O termo descreve a estrutura e o desenvolvimento das narrativas chinesas e japonesas. Foi usada inicialmente na poesia chinesa como uma composição de quatro linhas, conhecida também como . O primeiro caractere chinês refere-se à introdução, ou ; o próximo: desenvolvimento, ; o terceiro: o clímax, o ápice, ; e o último caractere indica conclusão, ou .
A seguir um exemplo de como isso pode ser aplicado num conto fictício: : A introdução, onde os personagens aparecem, a época, e outras informações importantes para o entendimento da história. : Se dá a partir da introdução e caminha rumo ao ápice da história. Não acontece nenhum evento importante. : Apresenta um tópico novo ou desconhecido. É o ponto crucial da história, conhecido também como ou clímax. : Resultado, conhecido também como ou final, fecha a história mostrando a conclusão.
O mesmo molde pode ser usado também na argumentação: : No passado, copiar informações à mão era necessário. Alguns erros foram cometidos. : Com o advento das máquinas de copiar, tornou-se possível fazer cópias rápidas e precisas. : Viajar de carro economiza tempo, mas você não nota a beleza do lugar. Andar faz você apreciar a paisagem mais facilmente. : Mesmo que fotocopiar seja fácil, é melhor copiar à mão algumas vezes, porque a informação fica na sua memória por mais tempo e pode ser usada posteriormente.
Na estrutura da narrativa e do mangá yonkoma, e até em documentos e dissertações, o estilo Kishōtenketsu é usado na formação de frases e opiniões.
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