Beatriz de Dia ou Condessa de Dia (Provença, 1140-1180) foi uma trovadora italiana. Foi a mais famosa trovadora do pequeno grupo das trobairitz, versão feminina de trovadores homens, que escreveram canções de amor durante os séculos XII e XIII.

A sua canção "A chantar m'er de so qu'eu no volria", é a única peça trovadoresca de autoria feminina cuja música sobrevive intacta.Elizabeth Aubrey. "Comtessa de Dia", Grove Music Online.

Percurso Beatriz nasceu em uma cidade junto ao rio Drôme, filha do Conde Isoardo II de Die, em Provença. Foi casada com o conde de Viennois, e cultivou, durante muito tempo, uma paixão proibida, mas não muito secreta, pelo trovador Rimbaud de Orange, a quem dedicou seus poemas. Das quatro canções que escreveu - A chantar m’er de so q’ieu non volria, Ab joi et ab joven m’apais, Estat ai en greu cossirier e Fin ioi me don'alegranssa -, a primeira é a única peça trovadoresca medieval de autoria feminina cuja música sobrevive intacta até hoje. Eis a primeira estrofe dessa canção:

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Obras conhecidas "A chantar m’er de so q’ieu non volria" "Ab joi et ab joven m’apais" "Estat ai en greu cossirier"

"A chantar m'er de so qu'eu no volria" Esta é a transcrição moderna da canção. O texto está em língua occitana.

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