O Prémio Ricardo Malheiros é um prémio atribuído pela Academia das Ciências de Lisboa visando estimular a cultura e a criação literárias em Portugal.

O prémio é atribuído, através de concurso, a um autor português de obra original, em língua portuguesa, dos géneros romance, novela ou conto, que tenha sido publicada no ano da abertura do concurso.

Os fundos deste prémio provêm de um legado que Ricardo Malheiros deixou à Academia para a criação de um prémio literário.Cf. Enciclopédia Larousse, pág. 4442 (Vol. 12).

O regulamento deste prémio foi aprovado pela Portaria n.º 20925, de 23 de Novembro de 1964, do Ministério da Educação Nacional.Portaria n.º 20925, de 23 de Novembro de 1964.

Foram galardoados com este prémio, Aquilino Ribeiro, Ferreira de Castro, Fernanda de Castro, Alves Redol, António Quadros, entre outros. Joaquim Paço d' Arcos recusou o prémio em 1938.

Galardoados

1933 - Aquilino Ribeiro com As três mulheres de Sansão 1934 - Ferreira de Castro com Terra fria 1935 - Antero de Figueiredo com Miradouro 1936 - Samuel Maia com Dona sem dono 1937 - Não atribuído 1938 - Joaquim Paço d'Arcos com Ana Paula 1939 - Guedes de Amorim com Aldeia das águias 1940 - Mário Beirão com Novas estrelas 1941 - Augusto da Costa com As inocentes 1942 - Vergílio Godinho com Calcanhar do mundo 1943 - Não atribuído 1944 - Vitorino Nemésio com Mau tempo no canal 1945 - Fernanda de Castro com Maria da Lua 1946 - Assis Esperança com Servidão 1947 - Noel Teles com Terra campa 1948 - Urbano Rodrigues com O castigo de dão João 1949 - Francisco Costa com Cárcere Invisível 1950 - Alves Redol com Horizonte cerrado 1951 - Alberto de Sousa Costa com Entre duas labaredas 1952 - Maria da Graça Azambuja com Primeira viagem 1953 - Fernando Namora com Minas de São Francisco 1954 - Carmen de Figueiredo com Criminosa 1955 - Natércia Freire com Infância que nasci 1956 - Não atribuído 1957 - Campos de Figueiredo com Obed 1958 - Urbano Tavares Rodrigues com Uma pedrada no charco 1959 - David Mourão-Ferreira com Gaivotas em terra 1960 - Mário Braga com O livro das sombras 1961 - Orlando da Costa com O signo da ira 1962 - Manuel Ferreira com Hora di bai 1963 - Augusto Abelaira com As boas intenções 1964 - Ruben A com A torre da Barbela 1965 - António Quadros com Histórias do tempo de Deus 1966 - Agustina Bessa- Luís com Canção diante de uma porta fechada 1967 - Adelino Rodrigues com O rio que vem do Lugo 1968 - José Rodrigues Júnior com Era o terceiro dia de vento sul 1969 - Graça Pina de Morais com Jerónimo e Eulália 1970 - Maria Ondina Braga com Amor e Morte 1971 - Luís Cajão com Um castelo na Escócia 1972 - Luísa Martinez com Movimento pendular 1973 - Não atribuído 1974 - Fausto Lopo de Carvalho com Ouviam-se vozes ao longe 1975 - Olga Gonçalves com A floresta em Bremerbaven 1976 - Romeu Correia com Um passo em frente 1977 - Agustina Bessa- Luís com As fúrias 1978 - Álvaro Manuel Machado com Exílio 1979 - Cristóvão de Aguiar com Raiz comovida 1980 - Lídia Jorge com O dia dos prodígios

Ligações externas Regulamento do Prémio Ricardo Malheiros (Diário do Govêrno n.º 179/1933, Série I de 1933-08-10)

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