+Energia na República Popular da ChinaEletricidadeProdução2,8344 trilhões de kWh (2006)Consumo 2,8248 trilhões de kWh (2006)Exportação 11,19 bilhões de kWh (2005)Importação 5,011 bilhões de kWh (2005)Fonte de produção de eletricidade |- |Termoelétrica||77,8% (68,7% do carvão) (2006) |- |Hidroelétrica||20,7% (2006) |- |Usina nuclear||1,1% (2006) |- |Outros||0,4% (2006) |- !colspan=2|Petróleo|- |Produção||3,631 bilhões de barris/dia (2005) |- |Consumo||6,534 milhões de barris/dia (2005) |- |Exportação|| 443.300 de barris/dia (2005) |- |Importação|| 3,181 milhões de barris/dia (2005) |- |Rede de importações||2,74 milhões de barris/dia (2005) |- |Reservas||16,3 bilhões de barris (1 de janeiro de 2006) |- !colspan=2|Gás natural'''Produção 47,88 bilhões de m³/dia (2005)Consumo 44,93 bilhões de m³/dia (2005)Exportação2,944 bilhões de m³/dia (2005)Importações 0 m³ (2005)Reservas 1,448 trilhões de m³ (1 de janeiro de 2006) Desde 1980, a produção de energia da China tem crescido dramaticamente, já que o consumo doméstico também aumentou drasticamente com o rápido crescimento econômico chinês. Cerca de 80% da eletricidade gerada no país vem de recursos fósseis, nas termoelétricas, e 17% vem de hidroelétricas. Somente 2% da produção de eletricidade na China vêm de usinas nucleares, principalmente nas províncias de Guangdong e Zhejiang.Associação Nuclear Mundial. Nuclear Power in China (Novembro 2007) Embora a China tenha um rico potencial energético, a maior parte ainda tem que ser desenvolvida. Além disso, a localização geográfica das áreas produtoras de eletricidade está relativamente distantes dos grandes consumidores industriais. Basicamente, o nordeste da China é rico em carvão mineral. A região central do Norte da China também é abundante em carvão mineral, e o Sudoeste da China tem um grande potencial hidroelétrico. Porém, as regiões mais industrializadas da China, o leste e o sudeste do país, tem pouca energia disponível, enquanto que há poucas indústrias pesadas em torno das principais fontes de energia, excetuando-se a região sul da Manchúria.
Embora a capacidade de geração de eletricidade tenha aumentado, ainda está longe da demanda necessária. Isto foi parcialmente devido à longa fixação dos preços do fornecimento de eletricidade, que eram tão baixos que as indústrias tinham poucos incentivos para realizar um programa de conservação de eletricidade. Além disso, sempre foi necessário transportar combustíveis (principalmente carvão mineral) a longas distâncias, dos locais de produção para os locais de consumo. O carvão mineral provê cerca de 20 a 45% de toda energia consumida na India, embora este percentual tenha diminuído gradualmente. A produção de petróleo, que cresceu rapidamente de uma base extremamente baixa durante o início da década de 1960, teve um pico de crescimento durante a década de 1980. A produção de gás natural ainda constitui somente uma pequena parte da produção geral de energia da China, embora sua participação esteja aumentando. Porém, o gás natural já ultrapassou o carvão mineral como fonte de energia de grandes cidades.
Na década de 1980, a demanda de energia cresceu exponencialmente como resposta à rápida expansão da economia. Porém, o seu aumento ainda ficou restringido devido à limitações de capital. Assim como em outros setores estatais da economia, o setor de energia sofreu com a baixa utilização e com ineficiências na produção, no transporte, na conversão, no consumo e na conservação. Outros problemas incluem a queda do preço real, o aumento de impostos e dos custos de produção, grandes perdas, encargo de grandes dívidas, investimento insuficiente, baixa produtividade, estrutura ineficaz de gestão, poluição ambiental e desenvolvimento tecnológico inadequado. Com o objetivo de garantir a demanda energética na China, o governo buscou aumentar a capacidade de geração de eletricidade para uma meta de 290 gigawatts, atingida no ano de 2000.
