thumb|310x310px|O português falado na Espanha. Os limites das áreas de língua portuguesa na Península Ibérica, como nas restantes línguas, não correspondem aos limites políticos da região onde é mais falada. Assim, em Espanha, a língua é falada das Astúrias até ao sul da Estremadura.ELIZAINCÍN, Adolfo. Dialectos en contacto: español y portugués en España y América. Arca Ed., 1992.BURGUEÑO, Jesús. El mapa escondido: las lenguas de España. Boletín de la Asociación de Geógrafos Españoles, 2002, núm. 34, p. 171-192, 2002. São vários os concelhos da Raia que, historicamente, têm o português como idioma próprio.GONZÁLEZ, Juan María Carrasco. Evolución de las hablas fronterizas luso-extremeñas desde mediados del siglo XX: uso y pervivencia del dialecto. Revista de estudios extremeños, 2006, vol. 62, no 2, p. 623-633. Como regra geral, são pequenas aldeias ou concelhos com um forte declínio demográfico, relativamente castelhanizados e secularmente esquecidos.MATIAS, Maria de Fátima Rezende. A agonia do português em Olivença. Revista de filología románica, 2001, no 18, p. 159-170.PÍRIZ, Luis Alfonso Limpo. El caso oliventino: conciencia nacional y aculturación en un pueblo del suroeste español. Revista de estudios extremeños, 1987, vol. 43, no 3, p. 729-750. De norte ao sul são: alt=|esquerda|miniaturadaimagem|290x290px|Âmbito geográfico do diassistema galego-português.
Na Galiza (como idioma galego), na faixa ocidental das Astúrias (como galego-asturiano)ALONSO, Dámaso. Obras completas. Editorial Gredos, 1973.PLANAS, Anna Maria Fernàndez. Aspectos generales acerca del proyecto internacional" AMPER" en España. Estudios de fonética experimental, 2005, vol. 14, p. 14-27.GIL, José Joaquín Blasco. Las ayudas públicas a la prensa de las Comunidades Autónomas españolas en 2007: tipología, cuantía de las subvenciones y sistemas de adjudicación. Telos: Cuadernos de comunicación e innovación, 2008, no 75, p. 95-103. e na parte ocidental da bacia do Sil,GUTIÉRREZ TUÑÓN, M. La frontera entre el leonés y el gallego en el Bierzo (León). Actes del XVI Congrés Internacional de Lingüística i Filologia Romaniques (Palma de Mallorca, 1980), 1985, p. 517-521.GARCÍA, Jesús García. Los límites históricos entre el gallego y el asturiano-leonés en el Bierzo. Lletres asturianes: Boletín Oficial de l'Academia de la Llingua Asturiana, 1997, no 64, p. 7-20.TUÑÓN, Manuel Gutiérrez. Apuntes dialectales sobre el Bierzo. Revista de Dialectología y Tradiciones Populares, 1982, vol. 37, p. 129-136. como também na região e arredores de LubiánGARCIA, Fernando ÁLVAREZ-BALBUENA. La toponimia mayor de las áreas hablantes de gallegoportugués y asturleonés de León y Zamora: estado actual y prospectiva de su conocimiento. Cahiers du PROHEMIO, 2012, vol. 12, p. 181-206.REI, Francisco Fernández. Variedades dialectales del gallego. Revista de filología románica, 2011, no 3, p. 85.BOLLER, Fred. Contacto lingüístico entre el gallego-portugués y el asturianoleonés en la provincia de Zamora¿ Frontera nítida o zona de transición?. Lletres Asturianes, 1997, vol. 65, p. 7-31. (numa ótica do sistema linguístico galego-português), Ermesende (Hermisende, oficialmente em castelhano) na comarca da Seabra (Zamora), e as aldeias em seu redor.DE MOURA SANTOS, Mª José. Os falares fronteriços de Tras-os-Montes. Sep. De Revista Portuguesa de Filología, Vols. XII, tomo II, XIII y XIV. Coimbra, 1967. Págs. 86-89. Rihonor de Castilla,BAUTISTA, Alberto Gómez. Referencias a la lengua mirandesa en la literatura. Ianua. Revista Philologica Romanica, 2011, no 11, p. 207-216. uma fala mista de transição.MACIAS, Dina Rodrigues. 