Speak Now é o terceiro álbum de estúdio da artista musical estadunidense Taylor Swift, lançado no dia 25 de outubro de 2010 através da Big Machine Records e do Universal Music Group. O disco foi divulgado dois anos depois do álbum Fearless (2008), um grande sucesso de vendas por parte de Swift. Suas composições foram assinadas exclusivamente pela cantora, enquanto suas produções foram realizadas por ela mesma em parceria com Nathan Chapman. A intérprete classificou Speak Now como um álbum conceitual sobre as coisas não ditas que ela queria entregar aos sujeitos de suas canções.

Usando composições confessionais, Speak Now aborda principalmente o desgosto e reflexões sobre relacionamentos rompidos, e algumas faixas foram inspiradas pelo estrelato crescente de sua intérprete aos olhos do público para confrontar seus críticos e adversários. Derivado principalmente do country pop, suas canções incorporam estilos proeminentes do rock, e suas melodias são caracterizadas por instrumentos acústicos entrelaçados com guitarras elétricas, bateria e orquestra de cordas. As gravações do projeto ocorreram entre 2008 e 2010, em estúdios de gravação em Nashville, Hollywood e Bowling Green.

Os críticos musicais especializados, em sua maioria, elogiaram Speak Now por suas melodias amigáveis ​​ao rádio e envolvimento emocional. Alguns deles acharam que as letras representavam a maturidade de Swift no início da vida adulta, mas vários outros perceberam as faixas de confronto como superficiais. O trabalho foi incluído na lista dos cinquenta melhores álbuns femininos de todos os tempos compilada pela Rolling Stone em 2012; assim, a intérprete, com 22 anos na época da publicação, tornou-se a cantora mais jovem da história a ter um disco na lista. Comercialmente, conseguiu um grande destaque de vendas em seus primeiros meses de comercialização, estreando na primeira posição da parada musical americana Billboard 200 com vendas iniciais de 1 milhão e 47 mil cópias, o que marcou a maior semana de vendas de todos os tempos para um disco country de uma artista feminina, superando Up! (2002), da canadense Shania Twain. Ele também atingiu excelentes índices de vendas em países como o Canadá, a Austrália e o Brasil, obtendo discos de ouro e platina nessas e em outras diversas regiões ao redor do mundo.

Seis singles oficiais e algumas canções promocionais foram lançadas. O primeiro, "Mine", cujo lançamento ocorreu em 4 de agosto de 2010, obteve um bom desempenho nas paradas musicais de países como Estados Unidos e Canadá. Em 5 de outubro do mesmo ano, Swift divulgou a faixa-título "Speak Now" como single promocional da obra, obtendo um destaque moderado nas paradas porém sendo bastante elogiada pelos críticos. Nas semanas seguintes, ela divulgou as faixas "Back to December" e "Mean", inicialmente também lançadas como faixas promocionais, mas que foram semanas depois anunciadas como o segundo e terceiro singles do material, respectivamente. "The Story of Us", "Sparks Fly" e "Ours" foram enviadas as rádios como os três singles seguintes do disco, e alcançaram sucesso moderado nos Estados Unidos e Canadá. As faixas bônus "If This Was a Movie" e "Superman" também foram liberadas como canções promocionais, e fizeram aparições apenas nas paradas estadunidenses. A divulgação de Speak Now foi feita através de diversas apresentações realizadas por Swift em programas de televisão, rádio, concertos especiais e embarcou em sua segunda turnê mundial, a Speak Now World Tour (2011-12). Em 2023, após uma disputa acerca da posse de seus masters, foi lançada uma regravação do álbum, intitulada Speak Now (Taylor's Version).