De acordo com estatísticas chinesas, a China conseguiu manter a taxa de crescimento da produção de eletricidade a quase metade do crescimento do PIB durante a década de 1990. Embora especialistas no assunto tenham declarado que estes números não são confiáveis, há um consenso de que a China conseguiu melhorar significativamente a sua eficiência energética durante este período. No final da década de 1990, o governo conseguiu adicionar mais de 10.000 megawatts de eletricidade na capacidade de produção chinesa por ano, a um custo anual de 15 bilhões de dólares. A China importou novas estações produtoras de eletricidade para aumentar a sua capacidade de geração, e essas novas unidades já participam com 20% da produção total de eletricidade na China. A capacidade de geração de eletricidade aumentou ainda mais durante a década de 2000 com os investimentos de grande escala sendo completados. Em 2001, foi projetado que a capacidade de geração de eletricidade chinesa deveria duplicar até o ano de 2020. O consumo de energia cresceu a quase 10% ao ano entre 2000 e 2005, mais do que o dobro do ritmo de crescimento registrado nas duas décadas anteriores.
Em 2003, a China superou o Japão para se tornar o segundo consumidor de energia primária do mundo, ficando somente atrás dos Estados Unidos. A China também é o segundo mais consumidor de petróleo do mundo, também ficando somente atrás dos Estados Unidos, e em 2006, o aumento da demanda da China representou 38% do aumento da demanda de petróleo de todo o mundo. A China também é o terceiro maior produtor de energia do mundo, ficando somente atrás dos Estados Unidos e da Rússia. É esperado que o consumo de eletricidade na China aumente mais de 40% ao ano até 2030, que necessitarão mais de 2 trilhões de dólares em investimentos para garantir a demanda. Espera-se também que a China aumente a sua capacidade de geração de eletricidade em 15.000 megawatts por ano, com 20% disto vindo de fornecedores estrangeiros.
A China, em grande parte devido às grandes preocupações com o meio-ambiente, queria mudar o seu sistema de geração de energia, altamente dependente do carvão mineral, que representa cerca de 70 a 75% de toda a produção de eletricidade, para uma produção com uma maior participação do petróleo, do gás natural, de energias renováveis e da energia nuclear. A China tem fechado milhares de minas de carvão para evitar a superprodução. De acordo com estatísticas chinesas, a produção de carvão mineral no país já foi reduzido em 25%.
Apenas um quinto de todas as novas termoelétricas a carvão instaladas entre 1995 e 2000 incluíam equipamentos para a dessulfurização. O interesse em energias renováveis está crescendo, mas excetuando-se a produção hidroelétrica, a participação das fontes renováveis de energia não deve superar 1 ou 2% de toda a produção elétrica no futuro próximo. O setor energético da China ainda esta sendo afetado pela dificuldade de se obter investimentos, incluindo financiamentos em longo prazo, e pelo balcanização de mercado, devido ao protecionismo que previne a instalação de grandes centros produtores de eletricidade mais eficientes de alcançar as economias de escala.
Desde 1993, a China tem sido um grande importador de petróleo, que vem na maior parte do Oriente Médio. As importações de petróleo representam 20% de todo o petróleo na China. Espera-se que a importação de petróleo aumente para 3,5 milhões de barris por dia em 2010. A China está interessada em diversificar as fontes de importação de petróleo e tem investido em bacias petrolíferas em todo o mundo. A China está começando a importar petróleo da Ásia Central e tem investido nas bacias petrolíferas do Cazaquistão. O governo também está planejando o aumento na produção de gás natural, que participa atualmente com apenas 3% de toda a produção energética do país, e incorporou uma estratégia sobre o gás natural no seu décimo plano econômico de cinco anos (2001-2005), com o objetivo de expandir a participação do gás natural na produção energética chinesa de 2 para 4% em 2005. Analistas esperam que a participação do gás natural na produção energética do país aumente para 10% em 2010.
