KylieX2008 foi a décima turnê da cantora australiana Kylie Minogue, feita para promover seu décimo álbum de estúdio X (2007). A turnê teve concertos na Europa, América do Sul, Ásia e Oceania. Ela começou em 6 de maio de 2008 em Paris, França, no Palais Omnisports de Paris-Bercy, e terminou em 22 de dezembro de 2008 em Melbourne, Austrália, na Rod Laver Arena. A turnê foi anunciada em 28 de novembro de 2007, com Minogue passando por lugares onde nunca havia se apresentado antes, como alguns lugares na Europa, América do Sul e Nova Zelândia.
O concerto foi dividido em oito segmentos, nomeadamente Xlectro Static, Cheer Squad, Beach Party, Xposed, Naughty Manga Girl, Starry Nights, Black Versus White e o bis. Descrita como um "show dentro de um show", esta foi a turnê mais cara da cantora, com a artista gastando 20 milhões de dólares para sua produção, com o palco sendo dominado por enormes telas de LED, além de um telão em seu piso. Todos os figurinos usados na turnê foram desenhados pela Maison Gaultier, do estilista francês Jean-Paul Gaultier. O repertório consistia nas canções de X, além dos maiores sucessos de Minogue, e algumas canções inéditas.
A turnê foi bem avaliada pelos críticos, que descreveram o concerto como "fenomenal" e "fantástico". Comercialmente a excursão também foi bem sucedida, com ingressos se esgotando em minutos em algumas localidades e gerando uma receita de US$70 milhões de dólares ao total. Um show na The O2 Arena, em Londres, Reino Unido, foi filmado para transmissão na televisão e lançamento comercial posterior. Logo depois, um álbum de vídeo do concerto foi lançado, trazendo uma galeria de fotos, projeções de telão, além de um documentário. O lançamento alcançou o oitavo lugar da parada de vídeos do Reino Unido e segundo lugar da Austrália.
Antecedentes
Depois de recuperar-se de um câncer de mama e percorrer a Austrália e o Reino Unido com a turnê Showgirl: The Homecoming Tour entre o fim de 2006 e início de 2007, Minogue lançou seu décimo álbum de estúdio, intitulado X, em 21 de novembro de 2007. O álbum foi bem recebido por jornalistas da mídia especializada, que acreditaram que este era um retorno bem-vindo da cantora à cena pop. X também obteve sucesso comercialmente, alcançando o quarto lugar na parada de álbuns do Reino Unido, enquanto liderou no país natal da cantora, a Austrália. Com o intuito de divulgar o álbum, em 28 de novembro de 2007, Minogue anunciou a turnê intitulada KylieX2008, que passaria primeiramente pela Europa, iniciando por Paris em 6 de maio de 2008 e terminando em Londres em 27 de julho. Com a turnê, a artista visitaria países onde nunca havia se apresentado antes, como Grécia, Hungria, Romênia, Bulgária e Espanha.
A cantora disse: "Estou montando um show que será uma experiência nova e emocionante para o público e para mim. A mistura eclética de sons em X está me proporcionando uma oportunidade de explorar e desenvolver um novo show ao vivo que será moderno, emocionante e inovador. Após duas turnês comemorativas, X será um olhar para o futuro, mas definitivamente incluirá as favoritas junto com as novas. Mal posso esperar para compartilhar com você no próximo ano". Em agosto de 2008, shows na Austrália foram finalmente anunciados, bem como seus primeiros shows na Nova Zelândia. "A razão pela qual eu não confirmei as datas na Austrália é que eu realmente não sabia no que estava me metendo. Mas agora eu sei. Eu tenho um show que respira e muda e depende do humor e do ambiente das pessoas. Mal posso esperar para trazê-lo para casa", disse Minogue. Mais tarde, shows em lugares da América Latina, e Ásia também foram anunciados.
