Estrutura política e administrativa

Tradicional A estrutura política e administrativa tradicional de Timor-Leste baseia-se num conjunto hierarquizado de reinos que têm por base a família. Um pequeno grupo de famílias compõe uma povoação, na sua maioria dispersas pelo território, vulgarmente conhecidas por cnuas. O chefe de povoação constitui a escala mais baixa da nobreza timorense.

Ao conjunto de várias cnuas chama-se suco, administrado pelo chefe de suco, e, ainda que alguns possam ser independentes, a sua maioria agrupa-se em reinos ou regulados, regidos por liurais, os reis ou régulos.

Antigamente, os reinos pertenciam a dois impérios, o dos Belos, que dominavam a metade oriental da ilha, e o dos Baiquenos, império da metade ocidental de Timor. Os recentes conflitos sobre a soberania da ilha de Timor têm raízes ancestrais . A sucessão do poder administrativo e político timorense possui um carácter hereditário, no entanto, não obrigatoriamente directo, pois a sucessão pode recair sobre um segundo filho ou mesmo sobrinho. O conceito de sucessão e de vassalagem é, assim, semelhante ao da estrutura europeia ocidental feudal, compreendendo-se, desta forma, a fácil assimilação da organização administrativa e social portuguesa depois do século XVI.

Administração colonial portuguesa (do séc. XVI a 1975) Muito embora a presença portuguesa no território de remonte ao início do século XVI, só nos princípios do século XVIII, com a nomeação do primeiro governador (1702), se processa uma integração de Timor na administração portuguesa, obtida sobretudo mediante a militarização das estruturas tradicionais. Até esta data, Timor mantinha uma organização segundo a tradição local.

No século XVIII, grande parte dos reinos existentes em Timor aceitaram o domínio português, e iniciou-se uma administração indirecta até aos finais do século XIX. Os quadros jurídico-políticos autóctones foram mantidos, muito provavelmente devido à impotência da metrópole distante em manter a ordem pública sem a cooperação da população local.

Só no século XX, a ocupação portuguesa da ilha passa a manifestar-se por uma estrutura administrativa e política, ainda que se mantenha sob ela a tradicional divisão em reinos, sucos e povoações. Apenas na segunda metade do século se estabelecem as divisões administrativas definitivas da província ultramarina de Timor. De acordo com a política praticada na altura, Portugal manifestou uma tendência centralizadora na administração do território, sem contudo destruir os patamares político-administrativos tradicionais.

O governador é o representante máximo da metrópole, com poderes quase absolutos, detendo funções tanto executivas como legislativas. A sua administração é assistida por um Conselho de Governo e por um Conselho Legislativo. A província é dotada de um regime financeiro próprio, que lhe cabe gerir e proteger. A administração central governa todos os concelhos e circunscrições civis que, por sua vez, se subdividem em freguesias e/ou postos administrativos que incluem os tradicionais reinos e sucos.

Administração indonésia (de 1976 a 1999)

Em 1976 a Indonésia integra o território de Timor-Leste como a sua 27.ª província, mas a estrutura global administrativa não se altera substancialmente, manifestando-se apenas três principais diferenças. Os 12 concelhos portugueses são transformados em 13 distritos indonésios e novas divisões administrativas inferiores ao suco são criadas, a unidade de população e a unidade de vizinhos, possibilitando um maior controlo das populações nativas. Fundamentalmente, ocorre uma sobreposição da administração civil e da administração militar, facto revelador do clima de insegurança e instabilidade nacional.

Estrutura administrativa transitória (de 2000 a 2002) Em Outubro de 1999, após os conflitos, as Nações Unidas decidem supervisionar o território de Timor-Leste com o fim de propiciar segurança, gestão e assistência ao desenvolvimento do país. A necessidade de criar um governo de transição, atribuindo gradualmente as competências políticas, administrativas e económicas aos timorenses, levou a que, em Junho de 2000, fosse instaurada a Administração Transitória de Timor-Leste (ETTA - East Timor Transitional Administration), cuja estrutura já integra quadros timorenses. Um administrador transitório é apoiado por um departamento financeiro e outro de planeamento, gerindo, através destes ou directamente, 14 pastas distintas. Em paralelo com o administrador, mas ainda sem totais poderes, um Conselho Nacional formado por timorenses vai sendo integrado na estrutura político-administrativa de Timor-Leste.

