O Caudron G.3 foi um biplano monomotor construído pelos irmãos Gaston e René Caudron, tendo sido amplamente utilizado na Primeira Guerra Mundial como uma aeronave de treinamento e reconhecimento.
Foi o primeiro avião a realizar um loop em acrobacia aérea, em 1913 e a cruzar os Andes, em 1921.Página sobre o Caudron G.3 no Museu Aerospacial. No Brasil se destacou por ter sido utilizado pela aviadora Anésia Pinheiro Machado no voo São Paulo/Rio de Janeiro em 9 de setembro de 1922.
Desenvolvimento O Caudron G.3 foi projetado como um aperfeiçoamento do Caudron G.2 que o antecedeu. Essa aeronave fez seu primeiro voo em maio de 1914, no aeródromo Crotoy Le.
Esse aeroplano possuía uma fuselagem bem característica: biplano; cockpit curto, com o motor fixo ao nariz da nacele; e empenagens múltiplas.
Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial ele foi produzido em grandes quantidades: 2.450 exemplares na França, 233 na Inglaterra, e 166 na Itália. Por ato de patriotismo, os irmãos Caudron não cobraram seus direitos de licenciamento para a fabricação.
Posteriormente foi substituído Caudron G.4, na versão bimotor.
Histórico operacional No princípio da guerra o G.3 equipou a Esquadrilha C.11 do Exército do Ar Francês; adaptado para uso em reconhecimento, onde se mostrou confiável e resistente. Entretanto, devido sua baixa potência, além fato de estar de fracamente armado, tornou-a demasiado vulnerável para emprego na linha de frente; sendo afastado do serviço em 1916.The Encyclopedia of World Aircraft; de David Donald; Aerospace Publishing; 1997; ISBN 1-85605-375-X.
Em Portugal, foram utilizados desde a primeira Escola de Aeronáutica Militar portuguesa, em 1916.FERREIRA, José Barros . O Patrulhamento Marítimo em Portugal. Também foi a primeira aeronave a ser produzida no país. Fabricado, a partir de 1922, sob licença, pelo Parque Militar de Aeronáutica, em Alverca, num total de 50 aviões que complementaram os 6 exemplares adquiridos em França, em 1916.Página do Museu do Ar, Força Aérea Portuguesa. Foram utilizados na Escola Militar de Aviação - E.M.A. - em Sintra. Seis deles foram do Grupo de Esquadrilhas de Aviação de Angola de 1921 a 1924. Permaneceram em serviço até 1933.
A Itália empregou o G. 3 para o reconhecimento até 1917; assim como a Força Aérea Real, para ataque ao solo com metralhadoras e lançamento de bombas leves.
Na China o G. 3 permaneceu em uso até o Incidente de Mukden; os quais foram posteriormente capturados pelos japoneses.
Variações Modelo A.2 - Foi a principal versão dos G.3s, tendo sido usado para reconhecimento na frente ocidental, na Rússia e no Oriente Médio. Modelo D.2 - Versão de treinamento biplace, com comandos duplos. Modelo E.2 - Versão básica para treinamento. Modelo R.1 - Versão usada pela França e EUA. Modelo G.12 - Versão equipada com motor radial, Anzani 10, de 100 HP. Modelo LD.3 e LD.4 - Cópia desenvolvida na Alemanha, com motores Gothaer Waggonfabrik.
Exemplares preservados Museu Aeroespacial do Rio de Janeiro Museu da Força Aérea Real (Royal Air Force Museum) de Londres Museu do Ar e do Espaço (Musée de l'Air et de l'Espace) de Paris Museu de Aviação da Escandinávia (Hallinportin ilmailumuseo) - um aeroplano em restauração Museu do Ar Da Força Aérea Portuguesa em Sintra (Réplica)
Operadores
Galeria de imagens
Ver também Caudron Caudron R-11
Bibliografia Holmes, Tony (2005). Jane's Vintage Aircraft Recognition Guide. London: Harper Collins. ISBN 0-00-719292-4. Donald, David (Editor) (1997). The Encyclopedia of World Aircraft. Aerospace Publishing. ISBN 1-85605-375-X.
Ligações externas
Hidroaviões dos irmãos Caudron
Categoria:Aviões da Primeira Guerra Mundial (França) G.3 C C C C