Hidarnes III (; ) foi um oficial militar do Império Aquemênida, ativo no durante o reinado do xainxá .
Nome
Hidarnes (Hydárnēs) é a transliteração grega do persa antigo Vidṛna, que por sua vez se relaciona ao elamita Mitarna, Miturna, ao babilônico Úmidārnaʾ e Ú(ʾ)dārna-ʾ, ao lício Widrñna- e talvez ao aramaico Wdrn. Em grego, o nome ainda foi registrado como Idérnēs e Idárnēs, e em latim como Idarnes. No que diz respeito à etimologia desse antropônimo, ainda há debates a respeito de seu significado. L. Isebaert, por exemplo, propôs que significaria "aquele que está perfurando o culpado".
Vida
miniaturadaimagem|upright=1.05|Dárico cunhado entre os reinados de e
Hidarnes era filho de um nobre iraniano desconhecido, provável filho de , um oficial militar do Império Aquemênida ativo durante o reinado do xainxá . De acordo com Estrabão, relatando a tradição sobrevivente a respeito da origem dos orôntidas, que descendiam da linhagem de Hidarnes, essa família estava associada a , um dos Sete Persas que, sob comando do futuro xainxá , participaram no golpe que derrubou Esmérdis . Por conseguinte, as fontes colocam que Bagabigna, pai de Hidarnes I, era originário da Báctria, dando uma origem iraniana oriental à família.
Sabe-se, a partir de informações extraídas de Ctésias de Cnido e da estela de Xanto, que Hidarnes III era pai de Tissafernes e Teritucmes, oficiais aquemênidas dos séculos V e , e Estatira, que casaria com o xainxá . Ferdinand Justi sugeriu, a partir de evidência adicional extraída em Ctésias e outras fontes, que também fosse pai dos nobres Roxana, Metrostes e Hélico, que foram executados em a mando da rainha-mãe Parisátide, e do oficial Mazeu.
Quase nada se sabe sobre a carreira de Hidarnes III, salvo que deve ter sido sátrapa da Armênia no , mas a identidade de seu antecessor é desconhecida. Seu filho Teritucmes o sucederia anos depois nessa posição. Na Anábase de Xenofonte (7.8.25) há uma lista interpolada de sátrapas na qual se nomeia certo Dernes como sátrapa da Fenícia e Arábia. Theodor Nöldeke sugeriu que fosse uma corrupção do nome de Hidarnes, mas essa associação é incerta e problemática. Também existem vários indivíduos de mesmo nome citados em documentos babilônicos de Nipur entre o período de 432 e , mas é indeterminado se é possível associar essas menções ao sátrapa armênio.
Bibliografia
Categoria:Sátrapas hidárnidas da Armênia Categoria:Iranianos do século V a.C.