oferta pública de aquisição (OPA) que a italiana Enel fez à Suez. No seu discurso sobre o « patriatismo econômico », o então primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, anunciou a fusão do grupo público Gaz de France com o grupo privado Suez. Para que essa fusão fosse aceita, a lei do setor de energia previu no artigo 39,Veja o histórico legislativo no site do Senado da França a privatização da Gaz de France. A participação do Estado seria então reduzida de 70% (o nível mínimo previsto pela Lei de 9 de agosto de 2004 no setor público de energia elétrica e empresas de gás e eletricidade) para 34%. Essa lei previu uma troca de 21 ações Gaz de France contra 22 ações Suez. Nicolas Sarkozy, então Ministro da Fazenda, durante vários meses se opôs ao projeto do governo de Villepin, de fundir as duas empresas.L'environnement finalement favorable à la fusion Suez-GDF - Libération, 01 de setembro de 2007 Esta fusão acabou por ser adiada, em novembro de 2007, pelo Tribunal de Apelação de Paris, por falta de informação para as obras de Gaz de France. O projeto foi adiado novamente pelo Conselho Constitucional, até 1 de julho de 2008 ou seja para depois das eleições presidenciais francesas. Mais de um ano e meio depois do seu anúncio, Suez e Gaz de France foram oficialmente unidas dia 3 de setembro de 2007 para criar o novo gigante da energia europeia, enquanto Suez Environnement adquiria sua independência. Conhecida como GDF SUEZ, a nova empresa tem um volume de negócios superior à 80 bilhões de Euros.Fusão entre empresa privada Suez e estatal Gaz de France cria um dos maiores grupos de energia do mundo - RFI, 01 de setembro de 2007
O pós-fusão GDF SUEZ organizou dia 26 de novembro de 2008 o "Dia do Investidor", para avaliar de progresso dos processos de integração pós-fusão, o programa de investimentos, as sinergias, a estratégia do novo grupo à meio-prazo e seus objetivos operacionais e financeiros. Segunda a lista das "40 melhores empresas do mundo em 2009", elaborada pela empresa de consultoria internacional AT Kearney para a revista Business Week, GDF SUEZ ficou na sexta posição The World's Best Companies - Bloomberg Businessweek (1 ª empresa europeia). Criação da filial de energia internacional - GDF SUEZ GDF SUEZ anunciou dia 10 de agosto de 2010 a fusão com o eletricista britânico International Power. Algumas de suas atividades, incluindo aquelas sob o nome de GDF SUEZ Energy International (América Latina, América do Norte, Médio Oriente, Ásia, África) serão cobertas por ela e as do Reino Unido e Turquia, pela International Power. Dessa operação sairá a New International Power. Electricité : naissance d'un nouveau géant mondial - Euronews, 10 de agosto de 2010 O grupo francês vai acumular por sua vez 70% do capital da empresa britânica. GDF Suez rachète le groupe britannique International Power - Les Echos.fr, 10 de agosto de 2010 A reconciliação entre a International Power e GDF SUEZ Energy International foi aprovada dia 16 de dezembro de 2010 por mais de 99% da Assembleia Geral dos acionistas da International Power. A partir dessa fusão nasceu a líder mundial de produção independente de energia. Ele também fortalece a liderança global da GDF SUEZ na área de coletividades ("utilities"). O Grupo se torna então o n.º 1 mundial da indústria em termos de vendas com mais de 84000 milhões de euros em 2009 e o primeiro utilitário na Europa em termos de volumes de gás sob gestão (mais de 1300 TWh).
Graças à International Power, a GDF SUEZ adiciona 7100 MW aos seus 7400 MW na América do Norte. Aos 12 000 MW de GDF SUEZ na Ásia, África e Oriente Médio, a International Power proporcionou 7400 MW no Oriente Médio e 4900 MW na Ásia. Power International pôde finalmente se estabelecer no Reino Unido (9.200 MW) e na Austrália (3.700 MW). Um total de 32 358 MW de capacidade de geração de eletricidade que foram adicionadas à GDF SUEZ, elevando sua capacidade total de 70.248 MW para mais de 100 000 MW. 61% das plantas Power International são alimentadas por gás, complementando GDF Suez e sua produção de gás. GDF Suez conclut son projet de fusion avec le britannique International - Les Echos.fr, 10 de agosto de 2010
Em termos de vendas, a GDF SUEZ com os 5090 milhões de libras da Power International, torna-se a n.º 1 em termos de eletricidade e gás no mundo, com um total de 84 milhões de euros em volume de venda em 2009, seguido pelo alemão E. ON (82 bilhões de euros em 2009). Em termos de eletricidade unicamente, GDF SUEZ está classificada como número dois atrás de outro francês, a EDF. Avec International Power, GDF Suez devient le deuxième producteur mondial d'électricité - Les Echos.fr, 11 de agosto de 2010