Desenvolvimento Minogue descreveu o concerto como um "show dentro do show". O diretor criativo William Baker comentou que a turnê seria semelhante à KylieFever2002, no sentido de que seria uma vitrine para o álbum X. "Tínhamos acabado de fazer uma turnê no ano passado e queríamos fazer algo muito diferente e algo que a definisse musicalmente nos próximos anos", disse ele. Minogue declarou ter se inspirado no falecido líder da banda Queen, Freddie Mercury, devido ao fato de adorar "atuar extravagantemente durante os concertos": "Estou revelando meu Freddie Mercury interior. Quando eu canto 'Your Disco Needs You', é realmente meu momento Freddie Mercury", declarou ela. À época, esta foi a turnê mais cara da cantora, com a artista gastando 20 milhões de dólares para sua produção, sendo quatro vezes mais do que foi gasto na Showgirl: The Greatest Hits Tour em 2005, que custou 5 milhões de dólares. Incluiu também, pela primeira vez, uma seção de metais e um total de 14 dançarinos, incluindo quatro acrobatas. Os figurinos usados na turnê, com oito sendo usados apenas pela cantora, foram desenhados pela Maison Gaultier, do estilista francês Jean-Paul Gaultier. Defendendo sua escolha em trabalhar com o estilista, a artista comentou que ele "é apenas lendário, um ícone! Ele também é muito charmoso. Ele veio ao show de estreia em Paris e me disse que realmente gostava do show e que assistiria a mais shows. É muito divertido trabalhar com ele".
Palco e montagem Para transportar o cenário, foram utilizados quinze caminhões fornecidos por Dave Chumley, da Primary Talent International, para transportar 40 toneladas de equipamentos em seu transporte internacional, e provou ser um desafio para a produção nos primeiros shows: "Mesmo com a menor distância entre locais, parece bastante difícil e estamos tendo que pré-montar no dia anterior ou muito cedo, como duas da manhã, no dia do show para que esteja tudo pronto para abrir os portões. O padrão é dois shows, noite de folga, dois shows, noite de folga, praticamente por toda a turnê. Lutamos durante essas primeiras datas, mas estamos chegando lá", explicou o gerente da turnê, Sean Fitzpatrick. O ensaio da produção aconteceu em um período de 22 dias na LiteStructures em Wakefield, Reino Unido. No início do planejamento, foi decidido que a turnê visitaria muitos territórios que Minogue nunca havia se apresentado antes, então o objetivo era criar um concerto que fosse bastante leve e se encaixasse confortavelmente em vários tamanhos de locais. Steve Hopgood, gerente de produção, disse que o design cresceu para algo muito maior do que o inicialmente previsto, e além do principal, também foi decidido criar um show alternativo para os locais menores.
O Grupo Total Solutions projetou e construiu o novo cenário a partir de imagens conceituais, bem como forneceu vários acessórios de palco e voo. Mervyn Thomas, gerente de projetos da empresa, disse que o principal trabalho era criar um palco de 15,5m x 14,6m de profundidade e um telão em LED com quatro graus de inclinação com degraus duplos para banda de 5m x 4,6m (1,8m de altura) à esquerda e à direita e dois conjuntos de degraus de acesso com 2,5m de largura. A inclinação significava que a parte de baixo do palco começava em 1,5m e a de cima em 2,45m. Neil Darracott, da Xolve, foi encarregado de projetar essa parte do projeto, que incluía a integração dos elevadores de palco. Dentro do palco, havia um elevador de 12m x 2,9m de profundidade, fornecido pela Stage One, e projetado em três partes separadas para trazer os acessórios para dentro e fora do palco. Isso também exigiu a criação de três corredores sob o palco para levar o equipamento de suporte para os elevadores até ele. Os elevadores também possuíam os mesmos LEDs que o resto do palco.
