A Cidade das Artes BIbi Ferreira é um complexo cultural localizado no Rio de Janeiro, no coração da Barra da Tijuca. Inaugurada em 2013, tem uma das maiores salas de concertos existentes no Brasil.
É considerada um dos principais centros de espetáculos musicais do estado do Rio de Janeiro. Abriga uma das maiores salas de concertos de orquestra sinfônica e ópera da América Latina, com capacidade para até 1222 lugares. Além da Grande Sala, o complexo também é equipado com um Teatro de Câmara, com capacidade para 437 lugares e a Sala Eletroacústica com capacidade para 100 pessoas.
História Com projeto monumental do arquiteto francês Christian de Portzamparc apresentado em outubro de 2002, a obra previa gastos de R$ 80 milhões e inauguração no fim de 2004."Um instante, maestro!" O Globo, 13 de fevereiro de 2008 (página 14) Contudo, tanto o orçamento quanto os prazos de conclusão sofreram grandes aumentos.
A obra, até então concebida como Cidade da Música, chegou a ser inaugurada inacabada na gestão do prefeito César Maia no dia 26 de dezembro de 2008.Mesmo inacabada, Cidade da Música é inaugurada no Rio - Portal G1, 26 de dezembro de 2008
Após investimentos de R$ 518 milhões e muita polêmica, o complexo cultural foi aberto oficiamente somente em 16 de maio de 2013, com o nome de Cidade das Artes. O investimento bancado pela Prefeitura do Rio custou quatro vezes mais do que outro grande projeto cultural de Maia: a Cidade do Samba, inaugurada em 2008 com custo de R$ 102 milhões.Cidade da Música é inaugurada no Rio de Janeiro - Folha Online, 26 de dezembro de 2008
O conjunto possui aproximadamente 95 mil metros quadrados e conta, além das salas de concerto e música de câmara, salas de ensaio, galerias, camarins, salas de aula e outros espaços. Do terraço, tem-se uma visão panorâmica da região, que abrange a praia da Barra e a Baixada de Jacarepaguá. O local conta com um acesso subterrâneo para pedestres que faz a ligação com o Terminal Alvorada - BRT.
Localizada no Trevo das Palmeiras, na Barra da Tijuca, inicialmente o complexo seria batizado com o nome do jornalista e empresário Roberto Marinho, das Organizações Globo, falecido semanas antes do início das obras. O decreto (n° 23243) que deu nome à Cidade da Música foi expedido pelo prefeito Cesar Maia em 7 de agosto de 2003, um dia após a morte de Marinho.Decreto que dá o nome de Roberto Marinho à Cidade da Música - Diário Oficial do Rio de Janeiro, 7 de agosto de 2003 Mas a pedido da família de Marinho, que não queria ver o nome do empresário ligado à obra,Família pede que Cidade da Música não tenha o nome de Roberto Marinho - Folha Online, 13 de dezembro de 2008 o mesmo prefeito assinou novo decreto renomeando o complexo de, simplesmente, Cidade da Música.Cesar Maia retira nome de Roberto Marinho à Cidade da Música - Diário Oficial do Rio de Janeiro, 12 de dezembro de 2008 Posteriormente, com a inauguração oficial em 2013, recebeu o nome atual.
Em 2020, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou a Lei Municipal nº 6.812/2020, que nomeou o complexo em homenagem à artista Bibi Ferreira, por ocasião do seu centenário de nascimento.
Críticas Segundo a Secretaria Municipal de Cultura, o complexo cultural deve consumir só para manutenção – que inclui custos de água e luz, por exemplo – R$ 7 milhões por ano.Adiada a inauguração da Cidade da Música, diz secretário - Portal G1, 18 de dezembro de 2008
A localização da obra foi questionada, visto que alguns consideram que o local escolhido deveria ter abrigado uma estação de metrô ligada ao Terminal Alvorada.A Negação da cidade Posteriormente a prefeitura inaugurou no Jardim Oceânico a estação de metrô que se liga ao terminal.
A obra foi considerada por alguns como não-prioritária, citando-se os outros problemas que a cidade do Rio de Janeiro possui. Os atrasos na obra e os gastos, de mais de R$ 500 milhões, também foram alvos de críticas.Secretário municipal de Cultura diz que Cidade da Música ficará pronta em julho O Globo - 8 de abril de 2011 miniaturadaimagem|Foto aérea da Cidade das Artes
Infraestrutura Área do terreno: aproximadamente 95 mil m² Área construída: 87.403 m² Grande Sala - 1.235 lugares Teatro de Câmara - 439 lugares Sala Eletroacústica - 120 lugares Salas Multiuso 3 Salas de Cinema Sala de Leitura Sala de Dança Salas de Ensaio Camarins Galerias Jardins Praça - 6.000 pessoas Esplanada - 2.000 pessoas Restaurante Café das Artes Foyer entre outros espaços 738 vagas de estacionamento
Ver também Orquestra Sinfônica Brasileira Theatro Municipal do Rio de Janeiro Sala Cecília Meireles
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