The Texas Chainsaw Massacre 2 , é um filme americano de 1986, do gênero comédia de terror, dirigido por Tobe Hooper. É a sequência de The Texas Chain Saw Massacre, também dirigido e coescrito por Hooper em 1974.
O enredo segue uma apresentadora de rádio vitimizada e capturada por Leatherface e sua família canibal enquanto um tenente os persegue.
Enredo Em 1986, treze anos após os eventos do primeiro filme, os estudantes Buzz (Barry Kinyon) e Rick (Chris Douridas), sob forte efeitos de drogas, percorrem um longo trecho desolado da rodovia do Texas, a caminho do estádio Cotton Bowl, em Dallas. Eles usam o telefone do carro e passam um trote para a DJ Vanita "Stretch" Brock (Caroline Williams) que, incapaz de convencê-los a desligar, é forçada a mantê-los na linha. Ao passar por uma picape, os rapazes são atacados por Leatherface (Bill Johnson), que emerge da traseira do caminhão. O maníaco rasga o teto do veículo usando sua motosserra. Rick tenta usar um revólver contra Leatherface, mas este corta fatalmente parte da cabeça de Buzz, o carro colide e Rick morre.
Na manhã seguinte, o tenente Boude "Lefty" Enright (Dennis Hopper), tio de Sally e Franklin Hardesty, vítimas de Leatherface e sua família anos antes, chega ao local do crime para ajudar a esclarecer os assassinatos de Buzz e Rick. Lefty passou os últimos treze anos investigando o desaparecimento dos sobrinhos e os relatos de misteriosos assassinatos com motosserra em todo o Texas. Ele é contatado por Stretch, que lhe traz uma cópia da fita de áudio que registrou o ataque. Lefty pede a Stretch para tocar a fita em seu programa de rádio noturno, para que o público tome conhecimento.
A família de Leatherface chega à estação de rádio, motivada pela transmissão noturna da fita. Enquanto se prepara para sair, Stretch é confrontada por Chop Top (Bill Moseley) antes de ser atacada por Leatherface. Seu colega de trabalho L.G. (Lou Perryman) é brutalmente espancado por Chop Top. Leatherface encurrala Stretch e, quando está prestes a matá-la, ela o convence a poupá-la, apelando para seus desejos sexuais. Leatherface mente que matou a radialista. Os canibais vão embora levando o corpo de L.G. e deixam a radialista para trás. Ela decide segui-los até o esconderijo deles, um parque temático subterrâneo bizarro.
Lefty, que seguira o carro dos canibais desde o início, chega equipado com motosserras, encontra o que acredita ser os restos mortais de Franklin e decide destruir o local. Enquanto isso, Stretch é encontrada por Leatherface, que coloca-lhe um chapéu e uma máscara feita com a pele do rosto de L.G., amarra-lhe os braços e depois sai. Mais tarde, antes de morrer, L. G., acorda e a liberta. Drayton Sawyer (Jim Siedow) encontra Stretch perambulando pelo abrigo subterrâneo e a família a captura. Chop Top repreende Leatherface ao descobrir que a DJ ainda está viva. Ela é torturada na mesa de jantar por Chop Top, Drayton, Leatherface e o vovô Sawyer. Lefty chega, salva Stretch e começa uma luta mortal contra os Sawyer. No entanto, o tenente e a maioria dos canibais morrem quando uma granada é detonada inesperadamente por Drayton.
Apenas Chop Top e Stretch sobrevivem à explosão. Eles saem do esconderijo subterrâneo e lutam em uma torre de pedra, onde a moça se depara com o cadáver da avó da família. Stretch pega uma motosserra presa pelos restos mumificados da avó e consegue vantagem sobre Chop Top, ferindo-lhe seriamente no abdômen. O canibal despenca do penhasco e morre. A sequência final mostra Stretch gritando e girando a motosserra semelhante a Leatherface no primeiro filme.