Multimídia e vídeos thumb|right|Minogue apresentando "Heart Beat Rock" com o piso do palco iluminado por painéis de LED A XL Video UK forneceu o hardware de vídeo para a turnê via Blink TV, cuja equipe de produção foi contratada por Baker para produzir todo o conteúdo. Existiam 26 painéis de luz LED no chão do palco, cada um contendo 20 Barco MiStrips, compondo as etapas do proscênio e degraus para banda. Acima desses degraus haviam 6.000 bolas LED Barco MiSphere - 48 cordas de 64 bolas em cada lado do palco. Duas telas de projeção lateral eram dirigidas por Ruary MacPhie. O sistema de rastreamento de vídeo foi gerenciado por Ian Macdonald e uma equipe de quatro pessoas, todos trabalhando para a produtora The Rigging Partnership, envolvendo a automação no equipamento de iluminação, efeitos de voo, chicotes de artistas, guinchos e sistemas de controle. Vários efeitos cênicos — principalmente as entradas de palco de Minogue — foram realizados usando um sistema FastTrack, originário dos Estados Unidos. Outros seis Big Tows foram usados para mover as telas Stealth, cada uma pesando aproximadamente 480 kg por coluna, além de quatro guinchos para fazer a cantora voar.
O diretor da Blink TV, Marcus Viner, e o produtor Tom Colbourne colaboraram com William Baker para produzir visuais para 23 das 25 músicas do repertório, com uma filmagem de quatro dias dirigida por Viner com Minogue no Black Island Studios, no oeste de Londres, trabalhando com o diretor de produção John Mathieson. Blink também contratou três artistas de vídeo e casas de produção diferentes — UVA (United Visual Artists), The Mill e Hello Charlie — para ajudar na montagem das filmagens. Em Black Island, eles filmaram os elementos brutos da sequência de abertura e pediram ao The Mill que aplicasse efeitos especiais. Blink também usou os recursos de edição de Barrie Williams na Pixelfantastic e Reg Wrench na Preditors, delineando tudo neste último e conformando, editando e classificando com o primeiro. Na LiteStructures, trabalho com píxel na tela foi aplicado por Richard Turner, e a Blink também contratou Ben Ib para trabalho em segunda e terceira dimensão, incluindo a segunda seção, onde as telas e o chão ganharam vida. Eles tinham quatro suítes de edição completas que foram totalmente utilizadas durante todo o período de ensaio de produção, onde o concerto foi afinado e as imagens adaptadas adequadamente.
Luz e som O designer de iluminação Bryan Leitch foi convidado após William Baker ter visto um dos shows do cantor Justin Timberlake em que ele e o co-designer Nick Whitehouse haviam trabalhado na luz. Logo após, Leitch e Whitehouse se encontraram com Baker, que descreveu suas ideias para o show. Neg Earth foi o encarregado de fornecer equipamentos de iluminação e investiu em 120 Vari*Lites para o projeto. A iluminação também foi usada como um veículo de mudança de cenas, com treliças aparecendo em pontos estratégicos ou cegando o público. Foi incorporado um X no desenho no palco, com duas grandes treliças em forma de X no lado esquerdo e direito que reduzia a luz da banda, além de dois X menores, feitos sob encomenda. Toda a programação musical foi deixada para eles; portanto, com o Visual Light, eles programaram a iluminação para complementar e contrastar com a ação do vídeo.
Existiam também duas treliças em forma de L para iluminação de bandas e dançarinos. Logo acima disso, havia outra treliça de 5m carregada com quatro VL3500 Wash que ocultavam o final das treliças de rastreamento de vídeo. Estes também eram usados para iluminar a banda e dançarinos. A treliça frontal possui seis VL3000 Wash para iluminação do público e quatro VL3500 Wash para cobertura geral nos bastidores. Também aqui havia quatro máquinas de neve e sete canhões de confete, quatro cadeiras giratórias e duas versões suspensas. Muito acima do palco, acima das treliças MiSphere, haviam duas treliças adicionais em forma de L com escadas flexíveis em cada extremidade. Uma escada flexível central era composta por nove escadas, entre elas contendo 20 SGM Giotto 400 CMYs e 20 estrobos atômicos, todos em intervalos escalonados. A BPM SFX forneceu uma variedade de efeitos especiais incluindo fumaça baixa para cobrir todo o palco, efeito de vento, uma cortina de neve de 50 pés de largura de rolos de confete, pétalas de rosa e uma chuva de confetes dourados e serpentinas para o final.