A medula da suprarrenal é a parte central da glândula adrenal, sendo rodeada pelo córtex adrenal.
Histologia A medula da suprarrenal apresenta dois tipos celulares: as células cromafins e as células ganglionares. Quando corada em H+E, a medula da suprarrenal é composta por cordões de células com citoplasma ligeiramente basófilo e granular e com numerosos capilares, no estroma. Os canais venosos que drenam os sinosóides do córtex passam através da medula em direção à veia medular central. Células cromafins As células cromafins são as mais abundantes e podem ser consideradas neurônios simpáticos pós-ganglionares, uma vez que são estimuladas pela acetilcolina libertada de neurônios simpáticos pré-ganglionares, em casos de stress agudo físico ou psicológico. Estas células produtoras de catecolaminas apresentam um núcleo grande, um complexo de Golgi bem desenvolvido e grânulos secretores de catecolaminas. Quando corados com sais de crômio, os grânulos secretores oxidam e apresentam uma coloração castanha, daí o seu nome, cromafins. A maioria das células produz adrenalina.Young, Barbara, James S. Lowe, Alan Stevens, and John W. Heath. "Endocrine System." Wheater's Functional Histology. 5th ed. New Delhi: Elsevier, 2006. 341. Print. Células ganglionares parassimpáticas São escassas e têm as características típicas de células ganglionares autônomas. Possuem um grande núcleo com cromatina dispersa e nucléolo proeminente e um citoplasma basófilo extenso.Young, Barbara, James S. Lowe, Alan Stevens, and John W. Heath. "Endocrine System." Wheater's Functional Histology. 5th ed. New Delhi: Elsevier, 2006. 341. Print.
Hormônios Catecolaminas As catecolaminas se referem aos hormônios adrenalina e noradrenalina. Quando a medula adrenal é estimulada pelo sistema nervoso simpático, aproximadamente 80% da secreção é adrenalina e 20% noradrenalina, estes percentuais variam de acordo com diferentes condições psicológicas;
Os efeitos combinados incluem: aumento da frequência e força de contração cardíacas; aumento da taxa metabólica; aumento da glicogenólise hepática e muscular; aumento da liberação de glicose e ácidos graxos livres no sangue; redistribuição do sangue aos músculos esqueléticos (vasodilatação dos vasos que suprem os músculos e vasoconstrição dos vasos da pele e vísceras); aumento da pressão arterial; aumento da frequência respiratória.
A diminuição dos níveis de catecolaminas com o treinamento justifica, em parte, a bradicardia.
Bioquímica As catecolaminas são compostos orgânicos com um catecol (benzeno e dois grupos laterais hidroxilo) e uma cadeia lateral amina. São produzidas pelas células cromafins, a partir dos aminoácidos tirosina e fenilalanina, e libertadas para a corrente sanguínea em situações de stress físico ou psicológico ou de estimulação simpática.
A Fenilalanina pode ser convertida a Tirosina pela enzima fenilalanina hidroxilase. O primeiro passo da biossíntese das catecolaminas é também o seu passo limitante e consiste nas sua hidroxilação a L-Dopa pela enzima Tirosina Hidroxilase. Esta enzima precisa de cobre como co-fator e é inibida pela AMPT (α-metil-p-tirosina). O L-Dopa é o precursor comum de todas as catecolaminas. A primeira catecolamina a ser sintetizada a partir deste precursor é a Dopamina. De seguida, a Dopamina pode ser convertida, pela Dopamina β-hidroxilase, a noradrenalina e esta é, por fim, convertida a adrenalina. Estas duas últimas são as catecolaminas produzidas pela Suprarrenal.
Em circulação, as catecolaminas têm uma meia-vida biológica de poucos minutos. Podem ser degradadas por metilação, pela COMT (catecol-O-metiltransferase), ou por desaminação, pela MAO (monoamina oxidase).
Patologia Geralmente , as patologias da medula da suprarrenal estão associadas a tumores , que podem ser estimuladores ou inibidores da produção de catecolaminas .
Uma das principais patologias desta zona da glândula é o feocromocitoma , tumores que estimulam , de forma descontrolada , a produção de catecolaminas, podendo ser benignos ou malignos.
Categoria:Glândulas Categoria:Sistema endócrino