A Catedral Metropolitana de Florianópolis, dedicada a Nossa Senhora do Desterro, é a igreja na qual se encontra a cátedra da Arquidiocese de Florianópolis, a capital do estado de Santa Catarina, desde sua criação, em . A edificação é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Fica no Centro da cidade, no Largo São João Paulo II, em frente para a Praça XV de Novembro.
História O povoamento definitivo de Florianópolis teve início em 1673. Em 1679, Francisco Dias Velho requereu o título legal das terras, providenciando a construção de uma igreja dedicada a Nossa Senhora do Desterro. Era pequena e construída de pedra e cal. Dentro dela, o fundador de Desterro (hoje Florianópolis) foi assassinado.
A Paróquia de Nossa Senhora do Desterro foi criada por Alvará Régio em . Nesta igreja, o primeiro casamento celebrado foi em , e o primeiro batizado em . Uma Provisão do Conselho Ultramarino, de , enviada ao governador Brigadeiro José da Silva Paes, dava licença para a construção de um edifício para servir de Igreja Matriz da Paróquia. O novo templo, projeto do próprio Brigadeiro Silva Paes, foi iniciado em 1753 e concluído em 1773.
Em foi bento o conjunto escultural representando a Fuga para o Egito, obra-prima de arte, entalhada à mão, em peça única, pelo artífice tirolês Ferdinand Demetz. Em , quando da criação da Diocese de Florianópolis, a Matriz de Nossa Senhora do Desterro foi elevada à condição de Sé Episcopal (Catedral). Trabalhos posteriores alteraram-lhe o estilo original.
Em 1922, nas comemorações do centenário da Independência do Brasil, ocorreu uma grande reforma na catedral, quando teve suas paredes laterais aumentadas, alteradas as torres e acrescido um alpendre neoclássico em sua portadas. Em 1897, foi instalado na torre um relógio, vindo da Alemanha.
Em , festa de Santa Catarina, foram abençoados cinco sinos, vindos da Alemanha, encomendados por Dom Joaquim Domingues de Oliveira. Ao todo são sete sinos, sendo os dois mais antigos (de 1872 e 1896) presentes do Imperador Dom Pedro II. Quando instalados em formavam o maior conjunto de sinos da América Latina, pesando 5.838 quilos. Os vitrais foram confeccionados em São Paulo e inaugurados em 1949. O órgão de tubos Speith Orgelbau, fabricado em Rietberg, Alemanha, foi inaugurado em 1924.Catedral Metropolitana de Florianópolis
Resumo histórico miniaturadaimagem|A pintura Vista da Baía Sul, de Victor Meirelles, no qual é retratada a Catedral à esquerda. 1673: Povoamento definitivo da capital. 1679: Bandeirante Francisco Dias Velho ordenou construção da igreja. 1712: Alvará Régio cria a Paróquia de Nossa Senhora do Desterro. 1726: A póvoa da Ilha de Santa Catarina foi elevada à categoria de município. 1727: Nomeado o Pe. Francisco Justo Santiago como vigário encomendado, indicado pelo Bispo do Rio de Janeiro. 1748: O governador Brigadeiro José da Silva Paes mandou construir o prédio para sede da Igreja Matriz da Paróquia. 1753: Lançamento da pedra fundamental pelo então governador D. José de Melo Manuel. 1773: Data provável do término da construção. 1823: A Vila de Nossa Senhora do Desterro foi elevada à categoria de Cidade. 1894: O nome Desterro foi mudado para Florianópolis, em referência ao Marechal Floriano Peixoto, no mandato do governador Hercílio Luz. 1897: Instalação do relógio (alemão) na torre da Igreja Matriz. 1903: Inaugurados os quadros da Via Sacra. 1908: Criação da Diocese. A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Desterro foi elevada à condição Catedral. 1922: Grande reforma, ampliação e construção das torres. A reforma deixou o edifício semelhante ao que é hoje. 1998: Tombamento como patrimônio histórico estadual, Decreto nº 2.998 de .
Reformas e restaurações miniaturadaimagem|As torres da Catedral. As principais reformas foram: 1922: Ampliação, com a construção das duas torres e o transepto; 1975: A parte interna volta a ter as cores originais; 1995: Restauração interna; 2005-2009: Iniciam-se diversas reformas, internas e externas, quando identificados problemas na estrutura;
Arte Sacra miniaturadaimagem|Vista do interior da Catedral de Florianópolis.Entre o acervo de arte sacra, encontra-se a escultura Fuga para o Egito, talhada em madeira em tamanho natural, pelo artista tirolês Ferdinand Demetz (que esculpiu a ceia da Sagrada Família). Está na Catedral desde 1902, quando foi abençoada.http://www.ecoviagem.com.br/brasil-viagem-turismo/santa-catarina/florianopolis/catedral-metropolitana-florianopolis.asp Arte Sacra na Catedral. Acessado em 21 de julho de 2008.
Coral Santa Cecília O Coral Santa Cecília, fundado por volta de 1950, cumpre sua função nas celebrações litúrgicas mais solenes na Catedral, é um dos mais antigos do estado de Santa Catarina, ainda em atividade. Se existiram outros grupos de corais, não deixaram registros.
Foram regentes do coral o Pe. Agostinho Staehelin, de 1953 a 1973, e o Pe. Ney Brasil Pereira, a partir de 1973. Após quase 60 anos de sua fundação, ainda há membros do grupo inicial participando do coral.
Órgão miniaturadaimagem|Órgão Speith. O órgão que a catedral possui foi inaugurado em 1924 e foi construído pela firma alemã Speith Orgelbau sediada em Rietberg na Alemanha.http://www.guiafloripa.com.br/turismo/patrimonios-historicos/catedral-metropolitana Segundo José Artulino Besen em Dom Joaquim Domingos de Oliveira na página 26, o órgão teria sido custeado pelo Bispo da época: ‘’[...] Não se esqueça também a reforma da Catedral Metropolitana, a partir de 1922, a qual dotou de magnífico carrilhão de sinos e de um órgão de tubos, custeado pessoalmente pelo Sr. Bispo [...]’’.Dom Domingos de Oliveira O órgão originalmente era de tração pneumática que foi alterada para eletro-pneumática pelo organeiro José Carlos Rigatto, possui dois manuais de 56 teclas, pedaleira de 27 teclas, 23 registros sendo 14 reais e assim possuindo aproximadamente 1100 tubos.
Registros I manual: Principal 8’ Bordun 16’ Horn principal 8’ Aeoline 8’ (Reduzido para 4’ por J. C. Rigatto) Gedackt 8’ Violin 4’ (Reduzido para 2’ por J. C. Rigatto)
Registros II manual: Trompete 8’ Flöte 4’ Octav 4’ Hohlflote 8’ Viola 8’ Manual coppel II Z I Pedal coppel Z II M
Registros pedaleira: Violon 16’ Subbass 16’ Principal bass 8’ Pedal coppel Z II M Pedal coppel Z I M
Outros: Sub octave coppel Super octave coppel I super (Adicionado por J. C. Rigatto) Sesquialtera 2 Fls (Adicionado por J. C. Rigatto) Tremolo
Ligações externas
Catedral Metropolitana de Florianópolis
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