O Palazzo Bardi-Guicciardini é um palácio de Florença com a entrada antiga pelo nº 14 da Via Santo Spirito e a moderna pelo Lungarno Guicciardini.

História e arquitetura

Originalmente, algumas casas existentes neste sítio pertenciam à família Capponi, tendo sido confiscadas pelos Médici depois da Congiura dei Pucci, uma conspiração, ocorrida em 1559, que teve Roberto Capponi entre os seus responsáveis. A propriedade foi assim dada a um fiel à causa dos Médici, Pandolfo Bardi, dos Bardi di Vernio, que com a ocasião transformou o complexo num grande palácio. A família Bardi manteve o Palazzo Bardi até à sua extinção, ocorrida em 1810, quando faleceu o último conde, Pier Maria, e os bens passaram por via hereditária para a família Guicciardini.

Naquele período, Ferdinando Guicciardini mandou ampliar a fachada no lungarno duplicando o comprimento de três para seis janelas por piso. Poucas décadas depois, o seu filho Carlo encarregou Giuseppe Poggi de reestruturar completamente o palácio a partir de 1840. A entrada principal foi, assim, movida para o lungarno e a fachada alargada, com a adição dum segundo portão simétrico ao original; o balcão já existente foi alongado e criou-se um átrio suficientemente amplo para o trânsito de carruagens.

Também os ambientes internos foram completamente redesenhados, privilegiando o lado ao longo do rio, até então descurado: escudarias, cocheiras, cozinhas e escritório foram movidos para o lado da Via Santo Spirito, enquanto a nova escadaria levava ao primeiro andar panorâmico onde foi instalado um apartamento de representação, com salões e saletas. A loggia no jardim remonta a este período e foi necessária para ampliar a superfície edificável sem sacrificar o espaço verde no piso térreo.

O pequeno, mas interessante, jardim, já existente na época dos Capponi e embelezado pelos Bardi di Vernio, ainda se apresenta atualmente segundo o desenho desejado pelos Poggi, com uma colina de sabor romântico que se levanta até ao primeiro andar e cobre uma gruta artificial. Um pequeno caminho serpenteia nesse desnível, flanqueado por dois canteiros cintados por baixas sebes geométricas, até ao terraço sobre o Arno, que oferece uma notável vista dos lungarni, da Ponte alla Carraia e da Ponte Santa Trinita. No ponto mais alto encontra-se um pequeno ninfeu ao abrigo da parede, com pedras esponjosas e conchas incrustadas em estilo setecentista.

NO tempo do Conde Pier Maria dei Bardi di Vernio o jardim era notado pelas raridades botânicas que ali eram cultivadas, como o Jasmim de Goa, também chamado del Granduca, a Fuchsia coccinea, a Camellia japonica, a primeira magnolia grandiflora (plantada em 1787, vinda de Londres), a rosa negra (importada da França e florida por volta de 1800) ou o Gingko biloba de 1784 (também chamado de albero dei quaranta scudi - "árvore quarenta escudos - pelo seu altíssimo preço).

Bibliografia Marcello Vannucci, Splendidi palazzi di Firenze, Le Lettere, Florença, 1995. Toscana Esclusiva XII edizione, Associazione Dimore Storiche Italiane ("Associação de Residências Históricas Italianas"), 2007.

Ligações externas

Bardi-Guicciardini