Jonathan Dwight Jones, mais conhecido como Jon “Bones” Jones (Rochester, 19 de julho de 1987), é um lutador (apesar de não lutar desde novembro de 2024) norte-americano de artes marciais mistas (MMA). Ele competiu pelo Ultimate Fighting Championship (UFC).

Possui 14 cinturões na categoria Light Heavyweight com 11 defesas e 2 cinturões na categoria Heavyweight com 1 defesa. Assim acumulando ao longo da sua carreira 16 cinturões com 12 defesas de títulos, estabelencendo um recorde de lutador com mais cinturões ganhos da história do UFC. Além disso, Jones foi campeão aos 23 anos, o mais jovem campeão da história do UFC, é considerado por alguns o melhor lutador de todos os tempos do MMA devido aos seus feitos dentro do desporto.

Aos 23 anos, Jones se tornou o campeão mais novo na história do UFC ao conquistar o cinturão do peso meio-pesado contra Maurício "Shogun". Posteriormente, Jones derrotou 5 ex-campeões meio-pesados e manteve o maior reinado da história da categoria, fato que lhe rendeu o topo dos lutadores Ranking Peso por Peso do UFC onde permaneceria até ser destituído de seu cinturão após se envolver em um acidente de trânsito.

Fora do octógono, Jones coleciona controvérsias. Ele foi detido por suspeita de violência doméstica e acidentes de trânsito além de longo histórico de vício com drogas e álcool.

Após três anos afastados do esporte, ele se tornou campeão dos pesos-pesados em março de 2023 ao derrotar Ciryl Gane em sua sua estreia na categoria. Jon Jones permanece praticamente invicto no MMA. Sua única derrota foi por desclassificação, após nocautear Matt Hamill com um golpe ilegal.

Carreira no MMA

Início da carreira Antes de iniciar sua carreira no MMA, Jones era um grande wrestler no ensino médio e campeão estadual pelo Union-Endicott High School, em Los Angeles. Ele ganhou um campeonato nacional JUCO na Iowa Central Community College. Após sua transferência para Morrisville State College, ele decidiu abandonar a faculdade onde estudava Justiça Criminal, para começar sua carreira no MMA.

Jones fez sua estreia no MMA profissional em abril de 2008. Ele acumulou um recorde invicto de 6-0 durante um período de três meses, finalizando todos os seus adversários. Isto levou-o para a atenção do UFC, que lhe pediu para substituir um lutador à duas semanas da luta, em julho de 2008.

Em sua última luta antes de assinar com o UFC, Jones derrotou Moyses Gabin na BCX 5 pelo Cinturão Meio-Pesado USKBA. Ele venceu a luta por nocaute técnico no segundo round.

Carreira no UFC A estreia de Jones no UFC foi contra André Gusmão no UFC 87 em 9 de agosto de 2008. Jones foi avisado da luta com duas semanas de antecedência, sendo o substituto de Tomasz Drwal. Ele mostrou um desempenho impressionante de quedas e exibição de golpes pouco utilizados, com cotoveladas giratórias e um chute para trás girado. Jones teve uma vitória por decisão unânime.

Em sua segunda luta, Jones lutou contra o veterano Stephan Bonnar no UFC 94 em 31 de janeiro de 2009. Jones machucou uma das pernas de Bonnar e conseguiu uma cotovelada de costas que quase nocauteou seu adversário durante o primeiro round. Embora parecesse cansado no terceiro round, Jones aguentou para conseguir outra vitória por decisão unânime.

A terceira luta de Jones foi contra Jake O'Brien no UFC 100 em 11 de julho de 2009. Jones controlou a maior parte da luta, evitando muitas tentativas de quedas de seu oponente. Jones ficou exercendo a sua vantagem de alcance e encontrou seu alcance até o final do primeiro round com um jab direita e chutes altos e baixos. Na metade do segundo round, Jones passou a mostrar mais o seu movimento assinatura, a cotovelada giratória, e depois conseguiu uma guilhotina que deixou seu adversário momentaneamente inconsciente logo depois dele desistir.

Em setembro de 2009, Jones foi recompensado por suas vitórias através da assinatura de um novo contrato de quatro lutas com o UFC.

