A Vida de BrianA Vida de Brian no CinePlayers (Brasil) () é um filme de comédia e sátira britânico de 1979 estrelado e escrito pelo grupo de comédia Monty Python (Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin), sendo dirigido por Terry Jones. O filme conta a história de Brian Cohen (interpretado por Graham Chapman), um jovem judeu que nasceu no mesmo dia que Jesus Cristo numa casa vizinha dele, e é confundido com o Messias. Após a retirada do financiamento pela EMI Films, poucos dias antes do início da produção, o fã de longa data dos Monty Pythons e ex-membro dos Beatles, George Harrison, arranjou financiamento para a realização de A Vida de Brian através da formação de sua empresa HandMade Films.

Os temas de sátira religiosa do filme eram controversos na época de seu lançamento, provocando acusações de blasfêmia e protestos de alguns grupos religiosos. Trinta e nove autoridades locais do Reino Unido impuseram uma proibição definitiva ou aplicaram uma "Certificação X" (tornando o filme recomendado para maiores de 18 anos no país) impedindo efetivamente a exibição da comédia, uma vez que os distribuidores disseram que A Vida de Brian não poderia ser exibido a menos que tivesse sido editado e tivesse pelo menos uma "Certificação AA" (para maiores de 14). Alguns países, incluindo a Irlanda e a Noruega, proibiram sua exibição, com algumas dessas proibições durando décadas. Os cineastas incrementaram essa notoriedade na campanha de marketing do filme, com pôsteres na Suécia dizendo: "Que engraçado, foi proibido na Noruega!".

O filme foi um sucesso de bilheteria, sendo o quarto filme com maior bilheteria no Reino Unido em 1979 e a maior bilheteria de qualquer filme britânico nos Estados Unidos naquele ano. Permaneceu popular e foi nomeado "o melhor filme de comédia de todos os tempos" por várias revistas e redes de televisão; anos mais tarde, em uma pesquisa do Channel 4 de 2006, A vida de Brian foi classificado em primeiro lugar na lista dos cinquenta maiores filmes de comédia de todos os tempos.

Sinopse O filme conta a história de Brian, um homem da Judeia que vive uma vida paralela à de Jesus Cristo e se alia a grupos contra o domínio romano. Na segunda metade do filme, uma multidão pensa que ele é o salvador da humanidade e seguem-no como um grande sábio, mas ele nunca teve a intenção de dar essa impressão e apenas deseja ver-se livre de toda aquela gente. Mas Brian é um predestinado, e acaba por viver cenas bíblicas e ter que enfrentar desafios semelhantes aos do Messias (o que naturalmente são sátiras).

Sua aparição como "Messias" começa quando ele finge ser um pregador para fugir da guarda romana, mas suas pregações são levadas a sério e ele ganha uma horda de seguidores. Brian acaba por se meter num monte de confusões ao ter suas tolas palavras entendidas como profecias e ser caçado pela guarda romana. Ele depara-se com diversas figuras históricas e bíblicas, que são satirizadas pelo filme.

Brian acaba sendo crucificado a mando de um Pôncio Pilatos com dislalia, e os crucificados lançam-se em um número musical que se tornou popular, "Always Look On The Bright Side of Life".

O filme também mostra, de uma forma irônica, a questão da alienação da massa, pois o povo segue Brian o tempo todo, repetindo tudo o que ele diz, e sátiras são feitas à religião, como é o caso da cena do apedrejamento.

