Pedro Foyos (Lisboa, 1945) é um jornalista e escritor português.

Biografia Iniciou no final de 1960 a atividade jornalística no diário República que evidenciou-se, em parceria com o Diário de Lisboa, na luta contra a ditadura salazarista. Durante vários anos conciliou o jornalismo com a vida académica, participando nos movimentos estudantis que recrudesceram no País a partir de 1962. Na condição de jornalista e ao mesmo tempo de estudante foi-lhe possível, com a colaboração dos correspondentes da imprensa estrangeira, transmitir para o mundo, durante quase toda a década de 60, os acontecimentos das sucessivas crises académicas, com realce para as de 1962 (Lisboa) e 1969 (Coimbra).

Depois da revolução de 25 de Abril, no início do chamado Verão Quente de 1975 e na sequência do dramático encerramento do histórico jornal República, dirigido por Raul Rêgo, passou dois meses a correr o País, com o jornalista Vítor Direito, ao abrigo da solidariedade de tipografias democráticas dispostas a imprimir o Jornal do Caso República, publicação clandestina com tiragens de cem mil exemplares e que não podia produzir-se mais do que uma vez no mesmo local. Em Agosto desse ano foi co-fundador do diário A Luta, onde se manteve como redator e diretor de arte até próximo da sua extinção. Ainda nos anos 70 trabalhou em várias publicações da empresa jornalística O Século, com realce para as revistas O Século Ilustrado e Vida Mundial. Seguiu-se o Diário de Notícias, onde integrou a chefia de redação, sendo responsável, nomeadamente, pela revista dominical e edições especiais. Empreendeu em simultaneidade vários projetos editoriais no âmbito da fotografia, cinema e artes visuais em geral, fundando e dirigindo um jornal e duas revistas. Fundou também a coleção Grande Reportagem, consagrada a momentos assinaláveis do jornalismo português, tema que já antes lhe inspirara o livro O Jornal do Dia, e, mais tarde, A Vida das Imagens. Insere-se ainda nesse domínio Grandes Repórteres Portugueses da I República.

De permeio exerceu durante doze anos a presidência da Associação Portuguesa de Arte Fotográfica, tendo fundado e dirigido um Anuário da especialidade. Realizou por essa época várias exposições individuais de fotografia e de foto-pintura.

No campo do ensino e formação orientou estágios profissionais de Tecnologias de Comunicação na especialidade de Psicologia da Leitura.

Interessado igualmente, desde muito novo, pelos temas científicos, fundou o Centro de Estudos das Ciências da Natureza, direcionado em especial para as camadas juvenis, mas que dificuldades financeiras impuseram o encerramento em 2006.

No termo deste ciclo começou a dedicar-se à literatura de ficção, primeiro com O Criador de Letras, um romance inspirado no tema da invenção do alfabeto, tendo como cenário social a vida quotidiana no Próximo Oriente Antigo. A obra seguinte, Botânica das Lágrimas, protagonizada por crianças e cuja acção decorre inteiramente num jardim botânico, mereceu do escritor Miguel Real a qualificação de «romance marcante na literatura juvenil portuguesa.» (in Prefácio à segunda edição e seguintes).

Pedro Foyos é casado com a jornalista e escritora Maria Augusta Silva, distinguida com o Prémio Internacional de Jornalismo, entregue pessoalmente pelo Rei de Espanha no ano de 1993.

Obras Historiografia da Imprensa O Jornal do Dia, 1971. 2ª ed. 1972 Rastilho. A luta contra a Censura instituída em 1985 na Feira do Livro, 1986 Grandes Repórteres Portugueses da I República, 1986. 2ª ed. 1987 Stuart Inédito*, 1989 A Vida das Imagens, 1990. 3ª ed. 1994 O Grande Jornalzinho da Rua dos Calafates, 2014 "O caso do Jornal Assaltado", 2016 "Não Matem os Dinossáurios",2017

Ficção O Criador de Letras (romance), 2008 Botânica das Lágrimas (romance), 2009. 3ª ed. 2010. 4ª. edição 2016 Jardim República (narrativa fantástica), 2010

Direção de Antologias Anuário Português de Fotografia, de 1981 a 1990 Metamorfoses da Imagem (Arte Fotográfica de Eduardo Nery), 1990 Palavras no Tempo, 1991 Lisboa do Nosso Olhar (Arte Fotográfica de José Antunes), 1991 Torga em Coimbra (Uma Cidade na Vida e na Obra do Poeta), 1998 208 desenhos desconhecidos de Stuart Carvalhais, localizados por Pedro Foyos em Novembro de 1988.

Bibliografia Livro-Relatório da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa / Direcção de 1962 (apreendido pela polícia política). Quem é Quem no Jornalismo Português, 1992 Notícias do Milénio, 1999 Jornalistas. Do Ofício à Profissão, de Fernando Correia e Carla Baptista, 2007 Memórias Vivas do Jornalismo, de Fernando Correia e Carla Baptista, 2009 Um Esqueleto no Cadastro do Repórter, blogue O Galo de Barcelos ao Poder, 9 de fevereiro de 2010.

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