A Livraria Schmidt Editora foi uma livraria e editora brasileira, localizada no Rio de Janeiro, que esteve em atividade de 1930 a 1939, e que anteriormente teve o nome de Livraria Católica.

Histórico A Livraria Schmidt foi fundada em 1930 pelo poeta Augusto Frederico Schmidt, na Rua Sachet, nº 27, com o nome Livraria Católica. Schmidt logo se tornou o principal editor da geração modernista da época.

O modernismo, vinculado ao nacionalismo, ganhara implicações religiosas, quando o catolicismo renasceu, como uma contestação ideológicaHallewell, 1985, p.339. Tal renascimento pode ser decorrente do período de 2 anos antes, quando houve a trágica morte de Jackson de Figueiredo, houve a conversão de Alceu Amoroso Lima e houve o primeiro feito político do movimento: a reintrodução do ensino religioso nas escolas públicas de Minas Gerais.

A Livraria Católica logo se tornou ponto de encontro da elite intelectual da época, com freqüentadores como Manuel Bandeira, Afonso Arinos de Melo Franco, Hamilton Nogueira, Sobral Pinto e Alceu Amoroso Lima, e ficaram conhecidos como o “Círculo Católico”Hallewell, 1985, p. 339. Defendiam, principalmente, a convicção de que o artista deve se preocupar com questões de teoria política e social, e a defesa de uma literatura engajada.

Schmidt não era, porém, ideologicamente inflexível, e acabou mudando o nome da livraria, tirando a palavra “católica” e a denominando apenas Livraria Schmidt Editora. Seu primeiro lançamento foi “Oscarina”, uma coletânea de contos sobre a classe inferior urbana e a vida militar. O autor era Eddy Dias da Cruz, caixeiro viajante de 24 anos que assinava Marques Rebelo. Em seguida, Schmidt lançou o 1º livro do ainda mais jovem Octavio Faria, de 23 anos, “Maquiavel e o Brasil”. O 3º livro publicado por Schmidt foi “A Mulher que fugiu de Sodoma”, de José Geraldo Vieira, e em 1931, lançou “O País do Carnaval”, de Jorge Amado.

Após 1934, houve um gradativo declínio da Schmidt, e em 1939 foi absorvida e suas instalações foram adquiridas por Zélio Valverde, de cuja firma Schmidt se tornou sócioHallewell, 1985, p. 343.

Lista parcial de obras “Outubro de 1930”, Virgílio de Melo Franco (irmão de Afonso Arinos) “O Inconfidente Cláudio Manuel da Costa” e “As Cartas Chilenas”, Caio Melo Franco (também irmão de Afonso Arinos), 1931 “Alberto Torres e o tema de nossa geração”, Cândido Motta Filho, 1931 “Debates Pedagógicos”, de Alceu Amoroso Lima “João Miguel”, Raquel de Queirós, 1933 "Hamleto (Hamlet)" , Tristão da Cunha, 1933 “Caetés”, Graciliano Ramos, 1933 “A Introdução à Realidade Brasileira”, Afonso Arinos Melo Franco, 1933 “Casa Grande e Senzala”, Gilberto Freyre, 1933 “Maleita”, Lúcio Cardoso, 1934

Coleção Azul: A Desordem, Virgílio de Santa Rosa.1932. A Gênese da Desordem, de Alcindo Sodré, 1932 O Sentido do Tenentismo, de Virgílio de Santa Rosa, 1932 O Brasil Errado, de Martins de Almeida, 1932 O que é o Integralismo?, Plínio Salgado, 1933 A psicologia da revolução, Plínio Salgado, 1933 Na revolução de 1930, de Estevão Leitão de Carvalho, 1933

Ver também História do livro no Brasil

Bibliografia

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