Elenco Graham Chapman – Brian, Biggus Dickus, Rei Mago John Cleese – Reg, sumo sacerdote, Centurião, Deadly Dirk, Arthur, Rei mago Terry Gilliam – Pessoa no sermão da montanha ("Você ouviu? 'Abençoados sejam os gregos'!"), profeta de Sangue e Trovão, Geoffrey, Gaoler, Frank Eric Idle – Sr Cheeky, Stan/Loretta, Harry the Haggler, pecadora que atira a primeira pedra, Jovem entediante, Otto, Assistente de Gaoler, Sr Frisbee III. Terry Jones – Mandy, Colin, Simon o Homem Santo, Passante santo, Bob Hoskins (homem na multidão) Michael Palin – Sr Big Nose, Francis, Sra. A, Ex-leproso, Ben, Pôncio Pilatos, Profeta chato, Eddie, Nisus Wettus, Rei Mago Kenneth Colley – Jesus Cristo Neil Innes – Samaritano questionável Gwen Taylor – Sra Big Nose, Mulher com asno doente, Jovem Terence Baylor – Gregory, Dennis Carol Cleveland – Sra Gregory, Elsie Charles McKeown – Homem no sermão da montanha, Stig, Cego, Falso profeta, Guarda que ri Chris Langham - Alfonso, Guarda que ri Sue Jones-Davies – Judith Iscariotes John Young – Matias Bernard McKenna – Ajudante de apedrejamento, Parvus Spike Milligan – Spike George Harrison – Sr Papadopoulos (não-creditado)

Produção Pré-produção Existem várias histórias sobre as origens de A Vida de Brian. Logo após o lançamento de Monty Python and the Holy Grail (1975), Eric Idle sugeriu irreverentemente que o título do próximo filme dos Pythons seria "Jesus Christ: Lust for Glory" (uma peça sobre o título do Reino Unido para o filme americano de 1970 Patton). Com a enorme rotatividade financeira, confirmando o apetite dos fãs por mais empreendimentos cinematográficos, eles começaram a considerar seriamente um filme que envolvia a era do Novo Testamento da mesma maneira que o The Holy Grail havia escrachado da lenda do Rei Arthur. Tudo o que eles precisavam era de uma ideia para uma trama. Eric Idle e Terry Gilliam, enquanto promoviam The Holy Grail no Amsterdã, criaram um esboço no qual a cruz de Jesus está caindo aos pedaços por causa dos carpinteiros idiotas que a construíram e ele, furioso, diz a eles como fazê-lo corretamente. No entanto, após um estágio inicial de brainstorming, e apesar de não serem crentes, eles concordaram que Jesus era "definitivamente um cara legal" e não encontraram nada para zombar em seus ensinamentos reais. "Quando fomos ver a história de Jesus, vimos que não havia quase nada pra ridicularizar. [...] seria um filme muito raso se fosse sobre Jesus, então criamos o Brian", disse o grupo mais tarde numa entrevista à BBC. Depois de se decidir sobre o nome Brian para seu novo protagonista, uma ideia considerada foi a de "o 13.º discípulo" e depois foi descartada para a ideia de um indivíduo separado, nascido em um tempo e local semelhantes, que seria confundido com o Messias, mas não desejava ser seguido como tal.

Desenvolvimento

O primeiro rascunho do roteiro, provisoriamente intitulado "The Gospel According to St. Brian", estava pronto no Natal de 1976. O rascunho final da pré-produção estava pronto em janeiro de 1978, após "uma escrita concentrada de duas semanas e esqui aquático em Barbados". O filme não teria sido concluído sem o ex-Beatle George Harrison, fã do grupo, que criou a HandMade Films para ajudar a financiar a produção a um custo de £ 3 milhões. Harrison pagou o dinheiro por ele "querer ver o filme" - mais tarde descrito por Terry Jones como o "ingresso de cinema mais caro do mundo".

Os apoiadores originais, a EMI Films e Bernard Delfont, ficaram receosos no último minuto sobre o tema do filme. As últimas conversas entre os Pythons e os produtores foram: "Eu disse a ele: 'Bernie, eles nunca vão ganhar dinheiro com isso', provocando Delfont por sua falta de fé no projeto. Terry Gilliam disse mais tarde: "Eles partiram na quinta-feira. A equipe deveria partir no sábado. Desastrosa. Foi porque eles leram o roteiro ... finalmente". Como recompensa por sua ajuda, Harrison aparece em uma participação especial, como o Sr. Papadopoulos, "proprietário do Monte", que brevemente aperta a mão de Brian em uma cena de multidão (às 1:09 do filme). Sua única palavra de diálogo mais fora do lugar teve que ser dublada mais tarde por Michael Palin.

