The Remix é o primeiro álbum de remixes da artista musical estadunidense Lady Gaga. Lançado em 3 de março de 2010, o trabalho contém remixes das canções de seu primeiro disco de estúdio, The Fame (2008), e seu terceiro extended play (EP), The Fame Monster (2009). Uma versão revisada das faixas foi preparada para ser distribuída em outros mercados, começando no México em 3 de maio. Vários músicos produziram as composições, incluindo Pet Shop Boys, Passion Pit e The Sound of Arrows. As versões editadas caracterizam ambos andamentos acelerados e lentos, com alterações nos vocais de Gaga.
O disco recebeu revisões mistas da mídia especializada, mas alguns críticos notaram como a cantora foi capaz de vender as músicas de The Fame de maneiras novas e inovadoras. Alcançou o topo das tabelas na Grécia e na Dance/Electronic Albums, da revista estadunidense Billboard. Entrou no repertório dos dez mais vendidos em países como Canadá, Estados Unidos, Japão, México e Reino Unido. Foi certificado como platina no Japão e no Brasil, e como ouro na Bélgica e na Rússia. A obra vendeu meio milhão de cópias mundialmente.
Antecedentes e composição Em 15 de abril de 2010, o portal britânico The Guardian informou que vários músicos, incluindo Pet Shop Boys, Passion Pit e o cantor de rock Marilyn Manson haviam "contribuído" para um álbum de remixes de Lady Gaga. Manson participou na nova versão de "LoveGame" feita por Chew Fu, enquanto a banda Passion Pit trabalhou em "Telephone" e o duo Pet Shop Boys em "Eh, Eh (Nothing Else I Can Say)". Outros artistas também colaboraram no disco, sendo eles Alphabeat, Frankmusik, Stuart Price, Monarchy e Robots to Mars.
Chuck Campbell, da California Chronicle, notou que o "truque" principal adotado pelos produtores por trás de The Remix, foi preservar a integridade das nuances de Gaga em suas canções, ao mesmo tempo, trazendo algo novo para sua música. De acordo com Campbell, o remix de "Dance in the Dark" feito por Monarchy "traz uma onda de força" para o número. A segunda faixa do disco é a produção aperfeiçoada de "Poker Face" pelo músico Guéna LG e apresenta um sistema computadorizado no gancho "mum-mum-mum-mah". Stuart Price misturou "Paparazzi" em uma versão eletrônica, mudando o andamento mediano da composição original da canção. Novos vocais foram adicionados ao single, dando-lhe "um ambiente selvagem", segundo Nicki Escuerdo, do periódico Phoenix New Times. A produção de Richard Vission na música "Just Dance" introduz um ritmo gradual na canção, enquanto Frankmusik alterou a obra suave de "Eh, Eh (Nothing Else I Can Say)" para uma mais otimista, além de modificar os vocais da cantora no processo. O trabalho do grupo sueco The Sound of Arrows em "Alejandro", contrastou a natureza escura da composição a uma mais luzente, enquanto "Bad Romance" tem a produção a cago de Starsmith, que torna-a em uma faixa do gênero dance music.
Crítica profissional
The Remix recebeu avaliações mistas da mídia especializada, acumulando cinquenta pontos de uma escala de cem no agregador de resenhas Metacritic, indicando "análises mistas ou medianas". Simon Cage, do tabloide britânico Daily Express, deu ao álbum três de cinco estrelas e sentiu que o verdadeiro talento de Gaga está em vender o mesmo disco repetidas vezes. "É bom, mas... já chega!" O crítico musical J.D. Considine, do periódico The Globe and Mail, elogiou a versão acústica de "Poker Face", acrescentando que foi "a faixa mais inteligente de seu novo álbum de remixes". Sentindo que a música "traz à tona seu Elton John interior." Robert Copsey, da Digital Spy, notou que a distribuição de The Remix foi uma progressão mais natural do que lançamentos de algumas gravadoras que tentam ganhar dinheiro em algo que não está associado ao artista, elogiando também os remixadores apresentados no disco, dizendo que eles mantiveram as músicas frescas.
Stephen Thomas Erlewine, do banco de dados Allmusic, pontuou o álbum com três estrelas de cinco, mas disse que as faixas poderiam ter sido encurtadas. Erlewine congratulou alguns remixes, incluindo os trabalhos de Pet Shop Boys e Space Cowboy, adicionando que The Remix "não é um complemento essencial para a discografia Gaga... mas há brilho e glamour para desfrutar nele". Enquanto analisava o álbum para Bloomberg Television, Mark Beech notou que as faixas já conhecidas da artista "recebem um novo brilho feito pelo duo Pet Shop Boys e as vezes pelo produtor de Madonna, Stuart Price." Nicki Escudero, do Phoenix New Times, deu uma resenha positiva ao trabalho listando a nova versão de "LoveGame" com Manson como destaque da coletânea. Monica Herrera, da Billboard, elogiou a obra dizendo que "Gaga tem empregado um conjunto de ótimos produtores capazes de fazer as músicas de The Fame e The Fame Monster ficarem mais dançantes." Dando-lhe três de cinco estrelas, Caryn Ganz, da revista Rolling Stone, notou um sequenciamento desigual entre as faixas de The Remix. Ela sentiu que o trabalho de Passion Pit em "Telephone" foi a melhor produção do disco.