Após mais duas vitórias no Ultimate, Jon Jones enfrentou Matt Hamill no The Ultimate Fighter: Heavyweights Finale, em 5 de dezembro de 2009. Apesar de dominar o combate, Jones foi desqualificado após desferir cotoveladas ilegais, golpes que normalmente o fariam perder um ponto no assalto, mas Hamill deslocou o ombro e, assim, não pôde continuar o combate, o que obrigou o árbitro a encerrar o combate, com Jones conhecendo assim sua única derrota até o momento.

Depois de vencer Brandon Vera e Vladimir Matyushenko por nocaute técnico no 1º assalto, Jones enfrentou no UFC 126, o até então invicto, Ryan Bader. Após dominar o 1º assalto, Jones tirou a invencibilidade do adversário ao finaliza-lo com uma guilhotina no 2º round.

Logo após a vitória, recebeu a notícia que seu companheiro de treinos Rashad Evans, que por causa de uma lesão no joelho, não poderia disputar o cinturão contra Maurício Rua. Assim, Jones iria o substituir neste combate.

Cinturão Meio-Pesado do UFC

No UFC 128, um pouco mais de um mês depois de ter lutado contra Bader, Jones se tornou campeão peso meio-pesado do UFC ao vencer o brasileiro Maurício 'Shogun' Rua. Neste combate, o lutador americano dominou os três assaltos, que terminou por nocaute técnico no 3º assalto.

A primeira defesa do título seria contra seu ex-companheiro de equipe Rashad Evans, porém Jon Jones sofreu uma lesão na mão, e após consultar médicos, decidiu descansar e se recuperar sem a necessidade de cirurgia. Eventualmente, Jones acabou fazendo sua primeira defesa em 24 de setembro de 2011, no UFC 135, Jones fez sua primeira defesa contra Quinton Jackson, vencendo por finalização no 4º assalto.

Sua segunda defesa novamente foi marcada para ser contra Rashad Evans no UFC 140, mas Evans se machucou e então a luta foi entre Jones e Lyoto Machida, Jones levou um sufoco no primeiro round, mas no segundo abriu um grande corte no rosto do brasileiro, e Jones finalizou com uma guilhotina aos 4:26 do segundo round, deixando Lyoto desacordado no octógono.

Enfim, a luta entre Jon Jones e Rashad Evans foi remarcada dessa vez para o UFC 145, em 21 de Abril de 2012, e, após cinco rounds mornos, Jones venceu Evans por decisão unânime (49-46, 49-46, 50-45).

Sua quarta defesa de cinturão seria contra Dan Henderson no UFC 151, mas Hendo se machucou uma semana antes do combate. Então Chael Sonnen recém chegado na categoria, foi oferecido para Jon Jones, ele aceitou o desafio, mas horas depois voltou atrás e se recusou a enfrentar Sonnen pelo cinturão. Com a recusa da luta, o UFC 151 foi cancelado. Mais tarde, foi relatado que Henderson se machucou três semanas antes do anúncio, mas manteve a lesão em segredo, por ele ainda esperar competir. No entanto, ele acabou sendo forçado a se retirar depois de uma sessão de sparring final para avaliar sua condição.

Jones então enfrentaria Lyoto Machida no UFC 152, porém horas depois, Machida recusou o combate alegando que não haveria tempo suficiente para se preparar para o combate, Maurício Shogun também recusou a luta alegando pouco tempo para se preparar. Após todos esses contratempos, foi anunciado que a luta principal do UFC 152 seria entre Jon Jones e Vitor Belfort, pelo cinturão dos meio-pesados.

No UFC 152 contra Vitor Belfort, no dia 22 de Setembro de 2012, Jones quase foi finalizado com um armlock no primeiro round, depois castigou Belfort de forma implacável nos três rounds seguintes com cotoveladas e socos certeiros, até conseguir encaixar uma chave americana no início do 4° round.

No dia foi anunciado que Jones seria técnico do The Ultimate Fighter 17, contra Chael Sonnen, com um confronto marcado entre os treinadores no dia , no UFC 159. No combate, Jones derrubou Sonnen e o infringiu vários golpes, vencendo no primeiro assalto por nocaute técnico. Contudo, Jones deslocou o hálux (dedão do pé) esquerdo durante a luta. Com a vitória, Jon Jones empatou com Tito Ortiz como o campeão com mais defesas consecutivas do cinturão da categoria de meio-pesado do UFC, com 5 defesas.

