O i-Educar é um software de gestão escolar livre escrito em PHP, distribuído sob Licença Pública Geral do GNU, desenvolvido inicialmente pela prefeitura de Itajaí visando à informatização e integração de de processos administrativos e pedagógicos de sua rede municipal de ensino.
O sistema foi lançado em 2008 durante a Conferência Americana de Software Livre – a Latinoware, com primeira versão revisada disponibilizada em março de 2009. Posteriormente, foi adotado por outros municípios, dentre eles Arapiraca, que também passou a contribuir para o seu desenvolvimento, Viçosa do Ceará e Caçador, bem como pelo Distrito Federal.
História
O i-Educar foi desenvolvido pelo Centro Tecnológico de Informação e Modernização Administrativa da prefeitura de Itajaí, no estado de Santa Catarina. Seu lançamento aconteceu em 2008 durante a a Conferência Americana de Software Livre – a Latinoware, e uma primeira versão revisada foi disponibilizada em 2009. Tratou-se, também, do primeiro caso de solução de software livre disponibilizado por uma prefeitura no portal do Software Público Brasileiro.
Após o lançamento, outras prefeituras adotaram o sistema, como Arapiraca, em Alagoas. Além de aderir ao uso do software, o município também passou a trabalhar em prol de melhorias, fornecendo dados sobre o seu uso à empresa BB Tecnologia (originalmente chamada de Cobra Tecnologia), responsável pelo projeto. Em 2010, mais de 50 escolas e 20 creches do município utilizavam a solução e apontavam benefícios como flexibilidade e organização de dados.
O próprio estado de Alagoas também adotou o i-Educar, mas optou por realizar uma bifurcação do código-fonte e seguir desenvolvendo a sua própria versão da tecnologia, de forma independente.
O i-Educar também foi implantado pelas prefeituras de Viçosa do Ceará, no Ceará; Curral Novo do Piauí, no Piauí; Canoas, no Rio Grande do Sul; e Caçador, em Santa Catarina, que relatou ter contabilizado uma economia de 250 mil reais com o uso do sistema. Já o governo do Distrito Federal, que também passou a usar o software na rede estadual de ensino, reportou uma economia de R$ 91 milhões entre 2012 e 2018.
Controvérsias
No Distrito Federal, o i-Educar tem recebido críticas da comunidade de usuários, que alega instabilidades, falhas no acesso, lentidão e problemas graves na emissão de documentos, chegando a classificar a situação como uma crise exposta. Em 2021 também foi identificada no sistema uma falha do tipo Referência Insegura Direta a Objeto que pode ter exposto dados de quase 1,5 milhão de alunos. Os problemas contribuíram para a decisão do governo de descontinuar o uso do software e substituí-lo por outra solução.
Ver também
Software livre Software livre nos governos
Referências
Bibliografia
Ligações externas
Categoria:Software público brasileiro Categoria:Programas de computador livres educativos Categoria:Educação em Itajaí