O décimo primeiro plano econômico, anunciado em 2005 e aprovado pelo Congresso Nacional Popular em março de 2006, incluía maiores medidas de conservação da energia, incluindo o desenvolvimento de fontes renováveis de energia e o aumento da atenção para com o meio-ambiente. Estava previsto no plano a redução de 20% do consumo de energia por unidade de PIB em 2010. A transferência do carvão para outras fontes de energia ligeiramente mais limpas, tais como o petróleo, o gás natural, energias renováveis e energia nuclear é um componente importante do programa de desenvolvimento da China. O governo ainda pretende continuar a melhorar a eficiência energética e promover o uso da tecnologia do carvão mineral limpo. A China tem recursos hidroelétricos abundantes; a Barragem das Três Gargantas, por exemplo, terá uma capacidade produtiva de 18 gigawatts de eletricidade quando entrar em funcionamento pleno, ainda em 2009. Além disso, projeta-se que a participação da energia nuclear na produção energética chinesa irá aumentar de 1% em 2000, para 5% em 2030. A lei de energia renovável chinesa, que entrou em vigor em 2006, diz que as energias renováveis terão uma participação de 10% na produção energética total do país em 2020.
Em maio de 2004, o então Secretário de Energia dos Estados Unidos, Spencer Abraham, assinou um Memorando de Entendimento com a Comissão de Desenvolvimento e Reforma Nacional da China, que lançou o Diálogo de Política Energética Sino-americana. O diálogo fortaleceu as relações energéticas entre a China e os Estados Unidos, os dois maiores consumidores do mundo. O Diálogo de Política Energética Sino-americana foi construído sobre a já existente relação cooperativa em alta física de energia nuclear, em energias fósseis, em eficiência energética e energias renováveis, além de trocas de informações sobre assuntos energéticos. A Comissão de Desenvolvimento e Reforma Nacional da China e o Departamento de Energia dos Estados Unidos da América também trocou pontos de vista e informações técnicas sobre o uso pacífico de tecnologia nuclear, e reúne um Fórum da Indústria Petrolífera e de Gás Natural com a China.
Mineração Sistemas ultrapassados de mineração e de beneficiamento de minérios estão sendo substituídos por modernas técnicas, mas a rápida industrialização chinesa requer a importação de minérios do estrangeiro. Em particular, a importação de minério de ferro da Austrália e dos Estados Unidos aumentou rapidamente no início da década de 2000, já que a produção de aço cresceu mais rapidamente do que a produção de minério de ferro no país. Além disso, a China tem se tornado crescentemente ativa em vários países africanos para poder explorar minérios que o país necessita para o seu crescimento econômico, particularmente em países como a República Democrática do Congo e o Gabão.
Os minérios mais produzidos em 2004 foram carvão mineral (cerca de 2 bilhões de toneladas), minério de ferro (310 milhões de toneladas), petróleo (175 milhões de toneladas), gás natural (41 milhões de metros cúbicos), cloreto de sódio não-refinado (37 milhões de toneladas), minérios de antimônio (110.000 toneladas), minérios de estanho (110.000 toneladas), minérios de tungstênio (67.000 toneladas), minérios de níquel (64.000 toneladas), minérios de vanádio (40.000 toneladas) e minérios de molibdênio (29.000 toneladas). Em ordem de importância, a bauxita, a gipsita, a barita, a magnesita, o talco, e outros minerais relacionados, além de minérios de manganês, a fluorita e os minérios de zinco também são importantes. Ademais, a China produziu 2.415 toneladas de prata e 215 toneladas de ouro em 2004. O setor de mineração empregou menos de 0,9% de todos os trabalhadores na China, mas representa 5% da produção industrial total do país.