Surena (Suren; m. ), ainda conhecido como Xir Gusnaspe (Šihr-Gušnasp) e Jir-Vesnasbe (Jihr-Vešnasb), foi um nobre sassânida da casa de Surena que tornou-se marzobã da Armênia entre 564 e 572. Talvez possa ser associado ao Surena, pai de Mebodes.
Nome
Surena é a forma latina do parta, persa médio e siríaco Surém (Sūrēn), que derivou do iraniano antigo Suraina (*Sūr-aina-; de *sūra-, "forte, heroico"). Essas formas podem ter se originado da junção de *sūra- com a partícula sufixal -ēn. Foi registrado em bactrio como Soreno (), em grego como Surenas (; Sourénās) e em armênio como Surém (, Surēn). Nos Períodos Arsácida e Sassânida, em geral tratava-se de um sobrenome de uma das grandes famílias de origem parta que governavam o planalto Iraniano.
Vida
Surena era membro da Casa de Surena, um dos grandes clãs partas, e parente do xá . Surena gozou de alto estatuto e serviu como azarapates (hazarapet em armênio) ou primeiro-ministro da Armênia. Em 561, participou das discussões com o emissário bizantino sobre a Suânia e foi um dos persas que pouco tempo depois concluíram a Paz de 50 anos com os bizantinos que terminou a Guerra Lázica. Em 564, foi nomeado o marzobã armênio em sucessão de Varasdates.
À época, a nobreza armênia estava dividida em dois grupos, a nacional chefiada pela família Mamicônio e a pró-persa dirigida pela família Siuni. Foi então que solicitou a transferência do divã (nesse contexto, o centro administrativo) ao qual Siúnia estava sujeita de Dúbio para Fatacarana, no Azerbaijão (Nina Garsoïan propôs que esse evento ocorreu em 591). Vaanes alegou que pretendia romper com a influência moral que exercia sobre a Armênia por intermédio do católico residente em Dúbio, João II de Gabélia . Ele pediu a Cosroes I para erigir sua capital, e o rei concordou.
Ignorando as instruções do xá, Surena decidiu impor o masdeísmo na Armênia. Construiu um templo de fogo em Dúbio e adotou uma política de coerção contra os cristãos. Para minar a resistência do partido nacional, atormentou a aristocracia local e capturou as mulheres nobres. Também assassinou, em 571 ou 572, , irmão de Vardanes. Exasperado, o clero cristão e a nobreza feudal insurgiram-se em uma revolta liderada por Vardanes e pelo católico João, durante o qual Surena foi morto por Vardanes. Esse ato foi o estopim de uma nova guerra entre bizantinos e sassânidas.
Ver também
Bibliografia
Categoria:Marzobãs da Armênia Categoria:Partas do século VI Categoria:Oficiais de Cosroes I Categoria:Azarapates Categoria:Casa de Surena