A Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo foi uma freguesia portuguesa do Município de Caldas da Rainha que tinha com 12 km² de área e 16 114 habitantes (2011), tendo, por isso, uma densidade populacional de 1 342,8 hab/km².

Foi extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, tendo o seu território passado para a nova União das Freguesias de Caldas da Rainha - Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório da qual é a sede.Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território Pronúncia da Assembleia Municipal das Caldas da Rainha sobre a Reorganização Administrativa do Território. Acedido a 11 de julho de 2013.

Juntamente com a freguesia de Santo Onofre, constituía o núcleo urbano da cidade das Caldas da Rainha.

População População da Freguesia de Caldas da Rainha (Nossa Senhora do Pópulo) Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes 1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011 2 268 2 685 4 687 4 605 5 851 6 837 7 822 9 605 11 821 11 185 13 886 18 394 13 460 14 453 16 114 Com lugares desta freguesia foi criada pela Lei nº 41/84 Diário da República - http://dre.tretas.org/dre/183969/, de 31 de Dezembro, a freguesia de Santo Onofre

História Embora se encontrem vestígios de povos primitivos nos arredores da localidade, toda a região pertencia aos coutos de Alcobaça, doados por Afonso I de Portugal aos monges da Ordem de Cister, estando compreendida no termo de Óbidos.

A constituição da freguesia remonta aos finais do século XV, por iniciativa da rainha D. Leonor, esposa de João II de Portugal.

De acordo com a lenda, quando a rainha se deslocava de Óbidos para a Batalha viu, no lugar da Copa, doentes que se banhavam nuns charcos. Admirada, perguntou-lhes porque o faziam, ao que lhe responderam que se curavam naquelas águas. A rainha, que se encontrava também debilitada, fez a experiência e rapidamente se encontrou curada. Devido a esse fato, decidiu que ali iria fundar uma pequena povoação.

Em 1485 criou-se o primeiro hospital. O grande desenvolvimento e prosperidade da povoação chegaram sob o reinado de João V de Portugal, que promoveu a reconstrução e ampliação do Hospital. Em Abril de 1755, ano em que se concluíram essas obras, o governo do Hospital foi retirado por José I de Portugal aos Cónegos Regrantes de São João Evangelista passando para as mãos da Coroa. A Igreja de Nossa Senhora do Pópulo e a chamada piscina da Rainha foram quanto restou do primitivo hospital.

Economia A nível económico, é a indústria de cerâmica que detém a supremacia das atividades na freguesia, uma tradição que remonta a nomes como os da Maria dos Cacos, Manuel Cipriano Gomes e outros. A agricultura da região é abundante em frutas e legumes, que abastecem diariamente o tradicional mercado na Praça da República, carinhosamente chamada pelos locais de "praça da Fruta".

Património No aspecto patrimonial, a freguesia preserva:

Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Rainha Chafariz da Estrada da Foz Chafariz da Rua Nova Chafariz das Cinco Bicas Edifício do Museu de José Malhoa Edifício dos Paços do Concelho das Caldas da Rainha Ermida de São Sebastião (Caldas da Rainha) Ermida do Espírito Santo (Caldas da Rainha) Hospital Termal Rainha D. Leonor Igreja de Nossa Senhora do Pópulo

Outros locais de interesse A freguesia oferece ainda alguns locais de interesse turístico, como por exemplo:

Parque D. Carlos I Mata Rainha D. Leonor Museu de Cerâmica Praça da República