Adélia Josefina de Castro Fonseca (Salvador, 24 de novembro de 1827 — Rio de Janeiro 9 de dezembro de 1920) foi uma poetisa brasileira.Aloysio de Carvalho. Coletânea de poetas Bahianos. Editora Minverva; 1951. p. 25.
Biografia Filha do inspetor da alfândega Justiniano de Castro Rebello e de Adriana de Castro Rebello, casou-se com o oficial da Marinha brasileira Inácio Joaquim da Fonseca. Sua educação refletia os padrões da época para mulheres de sua classe: fluência em francês, habilidades de declamação, proficiência em piano e habilidade para pintura.Schuma Schumaher; Erico Vital Brazil. Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade : com 270 ilustrações. J. Zahar; 2000. ISBN 978-85-7110-573-7. p. 22.
Publicava seus poemas em periódicos e livros, sendo colaboradora constante do Almanaque de lembranças luso-brasileiro, Gazeta de Notícias, a Semana Ilustrada e O Domingo, do Rio de Janeiro; A Época Literária, de Salvador; e com o periódico Correio de Vitória, do Espírito Santo. Gonçalves Dias que a conheceu ainda jovem, chamou-lhe, num verso, "Safo cristã, virgem formosa". Suas poesias também foram reconhecidas por Machado de Assis, que fez críticas elogiosas.Domingos Carvalho da Silva. Vozes femininas da poesia brasileira: ensaio histórico-literário. Conselho Estadual de Cultura, Comissão de Literatura; 1959.
No final de sua vida, ingressou no convento de Santa Tereza, no Rio de Janeiro, tomando o nome de Madre Maria José de Jesus. É avó materna de Honorina de Abreu, filha de Josefina Fonseca e Capistrano de Abreu, que já foi beatificada e está em processo de canonização pela Igreja Católica.
Obras Ecos da minh'alma, dedicado à imperatriz Teresa Cristina
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