Elenco
Caroline Williams como Vanita "Stretch" Brock Dennis Hopper como Lt. Boude "Lefty" Enright Jim Siedow como "O Cozinheiro" Drayton Sawyer Bill Johnson como Leatherface Bill Moseley como "Chop Top" Sawyer Lou Perryman como L.G. Barry Kinyon como Buzz Chris Douridas como Gunner/Rick Ken Evert como Vovô Sawyer Kinky Friedman como Âncora Esportivo (aparição) Dan Jenkins como Comentarista de TV (aparição) Joe Bob Briggs como Gonzo Moviegoer (aparição)
Produção Desenvolvimento Lançado nos cinemas dos Estados Unidos em 1 de outubro de 1974, o original The Texas Chain Saw Massacre, de produção independente, tornou-se um inesperado sucesso, foi banido em diversos países e alçou o diretor Tobe Hooper ao cinema mainstream. O cineasta só conseguiu readquirir os direitos do filme 11 anos após seu lançamento, podendo, assim, iniciar a produção de uma sequência. Entretanto, em 1981, a New Line Cinema relançou o filme original e, no ano seguinte, o sócio de Hooper, Warren Skaaren, planejou uma continuação. Os rumores sobre essa sequência começaram no final de 1983 e se tornaram realidade em 2 de novembro daquele ano, quando o periódico The Hollywood Reporter publicou um anúncio de página inteira sobre o assunto.
Em 1984, Hooper assinou um contrato com a produtora cinematográfica Cannon Films. De acordo com esse contrato, Hooper filmaria três longas-metragens para a produtora, sendo o primeiro deles Lifeforce (1985) e o segundo Invaders for Mars (1986), refilmagem do clássico homônimo de 1953. O terceiro filme seria a sequência de The Texas Chain Saw Massacre, cujo título inicialmente seria Beyond The Valley of The Texas Chainsaw Massacre, uma brincadeira com o título de um musical escrito por Roger Ebert, Beyond the Valley of the Dolls (1970). A história dessa sequência se passaria em uma cidade habitada por canibais, funcionando como sátira ao filme Motel Hell (1980), que em si já era uma paródia do filme original de Tobe Hooper. Hooper havia estabelecido um grande orçamento de quatro milhões e setecentos mil dólares para a sequência. Esse orçamento era proveniente das arrecadações do filme Poltergeist, produzido por Steven Spielberg e dirigido por Hooper em 1982. Entretanto, o estúdio forçou mudanças consideráveis no roteiro, impondo até mesmo a contratação de um novo roteirista, levando ao cancelamento do filme.
Um novo roteiro foi elaborado e a sequência finalmente teve sua produção viabilizada, mas agora com um orçamento mais limitado. Em vez de dirigir o filme, Hooper pretendia apenas produzi-lo, mas, em virtude dos cortes orçamentários, não conseguiu contratar nenhum outro diretor para o projeto. Embora os dois primeiros filmes de Hooper não tenham sido muito lucrativos para a Cannon Films, a produtora ainda demonstrava confiança no diretor e esperava que ele produzisse um filme de terror autêntico. Hooper, entretanto, queria fazer uma comédia de humor negro. Quando os executivos da Cannon assistiram ao filme, ficaram insatisfeitos com o produto final.
Roteiro
Durante vários anos, Tobe Hooper considerou produzir uma sequência para The Texas Chain Saw Massacre, o que ele esperava concretizar novamente em parceria com Kim Henkel. A história, intitulada Beyond the Valley of the Texas Chainsaw Massacre, giraria em torno de Sally Hardesty, a protagonista do filme original, sendo liberada de uma clínica psiquiátrica e viajando de volta ao Texas na tentativa de reencontrar Leatherface e a família de canibais. Por volta do Natal de 1985, após uma tentativa fracassada de refilmagem do clássico Invaders from Mars, Hooper aproximou-se do roteirista texano L.M. Kit Carson, cujo filho e a ex-esposa apareceram no filme anterior do diretor.
Carson completou o primeiro rascunho do roteiro em 7 de março de 1986. Em vez de Chop Top, nessa versão original havia o Caroneiro do primeiro filme, que sobrevivera ao atropelamento e, como consequência, usava agora uma placa de metal na cabeça e era chamado de Plate Head. O personagem do Avô estava morto nessa versão e seu cadáver era carregado junto ao corpo do Caroneiro. Como não foi possível o retorno do ator Edwin Neal ao papel, o roteiro foi alterado e o personagem acabou sendo substituído por Chop Top, que era irmão do Caroneiro e que teve o crânio esmagado durante um combate na Guerra do Vietnã, levando-o a manter uma placa de metal na cabeça. Esse é o primeiro filme da franquia em que o nome do irmão mais velho de Leatherface, Drayton Sawyer, é mencionado, uma vez que no filme original o personagem é chamado apenas de "O Velho" ou "O Cozinheiro". Algumas partes do roteiro não foram filmadas.
