Hidarnes I (; ), foi um oficial militar do Império Aquemênida, ativo no durante o reinado do xainxá . Compunha o grupo chamado de Sete Persas que derrubou o usurpador Esmérdis e manteve-se ativo nas campanhas de Dario para reafirmar sua posição como rei.

Nome

Hidarnes (Hydárnēs) é a transliteração grega do persa antigo Vidṛna, que por sua vez se relaciona ao elamita Mitarna, Miturna, ao babilônico Úmidārnaʾ e Ú(ʾ)dārna-ʾ, ao lício Widrñna- e talvez ao aramaico Wdrn. Em grego, o nome ainda foi registrado como Idérnēs e Idárnēs, e em latim como Idarnes. No que diz respeito à etimologia desse antropônimo, ainda há debates a respeito de seu significado. L. Isebaert, por exemplo, propôs que significaria "aquele que está perfurando o culpado".

Vida

De acordo com a Inscrição de Beistum de , Hidarnes era filho do nobre Bagabigna. Alega-se que tivesse origem bactriana. Era amigo íntimo de Aspatines, que o convenceu a se juntar à conspiração dos Sete Persas (Intafrenes, Otanes, Gobrias, Megabizo, Ardumanis [Aspatines] e Dario) que pretendia derrubar o usurpador Esmérdis . No reinado de Dario, serviu como vassalo fiel e comandante do exército. Quando eclodiram revoltas contra a autoridade do xainxá, Hidarnes foi designado para lidar com a revolta instigada por Fraortes na Média, enquanto Dario lidava com a revolta de em Pérsis. Jona Lendering sugeriu que Dario já estava ciente da possibilidade de Vaiasdata se rebelar e enviou Hidarnes à Média em outubro, o que lhe deu tempo de controlar os passos montanhosos e impediu que os revoltosos entrassem em contato.

Hidarnes conseguiu vencer os rebeldes da Média na Batalha de Maru (30 quilômetros ao sul de Iazde) de 12 de janeiro (27 de ) de , que terminou com mortos e capturados, mas seu sucesso parece ter sido menor do que alegado na inscrição de Beistum, pois Hidarnes decidiu aguardar a chegada de Dario em Campanda (60 quilômetros a sudoeste de Iazde), de onde suas forças conjuntas continuaram a campanha. Em 1 de setembro, por sua vez, Hidarnes foi enviado à Babilônia, onde reprimiu a revolta de Arca em 27 de novembro e empalou o conspirador e os nobres que o apoiaram.

Por seus resultados, foi recompensado como a posição de sátrapa da Armênia, que tornar-se-ia uma província semi-hereditária de seus descendentes; (m. ), o ancestral da dinastia orôntida, era descendente de Hidarnes. De acordo com alguns tabletes de Persépolis, Hidarnes também serviu como sátrapa da Média sob Dario. Hidarnes deixou ao menos dois filhos: , que o sucedeu como sátrapa; e Sisâmnes, que serviu como comandante sob o xainxá .

Bibliografia

Categoria:Sátrapas hidárnidas da Armênia Categoria:Iranianos do século VI a.C. Categoria:Sátrapas da Média