Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT) foi a empresa operadora de telefonia associada ao sistema Telebras no estado do Rio Grande do Sul antes do processo de privatização em julho de 1998.
História A CRT foi fundada em 30 de dezembro de 1960, pela Lei Estadual nº 4.073, durante o governo de Leonel Brizola. Inicialmente possuía 51% das ações pertencentes ao Governo do Estado do Rio Grande do Sul, com o restante pertencente à Companhia Telefônica Nacional (na época, uma filial da estadunidense International Telephone and Telegraph), que atuava no estado desde janeiro de 1950. Posteriormente, em 16 de fevereiro de 1962, os 49% restantes pertencentes à Companhia Telefônica Nacional foram estatizados.
Entre os anos de 1972 a 1998, a CRT foi associada ao sistema Telebras. Em 1993, foi considerada pela revista Exame como a melhor empresa de serviços públicos do país.
Operava os serviços de telefonia fixa e móvel (com o nome de Celular CRT) em todo o estado do Rio Grande do Sul, exceto nas cidades de Pelotas e Capão do Leão, que eram atendidas pela CTMR.
Em dezembro de 1996, a CRT teve 35% de seu capital arrematado por R$ 681 milhões pelo consórcio Telefônica do Brasil Holding (TBH), formado pela empresa espanhola Telefónica, pela Rede Brasil Sul de Comunicações (RBS) e pelo grupo financeiro norte-americano Citicorp. O estado continuou no controle da empresa. Em junho de 1998, o restante do capital da empresa foi adquirido por R$ 1,7 milhão. No entanto, como a Telefónica já havia adquirido a Telesp no mesmo ano, não pôde continuar como sócia majoritária da CRT. Na mesma data, a Portugal Telecom adquiriu 19,58% das ações da CRT em conjunto com as espanholas Iberdrola e o Banco Bilbao Vizcaya (BBV). O consórcio Telefônica do Brasil Holding passou a se chamar de Tele Brasil Sul (TBS), formada pela Telefónica, Portugal Telecom, RBS, Iberdrola e BBV. Em fevereiro de 1999, a Portugal Telecom anunciou a venda de ações na CRT. Em julho de 2000, a Telefónica anunciou a venda da CRT para a Brasil Telecom pelo valor de US$ 800 milhões, sendo incorporada à empresa em dezembro do mesmo ano. Em 2008, a Brasil Telecom foi vendida à Oi. O sistema celular continuou como Telefônica Celular, que em 2003 foi uma das formadoras da Vivo.
Ver também Telefone Central telefônica Lista telefônica
Ligações externas Revista Brasileira de Telecomunicações Relatórios da Administração - Telebras
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