Terapia analítico-comportamental (TAC) é um termo guarda-chuva que se refere à modelos de psicoterapia embasados na teoria behaviorista radical e na análise do comportamento criados em solo brasileiro.

A TAC objetiva analisar a relação que os comportamentos do paciente têm com o ambiente em que este vive, ajudá-lo a entender quais comportamentos estão sendo mais ou menos adaptativos - a partir da discriminação das consequências reais destes comportamentos e da função deles em sua vida-, e capacitá-lo a manter comportamentos mais saudáveis, que lhe tragam menos sofrimento e mais reforçadores positivos naturais.

Eficácia As técnicas desta abordagem envolvem grande volume de experimentos empíricos que sustentam sua eficácia no tratamento de múltiplos transtornos psicológicos.DOUGHER, M.J. - Clinical behavior analysis. Context Press, Reno, 2000. Alguns autores defendem a TAC enquanto uma terapia mais eficaz no tratamento da depressão quando comparada à terapia cognitivo-comportamental ABREU, Paulo Roberto. Terapia analítico-comportamental da depressão: uma antiga ou uma nova ciência aplicada?. Rev. psiquiatr. clín. [online]. 2006, vol.33, n.6 [cited 2010-07-27], pp.322-328..

Entretanto, esse ainda é um tópico de debate, visto que as abordagens comportamentais de raiz skinneriana historicamente privilegiaram metologias de estudo distintas do que é entendido atualmente pela maioria dos pesquisadores como padrão-ouro para o estudo de eficácia em psicoterapias. Ao mesmo tempo, tais afirmações também assumem que o modelo analítico-comportamental brasileiro equivale aos modelos de ativação comportamental desenvolvidos em solo estrangeiro.

De todo modo, as terapias analítico-comportamentais, seguindo a linha do behaviorismo, apresentam hoje propostas de intervenção com larga aplicação e validação empírica por equivalência, aplicáveis a transtorno de ansiedade generalizada, transtorno do pânico, fobia social, agorafobia, fobia específica, depressão nervosa (leve, moderada e severa), alcoolismo, tabagismo, dependência química, entre outros.DOUGHER, M.J. - Introduction. Behav Anal 17: 287-288, 1994.

História Desde a vinda de Fred Keller ao Brasil em 1961, e a criação do Departamento de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), diversos cientistas e terapeutas brasileiros buscaram formas de aplicar os princípios do comportamento estudados em laboratório ao contexto clínico.

A ausência de modelos prévios, e a fragmentação dos departamentos e estudiosos da análise do comportamento no Brasil, esta diretamente relacionada à ditadura militar, favoreceram o desenvolvimento de múltiplas formas de entender, ensinar e aprender terapias de base comportamental.

No começo do século XXI, visando distinguir as terapias comportamentais do modelo de terapia cognitivo-comportamental, que começava a ganhar tração no meio brasileiro, foi cunhado o termo Terapia Analítico-Comportamental.

Ver também Psicologia B. F. Skinner

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