Faixas e formatos
Créditos Lista-se abaixo os profissionais envolvidos na elaboração de The Remix, de acordo com a Allmusic: Vocais: Lady Gaga, Marilyn Manson, Beyoncé, Colby O'Donis, Ashking, Wedis, Lush, Young Thoro e Kardinal Offishall. Mixagem e produção adicional: Alphabeat, Crookers, Passion Pit, Stuart Price, Skrillex, Space Cowboy, Starsmith e Yuksek. Produtor executivo: Vincent Herbert. Gerente: Troy Carter. Fotografia: David Chappelle. Compositores: Lady Gaga, Beyoncé, LaShawn Daniels, Lazonate Franklin, Rob Fusari, Martin Kierszenbaum, RedOne e Aliaune Thiame.
Desempenho comercial Após ser lançado no Japão, The Remix estreou em número nove na parada discográfica japonesa Oricon. Na edição de 17 de maio de 2010, o álbum moveu-se para um novo pico de sete e desde então tem sido certificado como platina pela Recording Industry Association of Japan (RIAJ) após ter sido exportada 250 mil edições comercializadas. Na Austrália, o disco entrou na tabela ARIA Charts obtendo a décima segunda colocação em 16 de maio de 2010, na qual permaneceu por cinco semanas consecutivas. No Reino Unido, alcançou o terceiro lugar na UK Albums Chart em 22 de maio, vendendo 132 mil exemplares de acordo com o gráfico britânico The Official Charts Company. No gráfico continental European Top 100 Albums o trabalho estreou na sétima colocação. Também atingiu o topo da versão grega da Federação Internacional da Indústria Fonográfica, listando-se entre os dez mais vendidos na Bélgica (Flandres e Valónia), República Checa, Irlanda, Países Baixos e Nova Zelândia.
Na tabela estadunidense Billboard 200, situou-se no sexto posto, comercializando 39 mil edições em sua primeira semana. Também estreou em primeiro lugar na parada segmentada Dance/Electronic Albums, tornando deste o terceiro disco Gaga a alcançar o posto dessa tabela. De acordo com o Nielsen SoundScan, o disco já vendeu 315 mil exemplares nos Estados Unidos até 2018. No Canadá, a obra estreou no quinto emprego da Canadian Albums Chart, na publicação de 22 de maio, e permaneceu no gráfico por dez semanas. The Remix já vendeu mais de meio milhão de cópias mundialmente.
Tabelas semanais Tabela (2010) Melhor posiçãoAustrália (ARIA Charts) 12Bélgica (Ultratop 50 de Valônia) 3Bélgica (Ultratop 40 de Flandres) 6Brasil (Top 20 Semanal) 10Canadá (Canadian Albums Chart) 5Croácia (HVU) 34Espanha (PROMUSICAE) 12Estados Unidos (Billboard 200) 6Estados Unidos (Dance/Electronic Albums)1Finlândia (IFPI Finlândia) 17França (SNEP) 19Grécia (IFPI Grécia)1Hungria (MAHASZ) 29Irlanda (IRMA) 10Itália (FIMI) 22Japão (Oricon) 7México (AMPROFON) 5Nova Zelândia (Recorded Music NZ) 9Países Baixos (MegaCharts) 36Polônia (OLiS) 13Reino Unido (UK Albums Chart) 3República Checa (IFPI Česká Republika) 7
Tabela musical (2010) MelhorposiçãoEuropa (European Top 100 Albums) 7Rússia (2M) 11Suécia (Sverigetopplistan) 40
Certificações País Certificação VendasBélgica (BEA) 15 000*Brasil (Pro-Música Brasil) 40 000*Estados Unidos—Japão (RIAJ) 250 000^Rússia (2M) 5 000*Reino Unido (BPI)166 440* Número de vendas definido com base apenas no nível de certificação. ^ Número de embarques definido com base apenas no nível de certificação. ‡ Número de vendas + streaming definido com base apenas no nível de certificação.
Tabelas anuais Tabela (2010) PosiçãoBélgica (Ultratop 50 de Flandres) 56Bélgica (Ultratop 40 de Valônia) 59Canadá (Canadian Albums Chart) 47Estados Unidos (Dance/Electronic Albums) 5Japão (Oricon) 41Reino Unido (UK Albums Chart) 120
Histórico de lançamento The Remix foi lançado originalmente no Japão em 3 de março de 2010, contendo dezesseis dos remixes. A versão revisada, composta por dezessete faixas, começou a ser vendida em 3 de maio, iniciando-se no México. O disco foi distribuído no Reino Unido em 10 de maio e contou com uma capa diferente para a região. Em 8 de julho, a gravadora Interscope Records, confirmou que o trabalho também estaria disponível nos mercados estadunidenses em seu seguinte mês. País Data Formato Gravadora Japão 3 de março de 2010 CD, download digital Universal Music Austrália 30 de abril de 2010 Polônia Canadá 4 de maio de 2010 Colômbia Polônia Itália México Reino Unido Interscope Brasil 5 de maio de 2010Universal Music Alemanha 7 de maio de 2010 Estados Unidos 3 de agosto de 2010 CD, download digital, disco de vinil Streamline, Kon Live, Cherrytree, Interscope
Categoria:Álbuns de Lady Gaga Categoria:Álbuns de remisturas de 2010 Categoria:Álbuns produzidos por RedOne Categoria:Álbuns produzidos por Rodney Jerkins Categoria:Álbuns produzidos por Fernando Garibay Categoria:Álbuns lançados pela Interscope Records