Enquanto o longa-metragem original de 1974 é uma obra sombria e de aspecto semidocumental, The Texas Chainsaw Massacre 2 assume um tom explicitamente satírico. Hooper e o roteirista L.M. Kit Carson adicionaram ao filme bastante humor negro, algo que estava ganhando força e popularidade no gênero na década de 1980 e tornara-se quase um padrão em sequências de outros famosos filmes de terror lançados naquela época, como, por exemplo, Fright Night II, Evil Dead II e The Return of the Living Dead. Além disso, Carson incorporou ao longa diversos elementos de filmes lançados recentemente, os quais o roteirista achava que estavam "emburrecendo a geração", particularmente comédias românticas como Pretty in Pink.
Um tema importante que o roteiro tentou explorar foi como Leatherface e sua família, agora conhecidos como os Sawyers, eram açougueiros antiquados tentando lidar com a mentalidade consumista capitalista que os Estados Unidos haviam adotado durante a era Reagan. Dessa forma, Tobe Hooper descrevia The Texas Chainsaw Massacre 2 como um "filme anti-John Hughes", o que pode ser interpretado como um ataque à ganância dos yuppies e aos valores da época. Isso pode ser observado no próprio cartaz de divulgação nos cinemas, que mostrava os cinco vilões do filme em uma pose que lembra a dos atores no cartaz do longa The Breakfast Club, dirigido por Hughes um ano antes. Curiosamente, Chainsaw 2 não é o único filme de terror a referenciar o pôster do filme de Hughes, pois a série A Nightmare on Elm Street, em imagens de divulgação, também fez referência à pose do grupo, embora não esteja claro se estavam parodiando The Breakfast Club ou o próprio Chainsaw 2.
Escolha do elenco Hooper estava ciente de que o elenco e a equipe de produção do filme original haviam sido submetidos a irregularidades financeiras após o ótimo desempenho do longa nas bilheterias, de modo que dificilmente eles aceitariam trabalhar novamente com o diretor. Apesar disso, Hooper tentou uma aproximação com o agente do ator Edwin Neal, intérprete do Caroneiro no filme de 1974, visto que o primeiro roteiro da sequência previa o retorno desse personagem. Neal pediu que seu agente exigisse aproximadamente 45 mil dólares por cerca de seis semanas de filmagens, porém a Cannon se recusou a pagar essa quantia e qualquer chance de o personagem voltar foi rapidamente abandonada.
Gunnar Hansen também foi abordado para reviver seu papel como Leatherface, mas ele afirmou que os produtores lhe ofereceram "escala, mais dez por cento" com os dez por cento indo para seu agente. Quando ele respondeu que não tinha agente, eles ofereceram escala sem os dez por cento adicionais. O ator achou a oferta muito baixa. O publicitário Scott Holton apresentou uma história alternativa alegando que Hansen vacilou sobre a parte e a oferta foi rescindida. Holton não acreditava que o espectador médio se importaria com a presença dos atores originais, questionando "quem são Neal, Hansen ou Burns?" Jim Siedow foi o único ator do filme original que retornou na sequência, sendo este seu último trabalho no cinema.
Com a recusa de Hansen, o papel de Leatherface foi dado a Bill Johnson, um fã do primeiro filme. Em determinadas sequências, o personagem também foi interpretado pelo dublê Bob Elmore. O agente de Johnson sugeriu ao ator que se inspirasse em Baby Hue, um personagem da Harvey Comics, para interpretar Leatherface de maneira eficiente. Johnson afirmou que criou seu próprio Leatherface, visto que a caracterização de Hansen foi tão "tremendamente original" que qualquer tentativa de imitá-la seria "fadada ao fracasso". Ele comentou que seu pescoço não era tão longo quanto o de Hansen, mas que esse detalhe não era muito importante.