Conde de Aurora foi um título nobiliárquico criado por D. Luís I de Portugal, por Decreto de 1 de Setembro de 1887, em favor de João de Sá Coutinho da Costa de Sousa de Macedo Sotomaior Barreto, antes 1.º Visconde de Aurora."Nobreza de Portugal e do Brasil", Direcção de Afonso Eduardo Martins Zúquete, Editorial Enciclopédia, 2.ª Edição, Lisboa, 1989, Volume Segundo, pp. 339-40
História miniaturadaimagem|213x213px|left|O 3.º Conde de Aurora (1939) O título de Conde de Aurora foi criado por D. Luís I, por Decreto de 1 de Setembro de 1887, em favor de João de Sá Coutinho da Costa Sousa de Macedo Soto-Maior Barreto, que fora anteriormente feito Visconde de Aurora por Decreto de 27 de Setembro de 1878. Nasceu a 7 de Fevereiro de 1838 e morreu em 1888. Filho do brigadeiro José de Sá Coutinho Barreto e de D. Maria José de Aurora Coutinho da Costa Sousa de Macedo, foi fidalgo-cavaleiro da Casa Real, comendador de várias ordens e administrador de diversos vínculos antigos, incluindo os de Fornelo, Refojos, Paçinhas, Santa Amaro, Bouça, Arcos de Valdevez, Sendufe, Feitosa e Nossa Senhora da Aurora.
Sucedeu-lhe o irmão, José de Sá Coutinho da Costa Sousa de Macedo Soto-Maior Barreto, 2.º Conde de Aurora, nascido em 1840 e falecido em 1896. Fidalgo-cavaleiro da Casa Real, era bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, tendo seguido carreira na magistratura, onde atingiu o cargo de desembargador da Relação do Porto. Herdou os senhorios e vínculos de seu irmão primogénito.
José António Maria Francisco Xavier de Sá Pereira Coutinho, nascido em Ponte de Lima em 1896 e filho do 2.º Conde, foi o 3.º Conde de Aurora. Licenciado em Direito, dedicou-se à gestão agrícola da sua casa, à vida cívica e cultural e emigrou em 1919 para Espanha, Brasil e Argentina. Participou em vários congressos e organismos nacionais, exerceu funções associativas e judiciais, e foi escritor, autor de obras como D. Aleixo (1921) e António Feijó (1922). Em 1935 foi distinguido com o prémio Eça de Queirós pelo romance O Pinto e, no ano seguinte, foi nomeado primeiro juiz do Tribunal do Trabalho do Porto, funções que exerceu durante mais de três décadas.
Propriedades A Casa de Nossa Senhora da Aurora tomou a sua forma no início do século XVIII, embora a família já aí residisse desde o século anterior. A fachada palaciana deve-se a João de Sá Soutomaior Rebelo, que em 1723 também instituiu a capela. Ao morgadio fundado em 1741 juntaram-se diversos vínculos administrados pela família, que no final do século XVIII já controlava mais de uma dezena. No século XIX, João Sá Coutinho Costa Sousa Macedo Sotomaior Barreto recebeu o título de conde de Aurora, sendo sucedido pelo irmão José, antigo magistrado em Goa. O 3.º conde, José António de Sá Pereira Coutinho, destacou-se como escritor e figura local. A casa conserva salões alinhados, capela com talha dourada, jardim oitocentista e o quarto onde faleceu, em 1756, o arcebispo D. José de Bragança.
Armas As armas dos Condes de Aurora são: escudo esquartelado, com Sá no 1.º quartel, Sotomaior no 2.º, Rebelo no 3.º e Abreu no 4.º; coroa de conde e timbre de Sá.
Viscondes de Aurora (1878) #TitularDatasTítulosNotas1João de Sá Coutinho da Costa Sousa de Macedo Soto-Maior Barreto1838 — 18881.º Visconde de AuroraCriado Visconde, por Decreto de 27 de Setembro de 1878, por D. Luís I;
Condes de Aurora (1887) #TitularDatasTítulosNotas1João de Sá Coutinho da Costa Sousa de Macedo Soto-Maior Barreto1838 — 18881.º Conde de AuroraElevado a Conde, por Decreto de 1 de Setembro de 1887, por D. Luís I; Casou, a 16 de julho de 1857, com a sua prima D. Ana Carolina de Araújo Azevedo de Vasconcelos Feio (1826 — 1916), filha do capitão-mor José de Araújo Azevedo de Vasconcelos e Melo e de D. Maria Guilhermina Feio de Magalhães Coutinho; Não teve descendência;2José de Sá Coutinho da Costa Sousa de Macedo Soto-Maior Barreto1840 — 18962.º Conde de AuroraIrmão do 1.º Conde de Aurora; Casou, a 16 de abril de 1890, com D. Maria Angelina da Natividade Pereira da Silva de Sousa e Meneses (1858 — 1908), filha do 2.º Conde de Bertiandos, de quem teve o único filho que lhe sucederia; O título foi-lhe confirmado em duas vidas, por Decreto de 12 de setembro de 1889;3José António Maria Francisco Xavier de Sá Pereira Coutinho1896 — 19693.º Conde de AuroraFilho do 2.º Conde de Aurora; Casou em Coimbra, a 29 de novembro de 1916, com D. Maria da Graça de Abreu Castelo Branco (1897 — 1984), filha do 3.º Conde de de Fornos de Algodres; Teve descendência deste casamento;
Representantes do título na República (1910) #TitularDatasTítulos pretendidosNotas4João de Sá Coutinho Rebelo Sotomaior1929 — 20124.º Conde de AuroraFilho do 3.º Conde de Aurora; Foi licenciado em Direito, diplomata, cavaleiro de Honra e Devoção da Ordem Soberana de Malta, antigo cônsul de Portugal em Belo Horizonte, Brasil, 1.º secretário de embaixada no Canadá e no Quirinal (Roma), conselheiro de embaixada em Londres, embaixador de Portugal na Guiné, Senegal, Angola e Espanha; Casou em Coimbra, a 10 de fevereiro de 1957, com D. Maria-Teresa da Costa de Sousa de Macedo Moreira; Teve descendência deste casamento;5José de Sousa de Macedo de Sá Coutinhon. 19585.º Conde de AuroraFilho do anterior e atual representante do título;
Referências
+Aurora +Aurora Categoria:Fundações em Portugal em 1887