, (Provincia de Mie, 29 de outubro de 1902 - 06 de junho de 1978) foi um artista japonês, reconhecido como um dos mais importantes poetas de vanguarda do Japão. Ezra Pound, que o citou em "Guide to Kulchur" (1938),Ezra Pound, Guide to Kulchur, A New Directions Paperbook, 1970 (1938); cfr. Ballardini, Anny. Oceans beyond monotonous space; Selected poems of Kitasono Katue. Big Bridge. Big Bridge Press. (ISSN: 1529-7136). considerou-o um dos mais importantes poetas do século XX, comparando-o a William Carlos Williams, enquanto Kenneth Rexroth considerou-o o maior vanguardista daquele país.Young, Karl. Big Bridge. Big Bridge Press. (ISSN: 1529-7136). Introdução de "Oceans beyond monotonous space; Selected poems of Kitasono Katue". Highmoonoon Books. Poemas traduzidos ao inglês por John Solt. 2007.

Informação Biográfica

Kitasono Katue, muitas vezes transliterado como Katsue, ou Katue Kitasono, era na verdade um pseudônimo do artista cujo nome de batismo foi "Kenkichi Hashimoto". Teve como mentor seu irmão Heihachi Hashimoto, um escultor especializado em trabalhos com madeira.

Kitasono começou a escrever na década de 1920, ajudando a introduzir o Dadaísmo e o Surrealismo no Japão. Publicou os seus poemas na revista Ge. Gjmgjgam. Prrr. Gjmgem e em outras revistas vanguardistas. Conheceu outros artistas como Junzaburo Nishiwaki e Shuzo Takiguchi, com os quais fundo O Traje do Sol, tendo participado da edição de Le Surrealism Internacional, que Takiguchi fundou em 1930.

Em 1935, Kitasono foi o fundador e diretor da revista "VOU", trabalho que prossegiu até 1978, tendo sido o diretor da pequena revista até o número 160.Naotoshi Noda. Curador do Sogetsu Art Museum. The Library of Tama Art University / Katue Kitasono Archives. About Katue Kitasono. 2002.

O trabalho com arte Thumb|right

Conhecido como poeta de vanguarda, a sua atividade cobriu, no entanto, não somentre a poesia moderna, mas romances, haicai e crítica. Além disso, ele foi pintor, editou várias revistas literárias, e editou dúzias de livros, tendo também produzido trabalhos fotográficos a partir dos anos de 1950.

Tendo uma postura diferente do seu colega Takigushi em relação ao Surrealismo, posteriormente Kitasono afirmou que sua sensiblidade era devedora da Bauhaus.

Quanto à revista VOU, trazia não só poemas produzidos pelos membros do grupo que a editou, mas também ensaios e crítica sobre artes visuais, música e cinema. Oferecia um espaço onde o contato com artistas estrangeiros (tais como Ezra Pound) e com outras revistas literárias era possível. Este intercâmbio cultural foi especialmente intenso quando a poesia concreta e os diversos movimentos de poesia visual começaram, em meados dos anos 1950.

Em 1954, teve o seu livro "Black Rain", como resposta ao uso de bombas atômicas em Hiroshima e o Nagasaki, publicado por editora de Robert Creeley.Smith, Susan. Japanese Avant-Garde Visual Poetry: Kitasono Katue. E-Learning Queen. 03/12/2007.

A partir da década de 1960, Kitasono explorou a fotografia como um novo tipo de poesia. Ele chamou estas fotografias de "Poemas Plásticos," os quais tem analogia com seus poemas verbais.

Poética verbal

Muito conhecido internacionalmente por seus poemas visuais, produziu, nas palavras de Haroldo de Campos, mesmo nos poemas onde usa a linguagem verbal, uma poesia "ideoplástica", assimilando o Surrealismo francês numa poesia sintético-visual ao gosto da poesia oriental, muito próxima da Poesia Objetivista e, mesmo, do Concretismo, o qual antecipou, porém utilizando repetições cromáticas e explorando elementos já encontrados no haikai japonês.Campos, Haroldo de. A arte no horizonte do provável - Visualidade e concisão na poesia japonesa. Perspectiva. São Paulo. 2 ed. 1972.

Obras Shiro no arubamu (Álbum branco), 1929 Kuroi hi (Fogo preto), 1951 Black Rain, 1954 Tanchona kukan (Monotonia do espaço vazio), 1957 Plastic Poems: begun 1966

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