Filmagens Terry Jones foi o único responsável pela direção, tendo concordado amigavelmente com Gilliam (que co-dirigiu The Holy Grail) em fazê-lo, com Gilliam concentrando-se na aparência do filme. Gilliam novamente contribuiu com duas sequências animadas (uma sendo os créditos de abertura) e se encarregou do cenário.

O filme foi rodado nas localidades de Monastir na Tunísia, o que permitiu que a produção de conjuntos de reutilização de Jesus de Nazaré de Franco Zeffirelli. Outras filmagens em locações também ocorreram na Tunísia, em Sousse (muralhas exteriores de Jerusalém e porta de entrada), Cartago (teatro romano) e Matmata (sermão da montanha e crucificação).

Recepção Bilheteria A Vida de Brian estreou em 17 de agosto de 1979 em cinco cinemas norte-americanos e arrecadou 140.034 dólares (28.007 dólares por sala) em seu fim de semana de estreia. Seu total bruto foi de 19.398.164 dólares. Foi o filme britânico com maior bilheteria na América do Norte naquele ano. Lançado em 8 de novembro de 1979 no Reino Unido, o filme foi o quarto filme de maior bilheteria na Grã-Bretanha em 1979. Em Londres, estreou no cinema Plaza e arrecadou 40.470 libras na semana de abertura.

Crítica As críticas dos críticos foram geralmente positivas principalmente no lançamento do filme. Vincent Canby, do The New York Times, chamou o filme de "o épico bíblico mais falado de todos os tempos, bem como o mais bem-humorado". Roger Ebert deu ao filme três estrelas em quatro, escrevendo: "O que é cativante nos Pythons é o seu bom ânimo, sua irreverência, sua vontade de permitir que situações cômicas se desenvolvam através de um acúmulo gradual de pequenas insanidades". Gene Siskel, do Chicago Tribune, deu ao filme três estrelas e meia, chamando-o de "uma paródia suave, mas muito engraçada da vida de Jesus, bem como de filmes bíblicos". A única crítica negativa veio de Gary Arnold, do The Washington Post, uma vez que ele possuía uma opinião negativa sobre o filme, escrevendo que o filme era "uma ficção cruel" e que "fomentar a ilusão de que Brian era o Messias era o cúmulo da blasfêmia".

Com o passar dos anos, A Vida de Brian foi regularmente citado como um candidato significativo ao título de "melhor filme de comédia de todos os tempos" e foi nomeado como tal em pesquisas conduzidas pela revista Total Film em 2000; a rede de TV britânica Channel 4 o colocou na lista de 50 grandes filmes de comédia, enquanto que o jornal The Guardian também o elegeu como um dos melhores filmes de comédia de todos os tempos. Uma pesquisa de 2011 da revista Time Out o classificou como o terceiro maior filme de comédia já feito, atrás de Airplane! e This Is Spinal Tap.

O consenso diz que é "um dos filmes mais avançados da década de 1970, essa farsa religiosa da trupe de comédia clássica é tão comovente quanto engraçada e satírica"., no Rotten Tomatoes , no Metacritic.

Em 2016, a revista Empire classificou A Vida de Brian em segundo lugar na lista dos 100 melhores filmes britânicos atrás apenas de Lawrence da Arábia. A BFI declarou A Vida de Brian como o vigésimo oitavo melhor filme britânico de todos os tempos (numa lista equivalente à dos 100 maiores filmes estadunidenses do American Film Institute).

Temas e análises Temas do filme Bíblia A representação de Jesus em duas cenas curtas no início do filme é fortemente baseada na iconografia cristã. Os combatentes da resistência deixaram o Sermão da Montanha, que era um recital literal, irritados porque Jesus era pacifista demais para eles.Cf. Tatum, p.157 ISBN 0-944344-67-4 Além da representação respeitosa de Jesus, o filme não sugere que Deus não existe ou que Jesus não é filho de Deus, segundo a maioria dos espectadores do filme. A aparência de um leproso que foi curado por Jesus afirma os Evangelhos e seus relatos sobre Jesus realizando milagres.cf. Tatum, pp. 151-162

ISBN 0-944344-67-4