Antecedentes

Taylor Swift lançou seu segundo álbum de estúdio Fearless pela Big Machine Records, de Nashville, em novembro de 2008. Nos Estados Unidos, o material passou 11 semanas em primeiro lugar na parada Billboard 200, a mais longa permanência de uma artista feminina de country. No fim de 2009, com apenas 20 anos, ela tornou-se a artista mais jovem a ter o disco mais comprado do ano no país, desde que a Nielsen SoundScan começou a monitorar as vendas de álbuns em 1991. Dois dos singles do projeto, "Love Story" e "You Belong with Me", tiveram um bom desempenho nas rádios country e pop e trouxeram a cantora à proeminência do mainstream. "Love Story" e "You Belong with Me" tornaram-se as primeiras músicas country a alcançar o primeiro lugar nas paradas Mainstream Top 40 e Radio Songs, respectivamente. Na 52.ª edição dos Grammy Awards, realizado em fevereiro de 2010, Fearless ganhou, entre vários outros prêmios, o principal da noite; o de Álbum do Ano.

No mesmo evento, Swift cantou "You Belong with Me" e "Rhiannon" com Stevie Nicks; alguns críticos comentaram que Swift se apresentou com vocais fracos. Contudo, o sucesso de Fearless fez dela uma das mais bem sucedidas estrelas da música country a cruzar para o mercado mainstream. Nos MTV Video Music Awards de 2009 — onde a cantora ganhou o prêmio de Melhor Vídeo Feminino por "You Belong with Me" —, o rapper Kanye West interrompeu seu discurso de aceitação; o incidente recebeu ampla cobertura da mídia e ficou conhecido como "Kanyegate". A MTV News comentou que o incidente nos MTV Awards transformou a artista em uma "celebridade mainstream genuína", e o The New York Times disse que foi revigorante ver uma cantora e compositora talentosa como ela "cometer um erro ocasional". A artista começou a escrever para seu terceiro álbum de estúdio imediatamente após lançar Fearless e continuou durante sua Fearless Tour em 2009 e 2010.

Escrita e gravação (A faixa-título) pertence ao álbum e a toda sua temática como um conceito. Estive trabalhando nesse disco durante dois anos, ou seja, desde que Fearless foi lançado. Escrevi-o, visualizei-o e contextualizei-o na minha mente, e ainda estou tentando adivinhar como ele vai sair. [...] Eu escrevo sobre a minha vida, então preciso de tempo para viver e escrever sobre situações pessoais. Nos últimos dois anos experimentei várias coisas e pude falar sobre elas agora, coisa que não podia fazer antes.—Swift antes do lançamento do álbum, explicando o conceito por trás do título e descrevendo o processo de desenvolvimento do projeto. Por causa de sua extensa agenda de shows, Swift escreveu seu terceiro álbum sozinha: "Eu tinha minhas melhores ideias às 3:00 da manhã no Arkansas, e eu não tinha um co-escritor por perto, então eu sozinha terminava. Isso se repetia em Nova Iorque e depois novamente em Boston e em Nashville". Inspirada por seu crescimento na idade adulta, ela concebeu Speak Now como um álbum conceitual sobre as coisas que ela queria contar a certas pessoas que conheceu, mas nunca teve a chance. Assim como em suas composições em discos anteriores, a musicista se esforçou para transmitir honestidade emocional com detalhes tão específicos quanto possível, acreditando que é importante para um compositor fazer isso. Ela descreveu suas canções como "pedaços de um diário" sobre suas emoções que a ajudaram a navegar na vida adulta. Além disso, escolheu não seguir a tendência de artistas de sua idade em fazer música cada vez mais sexualizada e acreditava que tal caminho seria incongruente com sua visão artística. Ela escreveu cerca de 25 músicas e, no início de 2010, começou a selecionar quais iriam integrar o projeto. Para garantir que o mesmo fosse coerente, ela tocou as músicas para sua família, amigos e o produtor Nathan Chapman, que a produzia desde seu álbum de estreia (2006).