Posição do grupo no mercado Eletricidade 1o. produtor independente mundial 1o. produtor independente no Golfo e no Brasil 5o. produtor na Europa 113 GW de capacidade de produção elétrica instaladas até fim 2010 19 GW de capacitação no final de 2010 Aumento de 50% na capacidade de energia renovável entre 2009 e 2015 Capacidade prevista para 150 GW em 2016 incluindo 90 GW para fora da Europa Gás natural 1 200 TWh fornecidos no final de 2010 1o. comprador na Europa 1as. redes de transporte e distribução na Europa 2o. operador de armazenamento na Europa 362 licenças de exploração e/ou de produção em 16 países 815 Mbep de reservas existentes e prováveis 51,2 Mbep de gás natural e de hydrocaburadores liquidos produzidos em 2010 LNG 1o. importador na Europa 3o. importador mundial 2o. operador de terminais LNG na Europa Uma frota de 18 navios LNG com dois gaseificadores Serviços de energia 1o. fornecedor mundial de serviços de energia eficaz e renovável 1 300 implantações na Europa 160 redes de aquecimento e arrefecimento urbanos gerenciados no mundo 35 parcerias publicas e privadas através da Europa Meio ambiente 2o. prestador de serviços de meio ambiente no mundo 90 milhões de habitantes fornecidos com água potável 46 milhões de pessoas servidas com higiene 58 milhões de pessoas servidas em saneamento
Números provisionais 10 bilhões de Euros em média investidos por ano entre 2008-2010 100 GW de capacidade até 2013 incluindo mais de 10 GW na França EBITDA de 17 bilhões de Euros durante 2010 Distribuição de dividendos de mais de 50% do lucro líquido
Recursos Humanos 200 000 funcionários incluindo 136 200 em energia e serviços e 62 000 no meio ambiente Europe : 181 600 funcionários incluindo 102 200 na França e 23 100 na Bélgica América do Norte : 4 400 funcionários América do Sul : 2 700 funcionários ... América do Sul : 2 700 funcionários
Atuação na América do Sul
Em março de 2025, a subsidiária peruana **Engie Energía Perú** assinou um contrato com o governo do Peru — representado pelo Ministério da Economia e Finanças (MEF), Ministério de Energia e Minas (Minem) e ProInversión — para desenvolver três projetos de infraestrutura elétrica nas regiões de Apurímac, Huancavelica e Cusco. O investimento previsto é de 127 milhões de dólares e beneficiará diretamente mais de 700 mil pessoas.(es) MEF – Iniciarán proyecto eléctrico que beneficiará a 700 mil pobladores en tres regiones, Ministerio de Economía y Finanzas del Perú, março de 2025. GDF SUEZ no Brasil
GDF SUEZ está presente no Brasil há mais de 50 anos. Sua implantação inicial no país foi através da empresa Degrémont, especialista em tratamento d’água em locais industriais, em 1958. [http://www.degremont.com.br/PT/QuemSomos/SobreDegremont/Pages/Historia.aspx Quem somos - Degremont.com.br Sua filial Tractebel Energia, presente no Brasil desde 2002, produziu 7500 MW em 2009, ou seja 7% da energia total produzida no Brasil (104000 MW em 2009). Tractebel reserva metade de sua energia ao mercado livre - Dci.com.br, 23 de agosto de 2007 O grupo se tornou o ator principal no setor de energia, engenharia e tratamento d’água no país e tem um volume de vendas de 1,3 bilhões de Euros, com 1700 empregados. É um dos grupos empresariais que mais remete lucros ao exteriorhttps://ndonline.com.br/florianopolis/noticias/o-legado-do-multiplicador-de-resultados-da-engie-tractebel.
Jirau
Foi o consórcio Energia Sustentável do Brasil (ESBR) quem ganhou a licitação da construção da central hidrelétrica Jirau. Além de construir a barragem, o consórcio se comprometeu em implementar 33 programas socioambientais, Para a Energia Sustentável o grande desafio para construção da hidrelétrica de Jirau, mais que gerar energia, é a preservação das riquezas naturais e do meio ambiente. Para garantir esse compromisso fazem parte do projeto 33 programas ambientais que serão executados em todas as fases da obra - Energiasustentaveldobrasil.com.br conforme à legislação brasileira, visando à preservar os recursos naturais e o meio ambiente. Isso representa compensações sociais, investidos nas áreas de saúde, segurança pública, educação e infraestrutura. As compensações sociais da Usina Jirau totalizam R$ 160 milhões. Compensações sociais final - Energiasustentaveldobrasil.com.br
De acordo com o documento apresentado pela ESBR em setembro de 2011 à ministra do Planejamento Miriam Belchior, o consórcio ESBR declarou ter cumprido com 71.9% dos objetivos em termos de compensações socioambientais na construção da usina. (O consórcio Energia Sustentável do Brasil, responsável pela hidrelétrica Jirau (RO - 3.750 MW), informou já ter cumprido 71,9% das compensações socioambientais pela construção da usina, o que significa investimentos realizados de R$ 156,4 milhões. Um documento de 158 páginas e o detalhado relatório fotográfico sobre a obra foram entregues à ministra do Planejamento, Miriam Belchior, na última sexta-feira, 16 de setembro). Jirau: consórcio cumpre 71,9% de condicionantes sociais - Gentedeopiniao.com, 20 de setembro de 2011
Em outubro 2011, a ESBR enviou às autoridades públicas e políticas um documento de 160 páginas sobre o andamento dos programas. O ANDAMENTO DAS COMPENSAÇÕES SOCIAIS DE JIRAU É ENVIADO A AUTORIDADES - Newsrondonia.com.br, 08 de Novembro de 2011
Entre eles: Construção de Nova Mutum Paraná, um projeto urbanístico de 1600 casas destinadas à população da antiga cidade Mutum Paraná, afim de atender o programa de remanejamento das populações atingidas.