miniaturadaimagem|Thorstein Veblen, economista que cunhou a expressão "consumo conspícuo" em 1899 Em sociologia e economia, consumo conspícuo ou consumo ostentatório refere-se à prática de consumir, de maneira ostensiva, bens e serviços de alto preço e alto valor simbólico, como demonstração pública da riqueza do consumidor, no intuito de alcançar ou manter um certo status social.Phillips, Ronnie J. (2014). Conspicuous consumption. Encyclopedia Britannica. A prática é comum entre as classes sociais mais ricas.
O conceito de consumo conspícuo foi estabelecido pelo economista e sociólogo estado-unidense Thorstein Veblen (1857–1929), em sua obra A Teoria da Classe Ociosa (The Theory of the Leisure Class: An Economic Study in the Evolution of Institutions), publicada em 1899. Veblen, Theorstein.The Theory Of The Leisure Class. Random House, 1934 [Macmillan Company, 1899]. No livro, Veblen identifica, descreve e explica as características comportamentais dos nouveaux arrivés (literalmente, os 'recém-chegados': arrivistas ou novos ricos), cuja fortuna estaria ligada à acumulação de capital durante a Segunda Revolução Industrial (1860–1914) e que deviam sua ascensão à classe ociosa "ao exercício de características e propensões que não devem ser classificados como proezas no sentido antigo". Naquele contexto, o termo "consumo conspícuo" era aplicado estritamente a homens, mulheres e famílias da classe alta que empregavam sua riqueza como meio de manifestar publicamente seu poder e prestígio social, real ou aparente. O autor observa que "a base sobre a qual repousa a boa reputação [de uma pessoa] em qualquer comunidade industrial altamente organizada é a força pecuniária, sendo que os meios de demonstrar força pecuniária e, portanto, de ganhar ou manter um bom nome, são o ócio e o consumo conspícuo de bens".
Ver também Anticonsumismo Conservação conspícua Consumismo Consumo Consumo sustentável Defesa do consumidor Lazer conspícuo Ostentação
Categoria:Microeconomia Categoria:Sociologia Categoria:Teoria do consumidor