San Giacomo delle Segnate é uma comuna italiana da região da Lombardia, província de Mântua, com cerca de 1.702 habitantes. Estende-se por uma área de 16 km², tendo uma densidade populacional de 106 hab/km². Faz fronteira com Concordia sulla Secchia (MO), Quistello, San Giovanni del Dosso.

Geografia San Giacomo delle Segnate é um centro rural da baixa planície mantuana, no Oltrepò mantovano, na margem direita do rio Secchia. Situa-se a 16 m de altitude, nos confins da província de Mântua e da Lombardia, perto dos limites com a Emília-Romanha e a província de Módena; o seu território, ganho a antigas zonas pantanosas através de obras de drenagem, é hoje intensamente cultivado.

História Pelo menos parte do atual território comunal terá feito parte dos legados com que Tedaldo da casa de Canossa fundou, em 1007, a abadia beneditina de San Benedetto in Polirone. A corte da «Signada» e o distrito circundante, antes na órbita do condado de Régio e do feudo canossiano de Bondeno di Roncore, passaram por meados do século XIII para a jurisdição da abadia e do castelo de Quistello.

Em 1494, Lucrezia Pico della Mirandola estabeleceu-se na corte das Segnate com o marido, Gherardo Felice Appiano d'Aragona. Salvo breves interrupções, o território manteve-se possessão beneditina e mantuana, nas mãos da Casa de Gonzaga até 1707.

Na sequência da Terceira Guerra de Independência Italiana e do plebiscito de 1866 que uniu o Vêneto e a província de Mântua ao Reino de Itália, San Giacomo delle Segnate tornou-se uma frazione do município de Quistello. Por força da lei de 10 de agosto de 1922, o município autónomo de San Giacomo delle Segnate foi instituído em 1924, com uma população de cerca de 3 160 habitantes, dos quais cerca de 900 no centro e os restantes no campo circundante.

Toponímia O nome derivará da função de «marca» de fronteira (segnatura di confine) desempenhada ao longo dos séculos pela corte (Signata Superior) e pelo distrito da torre (Signata Inferior). O topónimo San Giacomo só surge mais de dois séculos depois, quando, pouco depois de 1450, foi erguida a primeira igreja paroquial dedicada a São Tiago.

Heráldica O brasão e o gonfalão do município foram concedidos por decreto do Presidente da República em 23 de março de 1954. Representam um carvalho ao natural plantado sobre terreno de sinople, entre dois cursos de água (o Bondeno e o Burana), ladeado pelas letras de ouro S e B. Segundo uma tradição lombarda, uma tal árvore era «marcada» para servir de guarda dos limites agrícolas; as letras remetem para São Bento, em memória dos monges da abadia de Polirone, os primeiros a drenar os pântanos circundantes para os tornar cultiváveis.

Demografia

Marcos e monumentos Igreja de São Tiago Apóstolo A igreja paroquial de São Tiago Apóstolo ergue-se na praça principal da vila. Uma primeira igreja está atestada no local em meados do século XV; o edifício atual foi reconstruído entre 1778 e 1784, e o seu campanário erguido entre 1925 e 1929. A igreja e o centro da vila foram danificados pelos bombardeamentos aliados em abril de 1945 e posteriormente restaurados.

Villa Arrigona O corpo principal da Villa Arrigona foi construído entre 1613 e 1622 por encomenda do conde Pompeo Arrigoni, filho de Gerolamo, da nobre família Arrigoni, ao arquiteto Antonio Maria Viani, já ao serviço dos Gonzagas de Mântua; o restante complexo, incluindo o oratório tardo-barroco, desenvolveu-se posteriormente. É uma das vilas mais importantes da província de Mântua.

A villa, composta por vários edifícios, era uma imponente residência de campo, habitualmente habitada de forma sazonal. Construída em dois pisos, com oratório tardo-barroco contíguo, parque e terreno de cultivo, a sua fachada caracteriza-se por um tímpano que lembra o Palazzo Te, sob o qual se destaca o grande brasão de pedra da família.

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