Mecécio II (), Mezécio II () ou Mezézio II (; ; ) foi um oficial bizantino de origem armênia do , ativo durante o reinado do imperador Heráclio .
Nome
Mecécio (), Mezécio () ou Mezézio (; ) são as formas latinas do armênio Mezeze (, Mžēž), cuja origem é incerta. Foi registrado em grego como Mizízio (, Mizízios) por Teófanes, o Confessor, Mizizo ou Nizizo (, Mizizós / Nizizós) por Jorge Mônaco, Nizízio (, Nizízios) por Simeão, o Logóteta e Mezêuxio (, Mezeúxios) pelo papa Gregório II .
Vida
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A parentela de Mecécio é incerta, exceto que pertencia à família Genúnio. Em 628, no fim da guerra em curso entre o Império Bizantino e o Império Sassânida, estava com Heráclio em Ganzaca na campanha final contra o xá . Enquanto estava em missão em março, encontrou emissários do sucessor do xá, , e escoltou-os a Heráclio. Com o fim da guerra no mesmo ano, a fronteira voltou à situação estabelecida à época de Maurício e Mecécio ocupou relevante porção da Armênia. Não se sabe qual era sua posição, mas se presume, a julgar que Teófanes, o Confessor o definiu como estratego, que era mestre dos soldados. É possível que a região já estivesse organizada (ou em processo de) no Tema Armeníaco, um tema (uma província civil-militar) bizantino localizado na parte nordeste da Ásia Menor, o que faria dele "estratego do Armeníaco".
thumb|upright=1.05|esquerda|Tremisse de Heráclio thumb|esquerda|upright=1.05|Dracma de
Em 628, Cavades nomeou como marzobã da porção da Armênia que permaneceu sob controle do Império Sassânida, enquanto Heráclio nomeou Mecécio como governador da porção bizantina, com a missão de restabelecer na Armênia a ortodoxia grega. Mecécio incitou o clero armênio e o católico a abandonarem o rito armênio e a regressarem à ortodoxia religiosa aderindo explicitamente às fórmulas calcedônicas, sob pena de verem a parte bizantina da Armênia separada do Catolicossado de Dúbio e colocada sob a jurisdição de um patriarca nomeado pelo Império Bizantino. Um concílio de reconciliação entre a Igreja Ortodoxa Grega e a Igreja Apostólica Armênia, organizado em Teodosiópolis (atual Erzurum) pareceu ter tido sucesso e as discussões entre gregos e armênios terminaram com a adesão a uma fórmula de fé, imposta pelo imperador. Esta fórmula era inteiramente consistente com a profissão de fé dos armênios, mas ignorou o Concílio da Calcedônia. A reconciliação foi consagrada solenemente pela celebração de uma missa em 632, onde os gregos admitiram o católico à comunhão ortodoxa.
Rival de Basterotes, Mecécio caluniou ele ao governador do Azerbaijão Rustão Farruquezade, chegando mesmo a pedir a retirada do marzobã, caso contrário a guerra seria retomada entre o Império Bizantino e o Império Sassânida. Também enviou seu irmão Gariquepete ou Varazes Genelo para capturar Basterotes, mas ele fugiu e se refugiou no Império Bizantino, onde Heráclio reconheceu a calúnia de que foi vítima e o elevou à dignidade de patrício; em 635/7, Basterotes comprometer-se-ia numa conspiração contra o imperador e foi exilado para uma ilha distante. Mecécio prendeu outro nacarar que participou da conspiração, Davi Sarones, e o enviou ao Império Bizantino, mas ele quebrou suas correntes, retornou à Armênia, reuniu os contingentes armênios do exército, surpreendendo e matando Mecécio e Varazes Genelo.
Ver também
Bibliografia
Categoria:Mestres dos soldados da Armênia do século VII Categoria:Armênios do século VII Categoria:Generais de Heráclio Categoria:Família Genúnio Categoria:Bizantinos de origem armênia