Embora o sucesso comercial de Fearless tenha permitido que Swift contratasse um grupo maior de produtores, ela escolheu trabalhar apenas com Chapman porque acreditava que eles tinham um relacionamento produtivo. O processo de gravação começou com uma fita demo; ela gravou os vocais e tocou guitarra, e ele cantou vocais de apoio e tocou outros instrumentos. Depois de arranjar as demos, Swift e Chapman abordaram outros engenheiros e músicos para ajustar alguns elementos, incluindo overdubs e programação de bateria. A primeira faixa que ele produziu com ela em Speak Now foi "Mine", que eles gravaram em cinco horas. Por causa de sua autonomia artística, Chapman disse que ele era responsável por "60 por cento das músicas do álbum, incluindo 90 por cento das guitarras". Grande parte de sua produção para Speak Now é idêntica à de Fearless; ele programou a bateria com o software Superior Drummer, da Toontrack, tocou bateria no teclado Roland Fantom G6, adicionou guitarras elétricas aos arranjos, gravou os vocais de Swift com um microfone Avantone CV12 e seus vocais de apoio com um Shure SM57, produziu o baixo com um pré-amplificador Avalon VT737 e usou o CLASP System da Endless Audio para sincronizar sua edição no Pro Tools e no Logic. Por causa do apelo country da intérprete, ele pediu a outros músicos, principalmente em Nashville, que substituíssem sua programação de bateria por bateria ao vivo e adicionassem instrumentos acústicos como violino. Por exemplo, o produtor pediu a Steve Marcantonio para adicionar a bateria programada em "Mine" no Blackbird Studios em Nashville. Para algumas faixas, incluindo "Back to December", Swift e sua equipe foram ao Capitol Studios, em Los Angeles, para gravar a orquestração de cordas.

Após o término da gravação, Justin Niebank mixou o álbum em um Pro Tools nos Blackbird Studios; ele já havia mixado algumas faixas de Fearless. Em três semanas, Niebank terminou de mixar 17 faixas, incluindo 14 na edição padrão e três faixas bônus na edição deluxe. Como a intérprete queria que Speak Now tivesse uma comunicação direta com seu público, Niebank infundiu reverberação monoaural inspirada na música produzida nos anos 1950 e 1960 na mixagem para evocar uma vibração "vintage" e "retrô" que, de acordo com Niebank, trouxe uma sensação de autenticidade. Hank Williams masterizou as gravações. Como grande parte da obra foi gravado e mixado em Nashville, Niebank acreditava que isso o destacava entre os álbuns populares que foram manipulados com as tecnologias contemporâneas Auto-Tune e Melodyne. Embora Chapman fosse responsável por grande parte da produção, ele disse que o crédito de co-produção de Swift "não é um crédito de vaidade. Éramos realmente uma equipe, muito colaborativa".

As gravações e Speak Now ocorram em Hollywood, na Califórnia; em Nashville; e em Bowling Green, no Kentucky. Contou, ainda, com a produção executiva de Scott Borchetta e o auxílio da própria Swift e de músicos como Paul Buckmaster, que foi o responsável pelo arranjamento da orquestra presente em "Back to December" e "Haunted". Inicialmente se chamaria Enchanted, porém segundo Borchetta esse título não era suficientemente adequado a temática da obra. Durante uma entrevista para a Billboard, o produtor executivo revelou que o título inicial foi proposto pela própria artista. Ele declarou: "Estávamos almoçando e ela de repente começou a tocar várias novas canções pra mim. Em seguida, eu olhei pra ela como quem dizia: "Taylor, esse álbum não é mais sobre contos de fada e o colegial. Você não está mais neles, e não acho que ele deva se chamar Enchanted". Segundo Borchetta, Swift deixou a mesa onde almoçavam logo em seguida e só voltou momentos depois, já com o título oficial do disco, que de acordo com o produtor "chega o mais perto possível de representar a evolução em sua carreira [da cantora] e seu entendimento ainda imaturo do mundo".

Estrutura musical