64-Dialecto rionorês: contributo para o seu estudo. 2003. Calabor, aldeia do concelho de Pedralba de la Pradería na comarca da Seabra (Zamora). São Félix dos Galegos (San Felices de los Gallegos), portuguesa nos séculos XIII, XIV e XVJIMÉNEZ, Manuel González. Las relaciones entre Portugal y Castilla durante el siglo XIII. Universidade do Porto, 1998.MORENO, Humberto Baquero. Relações entre os reinos peninsulares (1290-1330). En Anales de la Universidad de Alicante. Historia medieval. Servicio de Publicaciones, 1996. p. 29-42.MORENO, Humberto Baquero. AS RELAQGES DE FRONTEIRA NO SECULO DE ALCANICES (1250-1350); 0 TRATADO DE ALCANICES. 1998. e Fregeneda (La Fregeneda), cuja toponímia denota vestígios galego-portugueses.TURIEL, Pedro Gómez. Rasgos gallego-portugueses en la toponimia menor de La Fregeneda (Salamanca). Verba: Anuario Galego de Filoloxía, 2013, vol. 40, p. 473-480. Almedilha (La Alamedilla) na província de Salamanca; na Bouça (La Bouza), morreu no início do .DE AZEVEDO MAIA, Clarinda. Os falares fronteiriços do concelho do Sabugal e da vizinha região de Xalma e Alamedilla. 1977. Vale de Xálima (denominado fala de Xálima, ou A Fala dus Tres Lugaris), falado nos concelhos de São Martim de Trevelho (San Martín de Trevejo), Elhas (Eljas) e Valverde do Fresno (Valverde del Fresno), ao noroeste da Estremadura espanhola e também conhecido como Os Três Lugares, ou Us Tres Lugaris.GONZÁLEZ, Juan M. Carrasco. Hablas y dialectos portugueses o galaico-portugueses en Extremadura (I: Grupos dialectales: Clasificación de las hablas de Jálama). Anuario de estudios filológicos, 1996, no 19, p. 135-148. Na comarca de Alcântara: Ferreira de Alcântara (Herrera de Alcántara), onde o português dialetal ali falado é chamado firrenho, na comarca de Alcântara; na povoação vizinha de Santiago de Alcântara a influência do português faz-se ouvir em muitas expressões; Cedilho (Cedillo) e Valença de Alcântara, onde é falado em diversas aldeias da campinha de Valença, como são As Casinhas (Las Casiñas), Jola, Pinho (el Pino), Fontanheira (la Fontañera), São Pedro (San Pedro); e, finalmente, em La Codosera. Olivença e Talega, o português é falado na sua variante oliventina na cidade e nas suas aldeias; São Francisco (San Francisco), São Rafael (San Rafael), Vila Real de Olivença (Villarreal), São Domingos de Gusmão (Santo Domingo de Guzmán), São Bento da Contenda (San Benito de la Contienda), São Jorge da Lor (San Jorge de Lor).MARTÍNEZ MARTÍNEZ, Manuel. El enclave de Olivenza, su historia y su habla. Granada: Universidad de Granada, 1974. Ceuta
O português falado na Espanha não é protegido pelo governo espanhol ou pelos governos regionais de Castela e Leão e Estremadura, e não tem o apoio do Governo Português. O uso do português, muitas vezes dialetal e quase morrendo, mas historicamente falado pela sua população, é gradualmente substituído pelo castelhano numa sociedade profundamente diglóssica que foge do conflito da sua identidade, abandonando a sua língua portuguesa.
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