Em Agosto de 2001, com as primeiras eleições livres do país foi eleita a Assembleia Constituinte responsável pela realização da Constituição do país e, em Abril de 2002, foi eleito o presidente de Timor-Leste, Xanana Gusmão, com 82 % dos votos.

Estrutura administrativa da República Democrática de Timor-Leste thumb|Parlamento Nacional de Timor-Leste. thumb|Palácio do governador em Díli

O chefe de Estado de Timor-Leste é o presidente da república, eleito por sufrágio directo e universal dos eleitores timorenses para um mandato de cinco anos, e cujo poder é meramente representativo do Estado em cerimónias solenes, embora possa exercer o direito de veto sobre alguma legislação. Nomeia o primeiro-ministro após as legislativas.

O primeiro-ministro preside ao governo. As eleições legislativas permitem compor o Parlamento Nacional, cujos membros são eleitos para mandatos de cinco anos. O número de lugares varia entre o mínimo de 52 e o máximo de 65, embora actualmente tenha, por circunstâncias excepcionais de ser o primeiro parlamento, 88 deputados.

A Constituição timorense é baseada na de Portugal.

Divisões administrativas: 13 distritos.

Independência: Em 28 de Novembro de 1975 é unilateralmente proclamada a independência de Portugal que foi seguida da invasão da Indonésia. 20 de Maio de 2002 é a data oficial de reconhecimento internacional da independência de Timor-Leste.

Chefe de Estado: Presidente José Ramos-Horta (desde 2022) Chefe de Governo: Primeiro-ministro Xanana Gusmão (desde 2023)

Timor-Leste tem um Supremo Tribunal de Justiça, um juiz nomeado pelo Parlamento e os outros pelo Conselho Supremo de Magistratura.

Ministério Coordenador dos Assuntos Económicos e Ministério do Turismo e Ambiente Centro Nacional de Formação Profissional e Emprego de Timor-Leste (CNFPE), Centro Nacional de Formação Profissional - Becora (CNFP-Becora), Instituto Nacional de Desenvolvimento de Mão-de-Obra, I.P. (INDMO) Inspeção-Geral do Trabalho (IGT), a Autoridade de Inspeção e Fiscalização da Atividade Económica, Sanitária e Alimentar, I.P. (AIFAESA), o Instituto para a Qualidade de Timor-Leste, I.P. (ITQL, I.P.), Centro de Convenções de Díli (CCD) Instituto de Pesquisa, Desenvolvimento, Formação e Promoção do Bambu, I.P. (Instituto do Bambu) Serviço de Registo e Verificação Empresarial, I.P. (SERVE) Comissão Nacional para a Facilitação do Comércio (CONFAC) Instituto de Apoio ao Desenvolvimento Empresarial (IADE) Agência de Promoção de Investimento e Exportação de Timor-Leste, I.P. (TradeInvest Timor-Leste, I.P.) GESPIN – Gestão de Parques Industriais, S.A. Centro Logístico Nacional (CLN) Autoridade de Turismo de Timor-Leste, I.P. (ATTL, I.P.) Centros de Turismo e de Informação Turística Centros de Restauração / Food Courts, as Pousadas, Autoridade Nacional de Licenciamento Ambiental, I.P. (ANLA) e Autoridade Nacional Designada para o Combate às Alterações Climáticas, I.P. (AND).Ministério Coordenador dos Assuntos Sociais e Ministério do Desenvolvimento Rural e Habitação Comunitária Comissão Nacional do Desporto Comissão Reguladora das Artes Marciais, I.P. Serviço de Apoio à Sociedade Civil e Auditoria Social, I.P. Instituto Nacional de Combate ao HIV/SIDA, I.P. (INCSIDA), Instituto para a Defesa dos Direitos da Criança I.P. (INDDICA) Unidade de Missão para o Combate ao Stunting.Ministério da Presidência do Conselho de Ministros Imprensa Nacional de Timor-Leste, I.P. (INTL) Rádio e Televisão de Timor-Leste, E.P. (RTTL, E.P.) TATOLI - Agência Noticiosa de Timor-Leste, I.P. Comissão da Função Pública (CFP) Arquivo e Museu da Resistência Timorense (AMRT) Centro Nacional Chega! I.P. Inspeção-Geral do Estado (IGE).Ministério das Finanças Autoridade Tributária (AT) Autoridade Aduaneira (AA) Instituto Nacional de Estatística de Timor-Leste, I.P. (INETL) Millenium Challenge Account – Timor-Leste, I.P. (MCA-TL).

Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Agência de Cooperação de Timor-Leste (ACTL) Instituto de Estudos Diplomáticos (IED).Ministério da Justiça Centro de Formação Jurídica e Judiciária (CFJJ), Comissão de Terras e Propriedades, Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) Defensoria Pública Comissão de Luta Contra o Tráfico de Pessoas (CLCTP).Ministério da Administração Estatal Centros de Acolhimento Multifunção Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) Arquivo Nacional de Timor-Leste (ANTL) Instituto Nacional da Administração Pública (INAP), Fundo Especial de Desenvolvimento de Ataúro (FEDA).Ministério da Saúde Serviço Nacional de Saúde Serviço Autónomo de Medicamentos e Equipamentos Médicos (SAMES) Instituto Nacional de Saúde Pública, (INSP-TL) Serviço Nacional de Ambulância e Emergência Médica, I.P. (SNAEM) *Laboratório Nacional de Saúde.Ministério da Educação Comissão Nacional da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura de Timor-Leste (UNESCO) - CNU, Instituto Nacional de Formação de Docentes e Profissionais da Educação (INFORDEPE), Comité Orientador 25.Ministério do Ensino Superior, Ciência e Cultura Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL) Instituto Politécnico de Betano (IPB) Instituto Nacional de Ciências e Tecnologia (INCT) Agência Nacional para a Avaliação e Acreditação Académica, I.P. (ANAAA).Ministério das Obras Públicas Instituto de Gestão de Equipamentos e Apoio ao Desenvolvimento de Infraestruturas (IGIADI) Eletricidade de Timor-Leste E.P. (EDTL, E.P.) Bee Timor-Leste, E.P. (BTL, E.P.), Laboratório Nacional para Garantir a Qualidade das Infraestruturas.Ministério dos Transportes e Comunicações Administração dos Portos de Timor-Leste (APORTIL) Administração de Aeroportos e Navegação Aérea de Timor-Leste, E.P. (ANATL E.P.) Autoridade da Aviação Civil de Timor-Leste (AACTL) Autoridade Nacional de Comunicações (ANC) Agência de Tecnologias de Informação e Comunicação, I.P. – TIC TIMOR.Ministério do Petróleo e Recursos Minerais Autoridade Nacional do Petróleo e Minerais, I.P. (ANPM) Instituto do Petróleo e Geologia, I.P. (IPG) TIMOR GAP (Timor Gás & Petróleo), E.P. Companhia Mineira de Timor-Leste, S.A. (Murak Rai).

Ministério da Defesa Instituto de Defesa Nacional (IDN) Autoridade Marítima NacionalMinistério do Interior Autoridade de Proteção Civil Ministério da Solidariedade Social e Inclusão Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) Fundo de Reserva da Segurança Social (FRSS) Centro Nacional de Reabilitação (CNR).Ministério da Juventude, Desporto, Arte e Cultura Museu Nacional de Timor-Leste, I.P. Biblioteca Nacional de Timor-Leste (BN)

Ministério do Planeamento e Investimento Estratégico Agência de Desenvolvimento Nacional, I.P.(ADN), Secretariado dos Grandes Projetos Comissão Nacional de Aprovisionamento (CNA) Secretariado Técnico do Fundo de Desenvolvimento do Capital HumanoMinistério do Comércio e Indústria Ministério da Agricultura, Pecuária, Pesca e Florestas

Ministério dos Assuntos dos Combatentes da Libertação Nacional

Banco Central de Timor-Leste Ajuda internacional