Recorde de defesas consecutivas do UFC Jones enfrentou Alexander Gustafsson no dia 21 de setembro de 2013, no UFC 165. Jones teve seu supercilio cortado profundamente durante o primeiro round, e teve que implorar para os médicos do UFC não interromperem a luta. No entanto, Jones acabou saindo vencedor por decisão unânime dos juízes (48-47, 48-47 e 49-46). Depois da luta, Jones disse que Gustafsson foi o adversário mais duro de sua carreira. Ambos os lutadores foram carregados até o hospital, e por isso não houve coletiva.

Com a vitória, Jones passou Tito Ortiz e obteve o recorde de maior número defesas consecutivas pelos meio-pesados do UFC. A luta levou o prêmio de Luta da Noite, e também recebeu inúmeros elogios da imprensa: “uma batalha épica”, “clássico instantâneo”, “a maior luta da história dos meio pesados”, “uma das grandes lutas da história do UFC”.

Jon Jones e Alexander Gustafsson bateram o recorde de uma luta dos meio-pesados (e a segundo marca entre todas as categorias) no quesito golpes significativos aplicados. Somados, foram 244 no UFC 165.

Apesar do apelo dos fãs para uma revanche contra Alexander Gustafsson, o presidente da organização, Dana White, confirmou que o próximo adversário de Jones seria o brasileiro Glover Teixeira.

A luta contra Glover foi marcada para o UFC 169, UFC 170 e UFC 171, porém, em todas as vezes cancelada. A luta enfim aconteceu em 26 de Abril de 2014 no UFC 172. Jones venceu por decisão unânime, dominando a luta nos cinco rounds.

Depois de defender pela sétima vez o cinturão dos meio-pesados, Jon Jones era esperado para realizar a revanche contra Alexander Gustafsson no UFC 178 no dia 27 de Setembro de 2014. No entanto, Gustafsson rompeu o menisco e foi retirado do card, seu substituto foi o invicto e ex-campeão do Strikeforce Daniel Cormier

Jones e DC protagonizaram vários debates calorosos durantes as coletivas, que culminaram a uma briga durante um dos eventos promocionais. Os lutadores precisaram ser apartados depois de se emaranharem em uma grande confusão entre socos e pontapés.

Jones lesionou o tornozelo durante os treinos para o combate entre os dois, marcado para o UFC 178, em 27 de setembro, e a luta foi retirada do evento. O duelo foi transferido para 3 de janeiro de 2015, data do UFC 182, em Vegas. Jones venceu por decisão unânime (triplo 49 a 46), numa luta em que surpreendentemente derrubou o wrestler olímpico cinco vezes.

Punição do UFC Em 28 de abril de 2015, Jones foi retirado do UFC 187 e foi destituído de seu cinturão, depois de provocar um acidente de trânsito e de fugir do local sem socorrer uma das vítimas, que estava grávida e acabou quebrando o braço.

Retorno ao UFC Após ser reintegrado ao UFC, Jones enfrentaria o campeão Daniel Cormier no UFC 197 pelo cinturão peso meio pesado, no entanto, Cormier se lesionou e foi removido do card com isso, Jones enfrentou Ovince St. Preux em 23 de Abril de 2016 no UFC 197 pelo cinturão interino. Jones venceu a luta por decisão unânime dos jurados, porém, sua atuação na luta foi bem diferente, Jones estava menos agressivo e mais lento, mas isso não muda o fato de ter dominado St. Preux em todos os rounds. Após a luta Jones afirmou que não se importava com o título Interino, pois ele queria o verdadeiro cinturão que estava nas mãos de Daniel Cormier.

Jones era esperado para unificar os títulos contra o atual campeão Daniel Cormier. O combate seria o evento principal do UFC 200, em 9 de Julho de 2016, porém foi cancelado devido Jones apresentar potencial violação por dopagem.

Reconquista e perda do cinturão Meio-Pesado do UFC