O Antipapa Gregório VI foi antipapa em 1012 em oposição ao Papa Bento VIII. Com a morte do Papa Sérgio IV em junho de 1012, Gregório se opôs à eleição de Bento VIII, e se autodeclarou papa.Catholic Encyclopedia Gregory VI (Antipope) Gregório VI foi proclamado papa antes de Bento VIII, que só veio a suceder Sérgio IV posteriormente, quando a facção aliada a Bento VIII derrotou o rival. O conflito ocorreu no contexto de disputas entre os condes tusculanos, aliados de Bento VIII, e dos Crescenzi, aliados de Gregório VI.

Prontamente expulso de Roma, Gregório viajou para a Alemanha, e pediu apoio ao rei Henrique II em 25 de dezembro de 1012. O monarca prometeu-lhe que o seu caso seria cuidadosamente analisado de acordo com o Direito Canônico e o costume romano. Após isso, o reconheceu como antipapa e tomou sua insígnia papal, ordenando-lhe que deixasse de agir como papa. A partir desta ação, Gregório perdeu sua legitimidade como papa e sua história posterior é desconhecida.

Na Enciclopédia Católica (1913) o artigo sobre o Papa Bento VIII menciona brevemente o conflito com um rival, o que pode se referir ao Antipapa Gregório VI: "Data de nascimento desconhecida. Falecido em 9 de abril de 1024. O primeiro dos papas tusculanos, filho de Gregório, Conde de Túsculo, e de Maria, e irmão de João XIX, foi, embora leigo, imposto à cátedra de Pedro à força (18 de maio de 1012). Mesmo assim, destronando um rival, tornou-se um governante bom e forte".

Legitimidade O fato de o antipapa Gregório VI ter sido destronado logo após a sua proclamação suscita debates sobre a legitimidade pontifícia, especialmente considerando que Bento VIII ascendeu ao trono graças à intervenção de Henrique II, após enfrentar forte oposição interna. Houve outros episódios em que um pontífice assumiu o cargo por vias ilícitas e, ainda assim, foi reconhecido pela Igreja. Um exemplo notável foi o de João Graciano que, apesar de ter adquirido o papado por meio de simonia, foi reconhecido como legítimo sob o nome de Papa Gregório VI — o mesmo título adotado anteriormente pelo antipapa —, mantendo a sua legitimidade mesmo após ser forçado a abdicar.. Desta forma, a ilegitimidade do antipapa veio de sua incapacidade de manter o cargo, e não do processo pelo qual foi proclamado.

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